
Na tarde de ontem (24), o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Regional Piauí, esteve presente na Reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI) para dialogar sobre a minuta da Resolução que institui a Política de Inclusão de Estudantes Indígenas, Quilombolas e Quebradeiras de Coco Babaçu nos cursos de graduação da instituição
A minuta da Resolução prevê a reserva de vagas para esses grupos sociais, por meio de um Processo Seletivo Específico e Diferenciado (PSED), além de medidas de permanência estudantil, como acesso à moradia universitária, programas de assistência estudantil e acompanhamento pedagógico, acadêmico e psicossocial. A proposta também cria um Colegiado Especial de Política de Inclusão, com participação direta das comunidades representadas, incluindo as quebradeiras de coco.
Para Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB Regional Piauí, a medida representa uma conquista fundamental:
“Este é um passo importante para garantir que as filhas e filhos das quebradeiras de coco tenham acesso à universidade, fortalecendo nossa luta por educação e direitos.”
O compromisso institucional foi reforçado pelo vice-reitor da UFPI, Edmilson Miranda de Moura:
“A UFPI reafirma seu compromisso com a diversidade e com a democratização do acesso ao ensino superior.”
Na mesma linha, a pró-reitora de ensino de graduação, Gardênia Pinheiro, destacou os esforços para garantir equidade no processo:
“Estamos empenhados em estruturar um processo seletivo inclusivo e que respeite as especificidades das comunidades.”
Já a professora Carmen Lucia, do curso de Antropologia da UFPI, ressaltou a importância do encontro de saberes:
“A presença das quebradeiras de coco na universidade contribui para o diálogo de saberes e o reconhecimento da importância de seus territórios e modos de vida.”
Com essa iniciativa, a UFPI se soma às universidades brasileiras que têm avançado na consolidação de políticas afirmativas e inclusivas, alinhando-se aos princípios da Convenção 169 da OIT e às legislações nacionais sobre ações afirmativas
Trata-se de mais um marco histórico na luta das quebradeiras de coco babaçu, que veem agora na educação superior um espaço de reconhecimento, resistência e ampliação de direitos.













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