24/09/2019 9:06 am

Acesso livre ao território exigem quebradeiras de coco babaçu na Assembleia Legislativa do Maranhão

“Quebradeira de coco babaçu precisa de terra e território para ter acesso aos babaçuais, ao seu bem viver e ao sustento da sua família. A lei precisa ser cumprida”, afirmou com veemência a quebradeira de coco babaçu, Eunice da Conceição Costa, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), realizada na tarde de ontem, em São Luís, com o tema: “Mulheres Quebradeiras: Resistência nos Babaçuais”.

Na semana em que comemoram o Dia Estadual da Quebradeira de Coco Babaçu, as agroextrativistas de diversos municípios maranhenses foram ao parlamento estadual falar dos desafios e necessidades que enfrentam no dia-a-dia no estado. A audiência foi organizada pelo Movimento Interestadual de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) em conjunto com a Frente Parlamentar de Agricultura Familiar e Reforma Agrária no Estado do Maranhão, que tem à frente o deputado estadual Adelmo Soares (PCdoB). Na ocasião, elas entregaram uma minuta contendo as principais reivindicações das quebradeiras de coco babaçu no estado.

“Esta audiência é muito importante para colocar as nossas reivindicações e esperamos alcançar os nossos objetivos, o principal dele é terra e território livres para as quebradeiras de coco babaçu”, afirmou Eunice da Conceição Costa, coordenadora do MIQCB Regional Imperatriz ao avaliar a reunião.

No documento entregue aos parlamentares, constam reivindicações desde 2015. O livre acesso aos babaçuais, respeito as leis do babaçu livre, educação e saúde de qualidade, alimentos sem agrotóxicos e acesso a políticas públicas voltadas para as agroextrativistas estão entre as principais reivindicações das quebradeiras de coco babaçu apresentadas ao parlamento estadual do Maranhão.

“A nossa pauta maior é a luta pelo livre acesso aos territórios para que a gente possa quebrar nossos coco sem ser impedida pelo fazendeiro, pelo latifundiária e pelas grandes empresas que estão nos impedindo e nos matando aos poucos”, afirmou a quebradeira de coco babaçu Francisca Maria Pereira, coordenadora Regional Mearim do MIQCB.

Durante audiência pública, as quebradeiras de coco babaçu expuseram os principais desafios enfrentados no Maranhão. “É uma situação muito preocupante. Quando a palmeira não é derrubada ou queimada, ela é prejudicada com veneno”, denunciou Eunice Costa.

Da regional da Baixada Maranhense, a quebradeira de coco babaçu Rosa Gregório denunciou as cercas elétricas nas fazendas para impedir o acesso das quebradeiras de coco, isso a falta de leis. “Nós não vamos continuar existindo sem a regularização dos nossos territórios. A gente quer morrer quebradeira de coco babaçu. Mas, a gente só consegue garantir nossa sobrevivência no nossos território, é preciso que nosso

s babaçuais permaneçam de pé”, afirmou.

A audiência pública abordou três temáticas: Livre Acesso aos Territórios Babaçuais; Preservação dos Babaçuais: derrubadas e agrotóxicos e Políticas Públicas de Produção e Comercialização para Mulheres Agroextrativistas.

A audiência pública abordou três temáticas: Livre Acesso aos Territórios Babaçuais; Preservação dos Babaçuais: derrubadas e agrotóxicos e Políticas Públicas de Produção e Comercialização para Mulheres Agroextrativistas.

Além de diversos parlamentares da Alema, a audiência pública também contou com a presença da senadora Eliziane Game e de representantes da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF-MA).

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