
Com o tema “Território da quebradeira é onde existe a palmeira”, cerca de 150 quebradeiras e juventudes dos municípios de Cajari, Viana, Matinha, Pedro do Rosário, Penalva e Olinda Nova participaram do Seminário Regional Babaçu Livre: Território é Vida, em Viana-MA. O evento foi realizado nos dias 26 e 27 de setembro, no auditório do IFMA Campus Viana. A ação foi conduzida pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB Regional Baixada Maranhense.
Na ocasião, foi lançado a campanha da Lei Babaçu Livre por iniciativa popular e o início da coleta das assinaturas das companheiras.
Com muita animação os participantes tiveram momentos de cantoria e debates sobre: os desafios da coleta e acesso aos babaçuais; o processo legislativo da Lei por Iniciativa Popular e movimentos sociais e apresentação da minuta de lei babaçu livre.
“Discutir a Lei Babaçu Livre por iniciativa popular é uma necessidade das quebradeiras de coco babaçu da nossa Regional. A devastação dos babaçuais, o coco preso e a proibição da entrada das quebradeiras para coletar o coco são práticas e crimes que ocorrem diariamente na nossa região. Nosso objetivo com esse Seminário é entender a importância da Lei Babaçu Livre e buscar estratégias de forma coletiva para aprovar a lei no município de Viana e nos municípios próximos”, destacou Vitória Balbina, coord. executiva da Regional Baixada Maranhense.
O Seminário faz parte da Campanha Lei Babaçu Livre realizada pelo MIQCB que tem como objetivo aumentar a valorização dos modos de vida das quebradeiras de coco babaçu, o livre acesso aos babaçuais e o direito de viver em territórios livres. Ao longo de mais de 30 anos, as campanhas Babaçu Livre têm estimulado debates entre quebradeiras de coco, criação e aprovação de leis que garantem o livre acesso aos babaçuais e impedem a sua destruição.
“Hoje nós estamos aqui para colocar no papel uma história nossa, uma história que vai dar sustentabilidade, continuidade na defesa da palmeira de babaçu que ainda existe. Então, esse processo de colocar no papel e transformar em lei a proteção dos nossos babaçuais é uma conquista e continuação de uma grande batalha porque somos nós quebradeiras de coco que iremos defender e brigar por essa lei. Somos nós que iremos mostrar os gestores públicos e para aqueles que destoem o meio ambiente, que a palmeira de babaçu é importante não só para as quebradeiras, mas para o equilíbrio do meio ambiente”, destacou a liderança e quebradeira de coco, Zulmira Mendonça.
Os Seminários fazem parte da programação do mês das quebradeiras de coco, comemorado no dia 24 de setembro, já foram realizados nas Regionais do Miqcb Regional Mearim/Cocais (19 e 20); Regional Pará e Piauí (nos dias 23 e 24), já em Imperatriz o seminário será nesta segunda-feira, 30.
Participaram e contribuíram com as atividades representantes da CPT-MA, RAMA, STTR de Cajari, Povo Akroá Gamela, além das coordenadoras de base Girlane Belfort, Maria Raimunda (Chica), Maria Natividade e as assessorias regional e interestadual.
JUVENTUDES: A juventude da Regional contribuiu e participou de vários momentos durante o seminário, principalmente dos momentos de místicas de apresentação.
Para o jovem Wallas Campelo, do quilombo São Miguel dos Correias, do município de Cajari, disse que o Seminário foi muito importante para a juventude porque foi possível encontrar mulheres inspiradoras que lutam pela libertação da terra, das florestas, das palmeiras de babaçu.
“Nós juventudes que nos encontramos aqui nesses dois dias também estamos nessa luta. Seguimos acreditando, encontrando forças e resistência nessas mulheres que aqui estão”, declarou Wallas.

Em homenagem ao Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – 24 de setembro – a Assembleia Legislativa do Maranhão promoveu, na tarde desta terça-feira (24), no Plenário Nagib Haickel, em São Luís-MA, sessão solene em reconhecimento a estas mulheres que desempenham um papel fundamental na preservação do meio ambiente. Mais de 150 mulheres das Regionais Baixada, Mearim/Cocais e Imperatriz, que foram mobilizadas pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, participaram do ato.
Na ocasião, o Miqcb entregou aos deputados Rodrigo Lago, Júlio César Mendonça e Carlos Lula, a minuta de um anteprojeto de lei que tem como objetivo a criação da lei estadual para tornar o babaçu livre. O projeto de lei foi assinado pelos parlamentares durante a solenidade.
O Projeto de Lei Babaçu Livre visa reconhecer as quebradeiras como patrimônio imaterial do Maranhão, garantir a preservação ambiental e a produção orgânica sem agrotóxico, garantir a palmeira em pé e de livre acesso as quebradeiras de coco babaçu e a titularização de territórios tradicionais de quebradeiras de coco babaçu no estado, dentre outras providencias.



A coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes Alves, quebradeira de coco babaçu do município de Lago do Junco, destacou a importância da aprovação da lei babaçu livre para a valorização das quebradeiras, das tradições e o desenvolvimento sustentável das comunidades locais
. “Para nós, além das homenagens, este é o momento de encontrar pessoas que estão entrando na causa junto com a gente para instituir normativas, colocar nossa luta na pauta da sociedade. Com a lei do babaçu livre queremos quebrar todas as barreiras, todas as cercas. Babaçu livre reflete também na educação, na saúde, no equilíbrio do clima e na busca por justiça social e direitos”, disse Maria Alaídes Alves.
A prática das quebradeiras transcende a atividade econômica, sendo um símbolo de resistência cultural e social. Essas mulheres enfrentam desafios, como a pressão de latifúndios e desmatamentos, para manter viva sua tradição e modo de vida. O reconhecimento como patrimônio cultural fortalece essa identidade e contribui para a preservação de seus direitos e da integridade de suas comunidades.



Para o deputado Rodrigo Lago, que presidiu a sessão, a solenidade foi um reconhecimento à importância destas mulheres e sua luta. “As quebradeiras de coco babaçu têm grande importância para a economia do nosso estado, vivem do extrativismo, uma cadeia produtiva que preserva o meio ambiente e dá sustentabilidade a quem neles residem. Infelizmente, elas vêm sendo alvos de muitos ataques ao longo dos anos, mas, mesmo assim, seguem preservando essa cultura e a cadeia produtiva. É exatamente por isso que merecem o reconhecimento por parte da sociedade maranhense, por meio da Assembleia Legislativa”, destacou Rodrigo Lago.
O deputado Carlos Lula destacou a relação das quebradeiras com a palmeira. “Essas mulheres têm uma relação diferente com a palmeira de babaçu, que não é de propriedade de ninguém. Esse modo de fazer, de cuidar e de entender o babaçu é que temos que proteger com política pública. Hoje, a gente homenageia o movimento das quebradeiras de coco, reconhece enquanto movimento específico de mulheres, que avançou muito”, pontuou o deputado Carlos Lula.
O deputado Júlio Mendonça destacou o papel social das trabalhadoras. “Nesse momento em que o Estado tanto precisa cuidar das florestas e evitar as queimadas, necessitamos, cada vez mais, dar visibilidade para as quebradeiras de coco, que fazem justamente esse papel, tanto de desenvolver o Estado quanto de preservar o meio ambiente, por isso, essa solenidade é fundamental”, disse o parlamentar.

LEI BABAÇU LIVRE: É uma campanha realizada pelo MIQCB com o objetivo de aumentar a valorização dos modos de vida das quebradeiras de coco babaçu, o livre acesso aos babaçuais e o direito de viver em territórios livres. Ao longo de mais de 30 anos, as campanhas Babaçu Livre têm estimulado debates entre quebradeiras de coco, criação e aprovação de leis que garantem o livre acesso aos babaçuais e impedem a sua destruição.
É uma Lei criada a partir da luta das mulheres quebradeiras de coco babaçu. A Lei prevê:
Atualmente existem 3 leis estaduais (Piauí, Tocantins e Maranhão, este último a lei se aplica apenas em terras públicas), e 18 municipais, sendo 04 no Tocantins, 02 no Pará e 12 no Maranhão. As leis têm o potencial de proteger cerca de 11 milhões de hectares de babaçual.
Uma das mais recentes conquistas com a aprovação da lei do Babaçu Livre do Piauí (Lei nº 7888/2022) é o reconhecimento do direito do território pelas quebradeiras de coco babaçu com o dever de titularização coletiva pelo Estado. O primeiro Território Tradicional de Quebradeiras de Coco Babaçu do país é o território da Vila Esperança, no Piauí.

Entre os dias 19 e 20 de setembro, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Regional Mearim/Cocais realizou Seminário Regional Babaçu Livre: mulheres na luta em defesa da vida nos babaçuais, em Lago da Pedra, e manifestação na Câmara de Vereadores do município de Lago do Junco. As atividades fazem parte das ações do mês das quebradeiras de coco Babaçu e contou com a participação de várias representações de movimentos sociais, quebradeiras de coco babaçu de 14 municípios da região do Mearim e cocais do Maranhão.
A programação do Seminário, que foi realizado no auditório da prefeitura de Lago da Pedra-MA, incluiu cânticos, animação e debates sobre “uso de agrotóxico e aumento da fome: como as leis babaçu livre podem nos ajudar a enfrentar esse problema?” e “a manutenção das florestas de babaçu para o bem-viver e justiça climática”.
“É com bastante alegria que estamos realizando o primeiro seminário Lei babaçu Livre. A grande importância da realização desse seminário é para dizer não ao agrotóxico, não aos cadeados, não ao envenenamento da agricultura familiar e ao extrativismo. É para dizer que nós estamos na luta por vidas”, frisou, Maria Alaídes, coordenadora geral do MIQCB.

O evento contou com o apoio de parceiros como ASSEMA- Associação em Área de Assentamento no Estado do Maranhão, Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco (COPPALJ), Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais, Logo do Junco e Lago dos Rodrigues – AMTR, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura do Estado do Maranhão, professores e outros parceiros.
O professor Joaquim Shiaishi destaca a importância da luta pela lei babaçu livre. “A Lei Babaçu Livre é essencial porque ela visa a defesa da preserva da floresta e de todos os seres que habitam na floresta. Então é uma luta muito importante no sentido de preservar a vida, não só a vida nas comunidades, mas a vida do planeta terra, contribuindo com o processo de mudanças climáticas, emergência climática e combate ao desmatamento na região. Então, a luta das mulheres é legítima e essencial para a gente repensar a gente como ser humano”, enfatizou, Shiaishi.



Na manhã da sexta-feira (20), os participantes realizaram manifestação na Câmara de vereadores de Lago do Junco para reivindicar a aprovação da Lei contra o uso de agrotóxicos que afeta os babaçuais e as produções da agricultura familiar. Com cânticos, palavras de ordem e cartazes, os participantes caminharam até a Câmara onde participaram da sessão e cobraram a aprovação do projeto de lei que está com os vereadores há mais de dois meses, sem nenhum retorno.
As ações fazem parte da Campanha Lei Babaçu Livre: território é vida que é promovida pelo MIQCB. A Campanha tem o objetivo de aumentar a valorização dos modos de vida das quebradeiras de coco babaçu, o livre acesso aos babaçuais e o direito de viver em territórios livres. Ao longo de mais de 30 anos, as campanhas Babaçu Livre têm estimulado debates entre quebradeiras de coco, criação e aprovação de leis que garantem o livre acesso aos babaçuais e impedem a sua destruição.
Participaram da atividade as coordenadoras do MIQCB, Maria Alaides, Maria de Jesus e Áurea Maria, bem como assessorias do Movimento.

No mês em que é comemorado o dia das quebradeiras de coco babaçu (24 de setembro), o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Lança a Campanha Babaçu Livre: Território é Vida, onde serão realizadas diversas ações com o objetivo de aumentar a valorização dos modos de vida das quebradeiras de coco babaçu, o livre acesso aos babaçuais e o direito de viver em territórios livres. Ao longo de mais de 30 anos, as campanhas Babaçu Livre têm estimulado debates entre quebradeiras de coco, criação e aprovação de leis que garantem o livre acesso aos babaçuais e impedem a sua destruição.
A Regional do Miqcb Mearim /Cocais iniciará as atividades da Campanha com o “Seminário Regional Babaçu Livre: mulheres na luta em defesa da vida nos babaçuais”, que será realizado nesta quinta-feira (19), no auditório da Prefeitura de Lago da Pedra. A programação inicia às 9h e terá discussões sobre “Uso de agrotóxico e aumento da fome: como as leis do babaçu livre podem nos ajudar a enfrentar esse problema? ” e “A manutenção das Florestas de babaçu para o bem viver e justiça climática”.
Na sexta-feira (20), haverá um ato de mobilização no município de Lago do Junco. Os participantes percorrerão as principais ruas do município até a Câmara de Vereadores para reivindicar a efetivação da Lei Babaçu Livre (Lei nº 05/1997 e Lei nº 01/2002) e pela proibição do uso de agrotóxico, principalmente por pulverização aérea, que afeta os babaçuais e toda forma de vida da Região.
Uma das organizações impactada com o uso de agrotóxico por pulverização é a Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco (COPPALJ), que beneficia diretamente 1.218 quebradeiras de coco babaçu e comercializa óleo orgânico bruto/refinado e torta de babaçu nos mercados nacional e internacionais. A COPPALJ possui 226 cooperados trabalhando no âmbito da economia solidária, numa área de atuação 17.500 hectares, em 45 comunidades nos municípios de Lago do Junco e Lago dos Rodrigues. Se o uso de agrotóxico não parar, a COPPALJ vai perde o selo orgânico, impactando a vida de milhares de famílias.
Além da Regional Mearim/Cocais, os Seminários Regionais da Lei Babaçu Livre serão realizados nos dias 23 e 24 de setembro nas Regionais Piauí e Pará. No Maranhão, a atividade será nos dias 26 e 27 e em Imperatriz, o Seminário será no dia 30. Toda essa agenda será realizada no mês de setembro, mês das quebradeiras de coco babaçu.



Divulgação – Na manhã desta terça-feira, 17, a coordenadora geral do Miqcb, Maria Alaídes concedeu entrevista na Rádio Cidade FM 101,5, do município de Pedreiras-MA, no Programa Tribuna 101 para divulgar a programação do Mearim.
Onde tem Lei Babaçu Livre?
Maranhão:
TOCANTINS
PARÁ
PIAUÍ

“Educação do Campo, direito nosso dever do estado”, com esse grito de ordem, juventudes, professores e vários movimentos sociais do campo marcharam da Praça das Mercês, no Centro de São Luís até o Palácio dos Leões, nesta terça-feira (10), para denunciar o descaso e a omissão do poder público com a educação do campo. A ação foi coordenada pelo , que é composto por 21 organizações e movimentos sociais, incluindo o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB.
O ato teve como objetivo denunciar a destruição da natureza e dos territórios camponeses, além da violência contra os diversos povos do campo, reforçada por políticas públicas que promovem essa destruição e violência. Também foi denunciado o descaso e a omissão do poder público do Estado do Maranhão na defesa e proteção desses povos e de seus territórios, bem como na garantia do direito à Educação do Campo.



“Hoje, contamos com representações dos assentamentos, quilombos, extrativistas, comunidades ribeirinhas, aldeias e cidades para reivindicar nosso direito à educação. A luta pelos direitos educacionais é essencial para garantir que todos, independentemente da localização, tenham acesso a uma educação de qualidade que respeite suas culturas e realidades”, destacou Maria Alaides, coordenadora geral do Miqcb.
O grupo reivindicou uma audiência com o governador Carlos Brandão. No entanto, só a equipe de negociação foi atendida pelo Secretário de Articulação Política, Rubens Pereira e equipe técnica do governo, que garantiu o cumprimento de audiência no dia 15 de outubro, às 17h.
Cacilda Cavalcanti, do Departamento de educação do Campo da Universidade Federal do Maranhão- UFMA, explica que “objetivo desse ato é mostrar para a sociedade as condições em que a educação do campo se encontra no Maranhão, mostrar essa denúncia para a sociedade e pressionar o governo para nos dar resposta sobre nossas demandas”.
Cacilda continua “Desde de 2022 que o Fopec vem dialogando com a Secretaria de Educação do Estado onde foram apresentados 12 pontos de pautas da educação, sem nenhum retorno por parte do Governo. Por isso, esse ato foi necessário e seguiremos reivindicando o compromisso e empenho do governo do estado com uma política pública Estadual de Educação do Campo e o devido cumprimento do seu papel em oferecer condições dignas de acesso à educação”, concluiu.



O Miqcb Regional Baixada e Mearim/Cocais participaram das atividades. Pela Regional Baixada partici´param as coordenadoras Maria Natividade, Maria Raimunda e Vitória Balbina. Da Regional Mearim/Cocais participaram as coordenadoras Maria de Jesus, Áurea Maria, Maria Alaídes, bem como, a assessora Edsonete Moura. As Regionais mobilizaram a juventude e as mulheres quebradeiras de coco para a ação.
O FOPEC – é uma articulação estadual de caráter popular, composta atualmente por 21 organizações e movimentos sociais populares, além de instituições de ensino superior. A entidade atua na construção e defesa da Educação do Campo, com o objetivo de acompanhar, analisar e pautar as políticas públicas voltadas a essa área no Maranhão.

Entre os dias 03 a 06 de setembro o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB foi representado pela coordenadora Roselice Rodrigues, a assessora, Nataliene Borges e a diretora da Cooperativa das Quebradeiras – CIMQCB, Rosa Gregória, da oficina de Diálogos do Plano Nacional da Sociobioeconomia. As atividades aconteceram em Belém-PA e recebeu cerca de 100 participantes, entre representantes das organizações da sociedade civil, indígenas, ribeirinhos, extrativistas, como as quebradeiras de coco babaçu, governos locais e demais parceiros
O curso teve como objetivo ampliar o debate e desenvolver uma visão crítica sobre as distintas visões de bioeconomias e os riscos envolvidos em cada uma delas, para que as lideranças de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais possam defender suas próprias visões ao participarem das discussões em torno do tema, seja em âmbito nacional, como estadual e municipal.



“Estamos aqui para contribuir no processo de construção colaborativa do Plano Nacional de Sociobioeconomia. Defendemos um Plano que possa carregar a identidade dos Povos e Comunidades Tradicionais e esperamos que esse plano possa chegar até as bases”, declarou Rosalice Rodrigues, coordenadora de base do Miqcb Regional Pará.
A etapa paraense é a última de outras cinco oficinas regionais que vêm discutindo desde o início de agosto o plano com a participação de especialistas e representantes da sociedade civil que atuam nos biomas brasileiros, de norte a sul do país. Durante a programação, os participantes acessam o histórico da construção dos marcos legais da sociobioeconomia, além de conhecer e apresentar contribuições para os eixos temáticos do Plano e para as propostas dos chamados Territórios da Sociobioeconomia e dos Polos Biossociais.
Rosa Gregória, diretora da Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-CIMQCB enfatizou a importância da oficina ser realizada no mês da Amazônia. “É muito simbólico que essa oficina de diálogos tenha acontecido durante a Semana da Amazônia, em Belém. Foi um evento muito importante onde tivemos a oportunidade de conhecer os eixos temáticos do Plano e indicamos ações para contribuir com a propostas dos chamados Territórios da Sociobioeconomia e dos Polos da Sociobioeconomia”, frisou, Rosa Gregória.

As oficinas regionais de “Diálogos da Sociobioeconomia”, foram promovidas pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).




Entre os dias 25 a 30 de agosto, a Teia dos Povos e Comunidades do Maranhão realizou o seu 15º Encontrão, na Comunidade Alegria, em Timbiras-MA. O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB das Regionais Imperatriz, Mearim/Cocais e Baixada Maranhense, integra a Teia e participou da ação. O 15º Encontrão discutiu a temática: ““Na retomada da luta, a vida floresce e o Bem Viver acontece do jeito que a gente quer”.
O primeiro dia do Encontrão foi repleto de força e esperança, pautado na potência das águas, que correm pelas matas e nos dá de beber. A jornada começou cedo com uma caminhada ao Olho d’água Velho, nascente sagrada da Comunidade Alegria. No local, povos de terreiro e povos indígenas saudaram as águas com maracás, tambores e cantorias. Em celebração aos guias, aos encantados e aos caboclos, as comunidades se reuniram para pedir por respeito e paz em seus territórios.
Foram quatro dias de formação política, conversas e trocas de experiências entre povos, comunidades, pastorais, organizações civis e grupos de estudo de todo o Maranhão. O Miqcb participou de todo o processo do Encontrão, incluindo articulações e coordenações em alguns dias da programação. Durante os dias da formação foram discutidos os impactos dos projetos desenvolvimentistas, obstáculos na luta pelo bem viver, marco temporal, o processo eleitoral, soberania alimentar e diversidade de gênero nos territórios.



“A Teia é um momento muito importante discussão sobre nossa existência e resistência na luta pelos nossos direitos. Cada Teia é uma oportunidade de aprendizado, de fortalecimento das lutas e valorização dos nossos territórios, declarou Rosa Gregória, quebradeira de coco babaçu e articuladora da Teia.
O 15º Encontrão se encerrou na quinta, 29, clamando força e esperança aos ventos, elemento escolhido para o último dia de atividades. A quinta começou com uma mística conduzida por pescadores e quebradeiras de coco, cantando, tocando tambor e trazendo espiritualidade ao local. Ocorreu ainda a troca de sementes, um momento em que as comunidades compartilham sementes orgânicas, sementes de vida que florescem em roças e vazantes, promovendo a diversidade produtiva nos territórios.
Houve também uma exibição dos desenhos das crianças, que retrataram suas vivências nos territórios, incluindo recados pela preservação do meio ambiente, agroecologia, soberania alimentar e a relação dos povos indígenas com os animais selvagens.



A coordenadora de base do Miqcb, Áurea Maria destacou a importância do Encontrão para o fortalecimento das lutas em defesa da proteção do meio ambiente, do acesso livre aos babaçuais e ao território. “Aqui é um espaço onde buscamos fortalecer nossa luta nos territórios, nossa autonomia e nosso bem viver. A gente se une na Teia para trocar experiências e buscar, de forma coletiva, meios para continuar defendendo nosso bem comum que são as matas, as águas e o meio ambiente como um todo”, pontuou.
Ao fim da formação, a decisão coletiva apontou que o 16° Encontrão da Teia acontecerá no território indígena do povo Akroá Gamella, no território Taquaritiua, aldeia Cajueiro Piraí, em Viana (MA).
Pelo Miqcb participaram das atividades as coordenadoras de base do MIQCB Regional Imperatriz, Luseny Santos e Edileuza Oliveira, da Regional Baixada, Girlane Belfort, Maria Natividade e Maria Raimunda (Chica) e da Regional Mearim Cocais participou a coordenadora Áurea Maria. Participaram também a juventude do Movimento e as Assessoras, Nataliene Borges, Edsonete Moura, Rebeca Costa.
A Teia dos Povos – é uma articulação de comunidades, territórios, povos e organizações políticas, rurais e urbanas. Extrativistas, ribeirinhos, povos originários, quilombolas, periféricos, sem-terra, sem teto e pequenos agricultores se juntam, enquanto núcleos de base e elos, nessa composição com o objetivo de formular os caminhos da emancipação coletiva. Ou seja, construir solidariamente uma Aliança Preta, Indígena e Popular.



Confira o boletim das ações do projeto Floresta de Babaçu em Pé.

Animação, descontração e resistência marcou o 10° Festival do Babaçu do grupo de mulheres da Comunidade quilombola Santana do Adroaldo, em São Luís Gonzaga -MA. O evento foi realizado no sábado, 24/08 e contou com a presença dos moradores da comunidade e dos municípios próximos.
O grupo de Mulheres de Santana é composto por 13 mulheres que produzem licores de jenipapo, abacaxi, tamarino e acerola. Os produtos são produzidos na Unidade de Produção de Licores da comunidade.
O evento iniciou ao meio dia com a comercialização de alimentos feitos com ingredientes do coco babaçu e várias brincadeiras e competições. O momento mais esperado foi a disputa da quebra do coco. Este ano a premiação chegou a mais de mil reais.



A quebradeira de coco e sócia fundadora do grupo de mulheres, Maria Helena, conta que o Festival surgiu devido a problemas financeiros que o grupo estava passando. “A gente estava no vermelho quando decidimos fazer o festival do babaçu. Desde a primeira edição nosso festival foi um sucesso. Com o recurso adquirido nós já compramos freezer, matéria prima e equipamentos, além de usarmos uma parte do recurso para momentos de lazer”, contou.
“Costumo dizer somos um grupo de resistência, pois a gente não desiste na primeira dificuldade. A gente iniciou fazendo compota de manga e geleias. Não deu certo. Hoje produzimos licor de jenipapo, abacaxi, tamarino e acerola e até hoje tem dado muito certo”, concluiu Maria Helena.
A coordenadora executiva do Miqcb Regional Mearim/Cocais, Maria de Jesus Macedo destacou a importância do Festival para a comunidade e para as quebradeiras de coco. “Esse evento é um símbolo de resistência. É um espaço onde mostramos a força das mulheres e a importância do babaçu para nossa comunidade. A gente mostra como a palmeira do babaçu oferece benefícios para o meio ambiente e sustento para nossas famílias”, pontuou.




A Universidade Estadual do Maranhão-UEMA divulgou o novo edital para vagas remanescentes do seletivo para Licenciatura em educação do campo com habilitação em ciências humanas para quebradeiras e agroextrativistas. São 6 vagas disponíveis, sendo 3 para professores da rede de ensino. As inscrições vão até dia 30 de agosto de forma presencial no Prédio de história da UEMA no Centro histórico. A avaliação será por análise documental, não haverá prova.
A Licenciatura terá duração de 4 anos e as aulas serão na modalidade de formação por alternância, em São Luís.
Essa conquista é fruto de articulação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB junto a Universidade Estadual do Maranhão.
Esta é a primeira vez que a UEMA, por meio do Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão (PROETNOS), beneficia diretamente quebradeiras de coco babaçu. Nos anos anteriores, o Proetnos contemplava apenas quilombolas e indígenas.
O PROETNOS é o Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão (PROETNOS) da UEMA, que foi criado para formar e qualificar professores para assumir os processos de escolarização nos territórios dos povos e comunidades tradicionais no Estado do Maranhão garantindo assim a autonomia desses territórios, uma vez que os professores a serem formados devem ser exclusivamente oriundos das suas comunidades e povos.
EDITAL:

MIQCB
MOVIMENTO INTERESTADUAL DAS QUEBRADEIRAS DE COCO BABAÇU
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