29/07/2025 3:38 pm

CIMQCB realiza escuta nas filiais Tocantins e Imperatriz para fortalecer a base e traçar estratégias coletivas

Entre os dias 23 e 25 de julho de 2025, a Direção Geral da CIMQCB (Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu) realizou uma rota de visitas e escuta ativa nas comunidades das filiais Tocantins e Imperatriz. A ação teve como principal objetivo fortalecer os laços com os grupos de base, conhecer as realidades locais e dialogar diretamente com as mulheres quebradeiras de coco sobre os desafios, avanços e estratégias futuras.

A iniciativa faz parte do compromisso político e organizativo da CIMQCB de agir com base na escuta das comunidades, valorizando a vivência, a produção e a resistência das mulheres em seus próprios territórios.

“Sentir de perto a realidade das mulheres, conversar diretamente com elas, escutar suas dores e suas forças é essencial para construirmos estratégias que partam da base. A CIMQCB é feita por essas mulheres e precisa caminhar junto com elas,” afirmou Helena Gomes, presidente da cooperativa e liderança do Regional Piauí.

A CIMQCB, que também integra o MIQCB, está presente em quatro estados e seis filiais, cobrindo uma ampla diversidade de contextos e modos de vida. A escuta permite reconhecer o que une e o que diferencia os territórios, criando um panorama mais sólido e realista para atuação da direção geral.

“Essa visita nos ajuda a identificar o que precisa ser melhorado e o que já está dando certo. As mulheres têm feito muita coisa com pouco recurso, e é nossa responsabilidade fortalecer essas experiências com mais apoio e presença,” destacou Rosa Gregória, vice-presidente da CIMQCB e liderança do Regional Baixada Maranhense.

Diagnósticos e fortalecimento

As filiais Tocantins e Imperatriz realizaram em 2024 um diagnóstico participativo para atualizar informações sobre os grupos produtivos e as condições sociais, econômicas e políticas das mulheres. Os resultados que incluem forças, fraquezas, dificuldades e oportunidades já haviam sido discutidos internamente, e agora ganham novo fôlego com a escuta direta da direção.

“A presença da direção nos territórios nos ajuda a pensar coletivamente como superar o que nos afeta negativamente e como fortalecer o que já fazemos bem. É uma troca verdadeira”, reforça uma das participantes do grupo visitado.

Visitas marcantes

A primeira parada da rota foi na comunidade Centro do Abrão, no município de Cidelândia (MA), onde foi visitada uma unidade de produção de mesocarpo – exemplo da luta cotidiana das mulheres por geração de renda e valorização do babaçu.

Outro momento simbólico foi a visita ao Museu Casa Branca, localizado no PA Vila Conceição I, no município de Imperatriz (MA). O espaço é liderado por Maria Querobina, quebradeira de coco babaçu, fundadora do MIQCB e referência histórica na luta pela reforma agrária e pelos direitos das mulheres da terra.

Uma rota de fortalecimento coletivo

A escuta nas comunidades reafirma o papel da CIMQCB como uma cooperativa construída pelas mulheres e para as mulheres, que articula o trabalho produtivo com a luta por direitos, reconhecimento e justiça nos territórios tradicionais.

“Cada visita é uma confirmação de que estamos no caminho certo. Fortalecer as filiais é fortalecer o movimento inteiro,” conclui Helena Gomes.

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