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Mulheres que defendem a floresta: MIQCB reforça incidência política em mais um dia de atividades na COP30

Belém (PA), 20 de novembro de 2025 — Em mais um dia de mobilização intensa na COP30, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) reafirmou sua presença e sua agenda política em defesa dos territórios, da sociobiodiversidade e da justiça climática. As quebradeiras marcaram lugar em diferentes espaços estratégicos, trazendo suas denúncias, suas histórias e a força de suas práticas tradicionais como caminhos para enfrentar a crise climática.

Clima, saúde e território como pautas de resistência

Oficina “Clima, Saúde e Território: luta e resistência das quebradeiras de coco babaçu pela floresta em pé”

A oficina reuniu lideranças, pesquisadoras e organizações para refletir sobre a relação entre mudanças climáticas, saúde e proteção territorial. A coordenadora executiva do MIQCB Regional Pará, Cledeneuza Bizerra, trouxe a centralidade das quebradeiras na defesa da floresta e de modos de vida que garantem o bem viver.

“Nós mantemos a floresta em pé porque nossa vida está ligada a ela. Defender o babaçu é defender nossa saúde, nosso território e o futuro das nossas famílias”, afirmou Cledeneuza.

O espaço contou ainda com a participação de Mônica Dias (ArticulaFito), Isabel Levy (Coordenação Inicial ArticulaFito) e Josilene Ferreira Mendes (UFRA), aprofundando o diálogo entre ciência, políticas públicas e saberes tradicionais.

Presença qualificada em mídias e espaços de debate

Entrevista na Rádio Sumaúma e roda de conversa sobre mulheres do Cerrado

Pela manhã, Cledeneuza concedeu entrevista à Rádio Sumaúma, reforçando a resistência histórica das quebradeiras diante das ameaças aos babaçuais. Ela destacou que a crise climática amplia desigualdades e afeta diretamente as mulheres que dependem da sociobiodiversidade para viver.

“Quando o território é ameaçado, a primeira a sentir é a mulher. Por isso nossa luta é também por justiça ambiental e por direitos”, disse.

Simultaneamente, a coordenadora interestadual Ednalva Ribeiro representou o MIQCB na roda de conversa “Mulheres do Cerrado: Guardiãs do Coração das Águas do Brasil”, dialogando sobre o papel das mulheres na preservação dos biomas e na garantia do acesso à água. Ednalva reforçou a urgência de proteger Cerrado e Amazônia de políticas que favorecem o avanço do agronegócio e a destruição dos territórios.

“Cuidar da água, da floresta e do babaçu é garantir que nossas futuras gerações tenham vida digna. Nosso trabalho precisa ser reconhecido como política de Estado”, destacou.

Pautas políticas defendidas pelo MIQCB na COP30

O movimento segue apresentando demandas estruturantes para garantir direitos e fortalecer as mulheres quebradeiras de coco babaçu:

Reconhecimento e implementação da Lei Babaçu Livre como política nacional que assegure acesso aos babaçuais;

Proteção dos territórios tradicionais e combate às cercas ilegais, à grilagem e às derrubadas de palmeiras;

Apoio à sociobioeconomia comunitária, com financiamento direto para organizações de base;

Valorização dos saberes tradicionais e participação efetiva das mulheres nas decisões climáticas;

Políticas de saúde, educação e bem viver voltadas às comunidades extrativistas.

Um movimento que resiste, denuncia e constrói

A presença do MIQCB na COP30 mostra ao mundo que a justiça climática passa necessariamente pela proteção dos territórios das quebradeiras de coco babaçu e pelo fortalecimento de suas práticas extrativistas sustentáveis.

O movimento segue mobilizado, denunciando ameaças, defendendo direitos e reafirmando: sem as mulheres da floresta, não há futuro possível para o clima.

O MIQCB permanece firme com voz, com luta e com o babaçu em pé.

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