21/11/2025 1:41 pm

MIQCB integra a apresentação do Projeto Defensoria nos Babaçuais na COP30 e reforça a defesa dos territórios

Belém (PA) — 19 de novembro. O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) ampliou sua participação na COP30 com agendas estratégicas que fortaleceram a defesa dos territórios, a visibilidade das quebradeiras e a articulação por políticas públicas estruturantes. Entre os destaques, ocorreu nesta manhã a apresentação do Projeto Defensorias nos Babaçuais, iniciativa construída em parceria com defensorias públicas estaduais ao longo de 2024 e 2025.

Projeto Defensorias nos Babaçuais ganha destaque durante a COP30

A apresentação do Projeto, realizada hoje durante a conferência, reuniu representantes de defensorias e lideranças quebradeiras para socializar os resultados da primeira e segunda etapas. O MIQCB destacou a importância do trabalho conjunto e a atuação territorial em defesa dos direitos das mulheres babaçuais.

O momento reforçou o compromisso das defensorias com a garantia do acesso aos babaçuais, a proteção das comunidades e a implementação da Lei do Babaçu Livre. Para o MIQCB, essa ação consolida um diálogo contínuo e necessário entre Estado e sociedade civil.

Encontro com Defensorias Públicas e relato das ações nos regionais

Antes da COP, o MIQCB já havia participado de uma agenda com a Defensoria Pública, apresentando os resultados construídos nos regionais e o relato das ações desenvolvidas na segunda etapa do Projeto, realizada em Imperatriz (MA), em outubro. Representando o movimento na mesa, Dona Ednalva Ribeiro e Cledeneusa reforçaram a importância da atuação conjunta na defesa dos territórios.

MIQCB apresenta economia do babaçu na Embrapa

Durante a programação da COP30, o MIQCB esteve também na Embrapa, onde Dona Cléd apresentou as experiências da cooperativa, abordando produção, comercialização, compras públicas e os programas que fortalecem a economia das quebradeiras. O vídeo da atividade está disponível no grupo interno do Movimento.

Debate sobre a minuta do decreto na Casa das ONGs

Outra agenda relevante ocorreu na Casa das ONGs, em Belém, onde Dona Ednalva participou de uma roda de conversa sobre a minuta do decreto voltado a povos e comunidades tradicionais. A atividade, realizada em parceria com organizações como Terra de Direitos, FASE e ISPN, ampliou o debate sobre garantias territoriais, regularização fundiária e participação social.

Voz das quebradeiras na COP30

Durante sua fala, Ednalva Ribeiro, vice-coordenadora geral do MIQCB, destacou a urgência de políticas que garantam vida digna às comunidades e enfrentem a violência nos territórios tradicionais:

“Com justiça climática, também precisa lutar pela unidade, lutar pela vida, lutar pelas pessoas que preservam o meio ambiente. Porque, se não há gente viva na comunidade, no seu território, não vai haver mudanças climáticas.”

Ela também alertou para a contradição entre grandes projetos e a sobrevivência dos povos da floresta:

“Não basta lutar pelas mudanças climáticas se realmente os governantes estão preocupados com grandes projetos — mineração, ferrovias, milhares de cabeças de gado. Mas também é preciso se preocupar com a humanidade, com as pessoas e com o seu território.”

Ednalva reforçou ainda a necessidade de enfrentar a violência e de garantir regularização fundiária:

“Precisamos que os governantes se preocupem com a regularização fundiária. No começo da COP30, morreram duas mulheres, um indígena e um agricultor. Por que essas pessoas estão morrendo? São agricultores e povos que lutam pela sua sobrevivência. Se os governantes não se preocuparem com a vida humana nos territórios, não haverá preservação.”

Compromisso do MIQCB

Com presença ativa e pautas estratégicas, o MIQCB reafirma sua missão de defender o Babaçu Livre, promover justiça climática e assegurar que as quebradeiras sejam protagonistas na formulação de políticas públicas. O Movimento segue articulando parcerias, fortalecendo a incidência e garantindo que as vozes das mulheres ecoem em espaços de decisão nacional e internacional.

O MIQCB permanece firme na defesa dos territórios, da floresta em pé e da vida das quebradeiras de coco babaçu.

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