Redes de Fundos Comunitários da Amazônia participa da programação do XI FOSPA- Fórum Social Pan-Amazônico

Com o clima tropical, os municípios de Rurrenabaque (Beni) e San Buenaventura (La Paz) recebem milhares de delegados e delegadas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, para participarem do XI FOSPA- Fórum Social Pan-Amazônico. O evento ocorre entre os dias 12 a 15 de junho. Na ocasião, a Rede de Fundos Comunitários da Amazônia realizou uma atividade autogestionada denominada “Encontro de Fundos Comunitários da Amazônia: Mecanismos de financiamento de povos e comunidades tradicionais”. O encontro ocorreu na tarde do dia 14, na universidade Mayor de San Andrés.

O principal objetivo do XI FOSPA é fortalecer alianças entre atores sociais da região para troca de experiências e construção de estratégias de ação em defesa da Amazônia, a fim de gerar impacto nos níveis local, nacional, amazônico e internacional.

 O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB, por meio do Fundo Babaçu, que por sua vez é integrante da Rede de Fundos Comunitários, participou da programação com debates importantes sobre a execução do Fundo Babaçu e outras temáticas.

“Os Fundos Comunitários são fundos criados e gerenciados por movimentos sociais territoriais. É nesse contexto, que compartilhamos a atuação do Fundo Babaçu, um Fundo que tem como uma das características captar recursos de caráter não reembolsável para ações de agricultura e de extrativismo de base agroecológica e economia solidária”, explicou Marinalda Rodrigues, coordenadora do Miqcb Regional Piauí.

A Rede de Fundos Comunitários da Amazônia integra oito fundos: Fundo Babaçu, Fundo Dema, Podáali, Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), Fundo Luzia Dorothy do Espírito Santo, Fundo Mizzi Dudu, Fundo Puxirum e Timbira e durante o Fospa teve o objetivo de aprofundar o entendimento sobre os fundos comunitários, suas atuações, abrangências, compromissos e princípios, além de demonstrar a importância desses fundos na promoção da sustentabilidade e na autonomia financeira das comunidades locais.

Representando o Miqcb, estão participando do Fospa, as coordenadoras executivas Marinalda Rodrigues e Vitória Balbina, a secretária do Fundo Babaçu, Nilce Cardoso e a assessora do Movimento, Sandra Regina.

A cerimônia de abertura contou a realização de uma marcha potente que saiu da cidade de San Buenaventura até Rurrenabaque e reforçou a unidade e a grandeza do povo Pan-Amazônico.

“O Fospa é um encontro que reúne análises, opiniões, esperanças, protestos e propostas de povos indígenas e comunidades ancestrais, organizações da sociedade civil, redes e alianças do bloco sul-americano. Por isso, nós quebradeiras de coco babaçu, estamos aqui para contribuir com essas discussões divulgando nossas lutas e compartilhando algumas conquistas”, declarou Vitória Balbina, coordenadora executiva do Miqcb Regional Baixada.

A programação incluiu debates em quatro áreas temáticas: Povos Indígenas e Populações Amazônicas; Mãe Terra; Extrativismos e Alternativas e Resistência das Mulheres. Cada Eixo é composto por diferentes Grupos de Trabalho onde irão refletir e propor ações coletivas.  Além dos debates, houveram visitas às comunidades indígenas.

Comitê Gestor do Fundo Babaçu realiza reunião de alinhamento

Entre os dias 05 e 06 de junho, membros do Comitê Gestor do Fundo Babaçu, estiveram reunidos na sede administrativa do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, em São Luís, para tratar sobre demandas relacionadas ao Fundo Babaçu e ao Regimento Interno do Comitê.

Além da revisão do Regimento Interno, a programação incluiu: Apresentação dos saldos e projetos atuais do Fundo Babaçu; Apresentação dos editais a serem lançados; definição da comissão de avaliação dos projetos; critérios dos editais com demanda espontânea do Baqueli e outras pautas.

Um dos destaques da reunião foi a participação do SEFRAS – Ação Social Franciscana, representado pela Moema Miranda e Francisco Souza. A Organização vai apoiar a realização do intercâmbio da Rede de Fundos Comunitários, que será realizado em julho, no Piauí.

 “A Sefras tem apoiado a formação, consolidação da Rede de Fundos comunitários e que vai está atuando junto com o Fundo Babaçu no próximo intercâmbio da Rede que vai acontecer no incício de julho, em Esperantina-PI. Pra nós do Sefras é uma enorme alegria, uma emoção, uma honra poder está aqui participando do encontro do Comitê gestor do Fundo Babaçu. Uma alegria de poder ver de perto o trabalho dessas mulheres fortes, resistentes, revolucionária, que fazem com que a vida seja mais firme e que vale a pena ser vivida”, declarou Moema.

Comitê Gestor do Fundo Babaçu- Participaram da reunião representantes das seguintes instituições e organizações:

Movimento Interestadual das Quebradeiras e Coco Babaçu-MIQCB; APA TO – Alternância para a Pequena Agricultura no Tocantins; Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Quebradeiras de Coco Babaçu de São Luís Gonzaga MA; INEAF PA – Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares da Universidade Federal do Pará; Nova Cartografia Social da Amazônia; STTR de São Domingos do Araguaia; Escola Família Agrícola – EFA Cocais; Associação em Área de Assentamento no Estado do Maranhão –  ASSEMA.

MIQCB participa de evento que discute direitos de posse de terra dos Povos Afrodescendentes na América Latina e no Caribe, na Colômbia

A coordenadora geral do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, Maria Alaíde e a assessora, Renata Cordeiro representaram o Movimento no evento internacional “Assegurando os direitos de posse da terra e território dos povos afrodescendentes na América Latina e no Caribe: Um caminho eficaz para a conservação e ação contra as mudanças climáticas”. As atividades acontecem nos dias 11 a 14 de julho, em Bogotá – Colômbia.

Convocado pela Rights and Resources Initiative (RRI), pelo Proceso de Comunidades Negras (PCN), pela Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e pela Vice-Presidência da Colômbia, o evento reúne líderes Afrodescendentes, organizações da sociedade civil, ONGs e representantes do governo para formular recomendações viável com o objetivo de reduzir a lacuna de desigualdade interseccional que os Povos Afrodescendentes enfrentam e proteger seus direitos territoriais.

O Miqcb foi convidado a participar e apresentar a experiência do Fundo Babaçu como um mecanismo comunitário eficaz para fortalecer comunidades e mulheres e garantir autonomia econômica e política aos povos e comunidades tradicionais.

“Estou muito feliz em poder dialogar sobre autonomia econômica e fundos comunitários, onde compartilhei a grande conquista do Miqcb, que é o Fundo Babaçu. Uma atuação do Movimento que apoia projetos socioambientais oportunizando as quebradeiras de coco babaçu, as famílias de territórios tradicionais tenham autonomia, renda em armonia com o meio ambiente”, declarou Maria Alaídes, coordenadora do MIQCB.

Maria Alaídes se solidarizou com mulheres da Bolívia, Colômbia , Honduras que relataram ameaça de perda de sementes crioula, ameaças de falta de acesso à terra, ameaça por agrotóxico. Os relatos das mulheres foram durante as discussões da mesa sobre segurança alimentar.

Renata  Cordeiro, assessora jurídica do Miqcb, explicou que o evento foi importante porque foi um momento de articulação dos movimentos de PCT-Povos e Comunidades Tradicionais e de incidência frente a governos, filantropia  e cooperação internacional para possibilitar que estes assumam compromissos para reconhecimento de territórios, maretorios e garantia do uso e posse da terra e recursos naturais pelos PCT, sobretudo por ocasião  da Conferência sobre Biodiversidade 2024: COP 16, que ocorre este ano na Colômbia, e também na COP 29 e 30, esta última ocorrendo em 2025 , no Brasil.

“Essa discussão é pertinente, sobretudo, por ocasião da Conferência sobre Biodiversidade 2024: COP 16, que será realizado em Cali, na Colômbia, e também na COP 29 e 30, esta última ocorrendo em 2025, no Brasil”, pontuou Renata.

Estão presentes representantes dos governos dos países da América latina e Caribe, representantes da ONU, FAO, ONGs, ambientalistas e diversidade de movimentos de povos tradicionais da América Latina e Caribe.

Juventudes da Regional Mearim/Cocais participam de atividade para Diagnóstico Rápido Participativo, realizada pelo MIQCB

Nos dias 07 e 08 de junho, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, por meio do eixo juventudes, realizou o Diagnóstico Rápido Participativo – DRP na Regional Mearim/Cocais, no quilombo Santana do Adroaldo, município de São Luis Gonzaga. Participaram jovens dos municípios de São Luís Gonzaga, Timbiras, Codó e Alto Alegre.

Com muita animação, o primeiro dia de atividade realizada nesta sexta-feira (07/06) contou com a caminhada pela comunidade para conhecer a história do quilombo, guiada pela coordenadora de base do Miqcb, Maria de Jesus (Dijé).

“Eu como liderança que tenho uma luta aqui dentro da comunidade, fico emocionada em poder mobilizar e receber esta atividade na nossa comunidade porque a gente apresentou uma parte do nosso território para os jovens, conversamos sobre o início da nossa luta como quebradeira, como mulher e como mãe. Esse é um momento de incluir as juventudes no processo histórico, de memórias, enfrentamentos, conquistas das quebradeiras”, frisou Maria de Jesus, coordenadora de base do MIQCB.

A assessora de juventude do Movimento, Carla Pinheiro, está conduzindo o DRP nas seis Regionais do MIQCB.

“Esse DRP possibilita conhecermos cada regional, as juventudes de territórios de quebradeiras de coco babaçu, as dificuldades que essa juventude tem encontrado, os caminhos que tem buscado, o que querem, o que esperam, a partir das especificidades de cada regional. É também um momento onde os jovens irão reforçar que são comunidades plurais e enxergar suas ousadias, sonhos, autonomias e lutas”, declarou, Carla.

Além da caminhada para conhecer o território, as lideranças Antônia Gomes de Sousa (Toinha), Maria Geralcina Costa e as coordenadoras do MIQCB, Maria de Fátima e Áurea Maria contaram sobre as lutas e conquistas do Movimento na Regional, e compartilharam suas batalhas nos seus territórios em defesa dos babaçuais e dos modos de vidas das comunidades tradicionais e das quebradeiras de coco babaçu.

A noite cultural contou com apresentação das manifestações culturais e espirituais locais. A juventude do quilombo apresentou o grupo de quadrilha, que estava muito animada, além de apresentações da Mangaba, que veio do território quilombola de Santarém e apresentação do Terecô de Caixa.

No último dia de atividade foram realizadas dinâmicas que impulsionam a coletividade, o trabalho em equipe, além de permitir a identificação das forças e dificuldades dos jovens presentes na atividade.

MIQCB participa de “Seminário Racismo Ambiental: o que isso tem a ver com o seu quintal”, no Rio de Janeiro

“Seminário Racismo Ambiental: o que isso tem a ver com o seu quintal”

O seminário “Racismo Ambiental: o que isso tem a ver com o seu quintal?”, que debate os impactos desiguais das mudanças climáticas, começou nesta terça-feira (4) e foi até quarta-feira(05) no Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento foi promovido pela organização não governamental ActionAid, em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC), e com o apoio da Fundação Heinrich Böll e do Projeto SETA (Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista).

O seminário teve como objetivo fortalecer estratégias de enfrentamento ao racismo ambiental, e promoção de diálogos para defesa dos territórios e construção de políticas públicas, em rede de colaboração entre organizações comunitárias, instituições de ensino e pesquisa, poderes públicos e o setor privado.

A vice coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, Ednalva Ribeiro participou da mesa de debate do segundo dia, onde contribuiu com a temática “Território de Partilha: Defensoras da terra e do clima: extrativismo e cuidado”.

O nosso sustento e nosso modo de vida está ligado intimamente com a palmeira de babaçu. Essa palmeira que é tão importante, não só para as quebradeiras e comunidades tradicionais, mas para o equilíbrio do meio ambiente, está diariamente sendo envenenada, derrubada, queimada. Essa devastação é racismo ambiental porque impacta milhares de famílias que depende do meio ambiente conservado para sobreviver. Enquanto quebradeira de coco, nossa luta não é fácil e muito desigual em relação ao agronegócio”, declarou Ednalva.

O “Seminário Racismo Ambiental: o que isso tem a ver com o seu quintal?”  faz parte das ações que celebram os 25 anos da ActionAid no Brasil, onde já atuou em mais de 2.400 comunidades e beneficiou mais de 300 mil pessoas.

O seminário “Racismo Ambiental” conclui a programação com mais quatro mesas de debates. Os temas foram: “Território de Partilha: Defensoras da terra e do clima: extrativismo e cuidado”; “Mudanças Climáticas, Mobilidade Urbana e Ocupação das Cidades”; “Políticas públicas de enfrentamento ao racismo ambiental, para questões climáticas, ambientais e agrárias”; e “Entre o rural e o urbano: a produção espacial do racismo ambiental”.

A assessora de projetos do Miqcb, Sandra Regina Monteiro também participou das atividades.

MIQCB e UEMA firmam parcerias para inserção de quebradeiras de coco babaçu e agroextrativistas no ensino de nível superior

Durante as aulas do primeiro módulo da segunda turma de mulheres quebradeiras de coco, que iniciou nesta segunda-feira (20), no Centro de Formação, a coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes e o reitor da UEMA, Walter Canales participaram da abertura das aulas e aproveitaram para divulgar o edital PROETNOS/PARFOR – EQUIDADE 2024 – curso de Licenciatura em Educação do Campo/ Ciências humanas. O edital disponibiliza 30 vagas para quebradeiras de coco e professores vinculados à rede de ensino que são agroextrativistas.

Esta é a primeira vez que a UEMA, por meio do Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão (PROETNOS), beneficia diretamente quebradeiras de coco babaçu. Nos anos anteriores, o Proetnos contemplava apenas quilombolas e indígenas. Essa conquista é fruto de articulação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB junto a Universidade Estadual do Maranhão.

“Para nós é um dia de luta, um dia de conquistas e um dia de agradecimento. Dizer que essa parceria entre o MIQCB e Uema com o curso de graduação, para nós quebradeiras de coco, que estão na base, que estão lá nos colégios dos municípios, no estado, na ideologia de trabalhar a formação de professores para nós, do campo, é trabalhar a iniciativa política, social, que está dentro da política do MIQCB enquanto a educação contextualizada”, comenta a coordenadora geral do MIQCB. 

As inscrições vão até 07 de junho e podem ser feitas, de forma presencial, nos Campi da Uema de São Bento, de Santa Inês e em São Luís, no Prédio do Curso de História da Uema, localizado no Centro Histórico. As inscrições também podem ser feitas de forma on-line no: sigconcursos.uema.br

“Realizamos a assinatura do acordo de cooperação há um mês e partimos também para um edital da CAPES, onde nós fomos exitosos em poder oferecer uma turma de graduação em ciências humanas para as quebradeiras de coco, e hoje, estamos aqui para celebrar esse acordo, celebrar esse novo curso para estreitar essa relação tão importante com esse movimento para o estado do Maranhão e para a universidade também, que já carrega consigo uma experiência de trabalhar com as comunidades indígenas, com as comunidades quilombolas e agora, parte para essa outra comunidade tão importante para a economia e para as questões sociais do nosso estado”, comenta o reitor da UEMA, Walter Canales.

O PROETNOS- é o Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão (PROETNOS) da UEMA, que foi criado para formar e qualificar professores para assumir os processos de escolarização nos territórios dos povos e comunidades tradicionais no Estado do Maranhão, garantindo assim a autonomia desses territórios, uma vez que os professores a serem formados devem ser exclusivamente oriundos das suas comunidades e povos.

Locais presenciais de inscrição:
• Campus Santa Inês: Rua 04, n.º 54, Conjunto da VALE – Vila Militar, CEP. 65300-000.
• Campus São Bento (antiga Fazenda Escola UEMA de São Bento) – Rodovia Estadual MA-014, Bairro Aeroporto, CEP. 65235-000.
• São Luís – Prédio do Curso de História: Rua da Estrela, n.º 329, Praia Grande, Centro Histórico, CEP. 65010-200.
• Inscrição on-line <https://sigconcursos.uema.br/]

CONFIRA O EDITAL AQUI

MIQCB está contratando assessoria socioambiental do Fundo Babaçu

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) está selecionado mulheres para o cargo de assessoria socioambiental do Fundo Babaçu. Podem concorrer a vaga mulheres com formação acadêmica de nível superior, preferencialmente nas áreas de engenharia ambiental, ciências humanas, ciências sociais.

O Regime de contratação é CLT, com 40 horas semanais e salário R$ 5.940,00

A pessoa contratada irá acompanhar os grupos e organizações que são apoiadas com recursos do Fundo Babaçu.

As pessoas interessadas em concorrer as vagas, devem enviar documentos até 03 de junho de 2024, seguindo as orientações do Edital.

ACESSE O EDITAL ABAIXO:

UEMA abre inscrições para quebradeiras de coco babaçu e agroextrativistas cursarem nível superior

Quebradeiras de coco babaçu e agroextrativistas que desejam o tão sonhado diploma de nível superior, a UEMA está com processo seletivo aberto para o curso de Licenciatura em Educação do Campo/ Ciências humanas. São 30 vagas dedicadas para quebradeiras de coco e professores vinculados à rede de ensino que são agroextrativistas. A Licenciatura terá duração de 4 anos e as aulas serão na modalidade de formação por alternância, em São Luís.

As inscrições vão até 07 de junho e podem ser feitas, de forma presencial, nos Campus da UEMA de São Bento, de Santa Inês e em São Luís, no Prédio do Curso de História da UEMA, localizado no Centro Histórico. As inscrições também podem ser feitas de forma on-line: sigconcursos.uema.br

Essa conquista é fruto de articulação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB junto a Universidade Estadual do Maranhão.

Esta é a primeira vez que a UEMA, por meio do Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão (PROETNOS), beneficia diretamente quebradeiras de coco babaçu. Nos anos anteriores, o Proetnos contemplava apenas quilombolas e indígenas.

Na manhã desta segunda-feira (20), o Reitor da UEMA, Walter Canales Santana, estará no Centro de Formação das Quebradeiras de Coco Babaçu para conversar com as mulheres quebradeiras e divulgar essa grande conquista.

O Centro de Formação das Quebradeiras fica localizada na sede administrativa do MIQCB, localizado no Centro Histórico de São Luís. Neste mês o espaço completou um ano de funcionamento e já recebeu duas turmas (jovens e mulheres), na modalidade formação por alternância.

O PROETNOS é o Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão (PROETNOS) da UEMA, que foi criado para formar e qualificar professores para assumir os processos de escolarização nos territórios dos povos e comunidades tradicionais no Estado do Maranhão garantindo assim a autonomia desses territórios, uma vez que os professores a serem formados devem ser exclusivamente oriundos das suas comunidades e povos.

Locais presenciais de inscrição:

– Campus Santa Inês: Rua 04, n.º 54, Conjunto da VALE – Vila Militar, CEP. 65300-000.
Campus São Bento (antiga Fazenda Escola UEMA de São Bento) – Rodovia Estadual MA-014, Bairro Aeroporto, CEP. 65235-000.
São Luís – Prédio do Curso de História: Rua da Estrela, n.º 329, Praia Grande, Centro Histórico, CEP. 65010-200.
Inscrição on-line
No site <https://sigconcursos.uema.br/]

CONFIRA: EDITAL

Miqcb participa da 2ª Edição do Aquilombar – Ancestralizando o Futuro

Nesta quinta-feira, 16, a coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu- Miqcb Regional Baixada, Maria Raimunda (Chica) e a assessora jurídica do Miqcb, Rebeca Costa participaram da 2º edição do “Aquilombar – Ancestralizando o Futuro”, realizado na FUNARTE, em Brasília-DF. O evento que é considerado um dos maiores eventos do movimento quilombola do Brasil, foi realizado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

O Aquilombar se destaca como um marco na luta pela preservação da identidade quilombola e na construção de um futuro mais justo e equitativo para essas comunidades, reforçando a importância do respeito à diversidade cultural e étnica do Brasil. O evento contou com feira temática quilombola, oficinas, performances culturais, rodas de conversa e com uma grande caminhada que tomou as ruas de Brasília em direção ao Congresso Nacional. A Marcha reforça a importância das raízes culturais na construção de um Brasil mais justo, inclusivo e sustentável.

O coordenador executivo da CONAQ, Biko Rodrigues acompanhou o ato e exigiu do estado brasileiro políticas que garantam dignidade-viver para quilombolas de todo o Brasil. “Nós não vamos admitir que nos matem. Estamos em pé, dizendo que queremos reconstruir, queremos democracia e queremos viver. Somos o que somos porque resistimos”, disse sobre o trio.



Maria Raimunda, quebradeira de coco e coordenadora de base do Miqcb representou o Movimento neste grande evento e destacou a importância de ações como essa que contribui para o e fortalecimento da herança cultural afro-brasileira.

“Estou muito feliz de poder contribuir com os debates e com a luta que é de todos nós. Precisamos de regularização para os territórios quilombolas, indígenas, de quebradeiras de coco babaçu. Precisamos de dignidade e que nossos direitos sejam respeitados”, declarou Maria Raimunda.

Companheiras que contribuíram com o início da luta do Miqcb foram homenageadas durante reunião de coordenação do Movimento

Entre os dias 23 a 26 de abril, o Movimento Interestadual as Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB realizou reunião da coordenação geral, onde participaram as coordenadoras de base, as coordenadoras executivas, coordenação geral e equipe técnica do Movimento das seis Regionais (Pará, Tocantins, Piauí, Imperatriz-MA, Mearim/Cocais-MA e Baixada Maranhense). A atividade foi realizada no Centro de Oração-OASIS, em São Luís-MA. A ação faz parte do cronograma de atividades do Miqcb e tem como objetivo alinhar as ações de atuação do Movimento nos quatro estados.

Um dos destaques da reunião foi a homenagem para as quebradeiras que ajudaram na fundação do Miqcb.

A programação incluiu debates sobre “Formas de garantia dos territórios de quebradeiras de coco babaçu”, com trabalhos em grupo; participação e incidências políticas no Seminário Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais; XI Encontro Internacional do Fórum Social Pan-Amazônico-FOSPA; participações na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30); diálogo sobre as situações dos projetos e doadores do Miqcb; situações dos projetos apoiados pelo Fundo Babaçu e as ações do Centro de Formação das Quebradeiras de Coco Babaçu e outras ações que estão dentro das pautas de atuação do Movimento.

A coordenadora geral do Miqcb, Maria Alaídes explicou que reunião como essa faz parte das atividades do Movimento e é de suma importância para o alinhamento e bom funcionamento das ações desenvolvidas pelo Miqcb.

“Este momento é importante porque dialogamos sobre as principais demandas das quebradeiras das seis Regionais onde o Miqcb atua. Dessa forma, juntas, buscamos atingir o objetivo do Movimento que é garantir o direito ao território e o livre acesso aos babaçuais, promovendo a conservação da sociobiodiversidade existente nas florestas de babaçuais e a melhoria da qualidade de vida de todos os povos e comunidades tradicionais”, destacou.

No primeiro dia as quebradeiras tiveram a contribuição das pesquisadoras e professoras, Noemi Porro e Josilene Mendes, do professor Ricardo Folhes e da promotora e professora, Eliane Moreira, que trataram sobre as temáticas dos Territórios, conflitos agrários, regularização, atuação política e direitos das quebradeiras e outras temáticas.

Homenagem- Na quarta-feira (24), 16 mulheres quebradeiras de coco, que são chamadas carinhosamente de “troncos”, receberam uma singela homenagem do MIQCB. As mulheres foram reconhecidas pelas grandes contribuições na luta das quebradeiras de coco e na criação do Movimento. As quebradeiras Maria Querobina, Antônia Brito, Francisca Lera e Irenir Alves falaram sobre o processo de luta, identidade das quebradeiras e o início do Movimento MIQCB.

“É uma satisfação grande quando a gente sente que aquela ideia virou tronco e o tronco virou raiz, e essa raiz é de sustentabilidade.  Estou muito contente de encontrar muitas companheiras que estão desde o início na luta”, declarou Querobina.

Muitas pessoas contribuíram com os primeiros passos dos Movimento. A quebradeira Chica Lera, da Regional Piauí relembrou algumas lutas por direitos das quebradeiras e se emocionou ao encontrar algumas companheiras.

“Estamos aqui para passar o que aprendemos. Foi sofrido, foi. Mas estamos aqui, e estamos dispostas a apoiar as nossas companheiras que estão na luta e que estão fazendo um lindo trabalho”, declarou Chica Lera.

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