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Comunidade acadêmica da UFT escolhe Dona Raimunda Quebradeira de Coco para nomear a Clínica de Direitos Humanos

O nome da companheira Raimunda Gomes da Silva, conhecida como Raimunda Quebradeira de Coco, foi escolhido para designar a Clínica de Direitos Humanos da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Professores, alunos, técnicos administrativos e instituições ligadas ao Curso de Direito votaram para a escolha do nome.

Fundadora do Movimento Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Raimunda é uma referência histórica também para a aplicação e defesa dos Direitos Humanos no Bico do Papagaio e no mundo, tendo sido indicada ao Nobel da Paz em 2005.

Liderança-tronco do Movimento, dona Raimunda já foi homenageada em outras ocasiões pela Universidade ao receber o título de Doutora Honoris Causa. Também recebeu o Diploma Mulher-Cidadã Guilhermina Ribeira da Silva (Assembleia Legislativa do Tocantins) e o Diploma Bertha Lutz (Senado Federal) destinado às mulheres que contribuíram com a defesa dos direitos da mulher e questões de gênero no Brasil.

Uma mulher rural que deixou grande saudade para todas as companheiras do MIQCB, mais ainda para seus filhos, como Maria Helena Gomes dos Santos Amorim, que relatou que essa seleção demonstra que a memória do trabalho de Dona Raimunda continua viva. “Só tenho a agradecer a cada pessoa que votou no nome da minha mãe. Estou muito agradecida e feliz”

A coordenadora da Clínica, professora Gleidy Braga, disse que a homenagem às cinco mulheres indicadas aconteceu em março, momento necessário para relembrar a biografia das candidatas. “Mesmo após as suas existências físicas, essas mulheres têm contribuído com os seus legados, que continuam contribuindo para a construção dessa sociedade mais justa e fraterna”.

A eleição indicou cinco nomes, todos de grandes mulheres que contribuíram para o desenvolvimento do Estado do Tocantins: Camila Martins de Deus (Dona Camila), Guilhermina Ribeiro da Silva (Dona Miúda), Lucelina Gomes dos Santos (Dona Juscelina), Maria de Fátima Barros (Professora) e Raimunda Gomes da Silva (Dona Raimunda Quebradeira de Coco).

Gleidy ainda aponta que é importante registrar que todas as mulheres têm essa trajetória de defesa dos direitos humanos, mas a escolha por Dona Raimunda Quebradeira de Coco “traduz a longa trajetória dela em defesa das mulheres extrativistas, das comunidades ribeirinhas. Estamos muito felizes com o resultado”.

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