Dia Internacional da Mulher: Quebradeiras de coco realizam mutirão em Matinha

Mutirão de quebra de coco babaçu, um ato coletivo para reivindicar direitos e celebrar conquistas, assim foi comemorado o Dia Internacional da Mulher na comunidade São Caetano, território Sesmaria do Jardim, município de Matinha. A ação foi realizada pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB Regional Baixada Maranhense e reuniu mais de cem mulheres dos municípios de Matinha, Viana, Cajari, Penalva e Pedro do Rosário.

A data para ação não foi escolhida à toa. No dia Internacional das mulheres a reunião de quebradeiras representa o modo de vida tradicional, resistência e solidariedade entre elas.

Joana Moraes, povoado São Brás, município de Penalva “representa uma atividade na vida da gente muito especial e gratificante. Desde a adolescência que a gente quebra coco e foi por meio desta atividade que eu tiro o sustento da minha família e criei meus filhos. Tenho muito orgulho de ser quebradeira de coco babaçu”, declarou.

A atividade foi marcada por animação e cantorias, mas também foi um momento de cobrar do governo agilidade na execução de um decreto estadual que tem o objetivo realizar a regularização e desapropriação por interesse social do território Quilombola Sesmaria do Jardim. O Decreto completa 2 anos neste mês de março (31 de março) e quase nada foi feito pelo Governo do Maranhão. No local existem três comunidades, cerca de 200 famílias que aguardam pela regularização.

“O que a gente espera é que o nosso território seja regularização com a titulação para que a gente possa lutar mais ainda pela preservação dos babaçuais. O babaçu para nós é maior fonte de renda que a gente tem dentro do nosso território”, frisou Maria da Glória Belfort.

A coordenadora de base do Miqcb Regional Baixada, Maria Natividade destacou os principais produtos que são produzidos pelo babaçu como pasta de brilho usado para dar brilhos para as panelas. “Do coco babaçu tudo se aproveita. Fazemos azeite, óleo, biscoito, artesanato, pasta de brilho para lavar nossas panelas e muitos outros produtos. Somos mulheres emponderadas e quando nos unimos conseguimos muitas conquistas”, enfatizou.

A ação foi destaque no jornal local do Maranhão. Confira:

Miqcb e Fundo Babaçu realizam oficina de planejamento do projeto Baqueli: território, gênero e clima

Nos dias 13 e 14 de março, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQBCB e o Fundo Babaçu realizaram oficinas de planejamento do projeto Baqueli: território, gênero e clima, nos municípios de Viana, Regional Baixada e no município de Codó, Regional Mearim/Cocais, ambos no Maranhão.

A programação incluiu apresentação do projeto Baqueli destacando os objetivos, linhas de atuação e resultados; as Regionais apresentaram as ações estratégicas que serão trabalhas no eixo terra, território e Babaçu Livre; apresentação do Fundo Babaçu e sua importância no fortalecimento de projetos socioambientais; trabalhos de grupos que tratou sobre regularização fundiária, aprovação e efetivação da Lei Babaçu Livre como direito ao acesso e uso dos babaçuais.

O projeto Baqueli tem como objetivo principal avançar na garantia de acesso e uso de babaçuais, visando o cumprimento de direitos territoriais de comunidades tradicionais, em termos ambientais, culturais e fundiários, incidindo no cumprimento das obrigações legais do Estado, através de ações promovidas por mulheres quebradeiras de coco babaçu, em terras públicas, privadas por elas tradicionalmente ocupadas no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. O projeto Baqueli conta com o apoio financeiro do The Tenure Facility.  

A coordenadora do projeto Baqueli e assessora jurídica do MIQCB, Renata Cordeiro explicou a importância desse processo de capacitações.

“O processo de planejamento das ações do projeto Baqueli acontece com os territórios e as organizações de quebradeiras de coco, como associações, grupos de mulheres, grupos de jovens que vão receber ações do projeto. Então o MIQCB está fazendo as escutas, as consultas prévias, pois as ações do projeto vão refletir diretamente no que essas comunidades estão demandando. Nesse sentido, esse processo é uma forma de aprofundar, democratizar a gestão dos projetos e dos recursos que são captados pelo MIQCB, além de respeitar a autonomia dos povos tradicionais”, explicou, Renata.

Durante a programação, a coordenadora técnica do Movimento, Luciene Dias Figueiredo apresentou as ações do Fundo Babaçu, com destaque para os dois últimos editais (6 e 7 editais). Além disso, Luciene falou que o Fundo receberá apoio financeiro do projeto Baqueli.

“O Fundo Babaçu promove e facilita o acesso a recursos de caráter não reembolsável para aplicação em projetos socioambientais e de inclusão socioprodutiva por grupos comunitários e organizações de base, que comumente possuem dificuldades com os trâmites burocráticos e todas as competências exigidas na captação de recursos dessa natureza”, enfatizou, Luciene.

Batizada pelas quebradeiras de coco do MIQCB, a Baqueli representa o sonho de liberdade das mulheres que vivem do babaçu. A coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes disse que esse processo de escuta é fundamental para a boa execução do projeto. “É nesses espaços de troca de experiencia que construímos, juntos e unidos, soluções e alternativas para alcançar nossas conquistas que, nesse caso específico, é a regularização dos territórios tradicionais, Leis Babaçu Livre aprovadas e respeitadas e acesso livre aos babaçuais”, declarou.

Participaram das oficinas quebradeiras de coco e lideranças da região Baixada Maranhense e Mearim/Cocais, as coordenadoras do MIQCB, Maria Alaides (coordenadora geral), Vitória Balbina (executiva da Regional Baixada), as coordenadoras de base da Baixada: Girlane Belfort, Maria Natividade e Maria Raimunda. Na Regional Mearim Cocais participaram as coordenadoras Maria de Fátima, Maria de Jesus e Áurea Maria, bem como, assessorias interestaduais e regionais bem como, parceiros como ASSEMA, Coppalj e outros.

Organizações contempladas com recursos na ordem R$1,6 mi receberam capacitações, em São Luís

Nos dias 19 e 20 de março cerca de 19 organizações proponentes que foram comtempladas pelo Fundo Babaçu, representadas por meio de seus coordenadores e presidentes, participaram de uma capacitação técnica para contribuir e orientar as lideranças e gestores para executar todas as etapas do projeto. O evento ocorreu na sede administrativa do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, em São Luís e contou com a participação dos representantes dos Estado do Pará, Maranhão e Tocantins.

Ao todo o valor destinado as organizações gira em torno de R$1,6 mi que foi destinado no 6º edital e contou com recurso Fundo Amazônia, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES. Os projetos socioambientais selecionados contemplam mercados digitais, apoio a produção, comercialização, melhoramento de unidade de beneficiamentos de babaçu, implementação de sistemas agroflorestais até apoio a educação com investimentos em Escola Família Agrícola. 

 Para a coordenadora geral do Miqcb nos quatro Estado, Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará,  Maria Alaides, a formação significou um avanço para afinar e estar em sintonia com a base do Miqcb. “Estamos vivenciando um tempo novo, realizamos uma oficina estratégica, uma capacitação e uma formação para gestão de projetos, que contribuem para o empoderamento das mulheres, das associações da base do Miqcb, um a troca de experiências, em prestação de conta e realização de projetos no contexto da sóciobiodiversidade”, disse. 

Para Luciene Figueiredo, secretária executiva do Fundo Babaçu esse momento é crucial para afirmar a política da autonomia dessas organizações: “O Fundo Babaçu tem essa especificidade que é contemplar entidades que estão nas comunidades, as associações de base, essa formação oportunizou conhecermos o trabalho mais detalhadamente, uma troca essencial com os nossos parceiros locais e o protagonismo das quebradeiras de coco babaçu”, afirmou.

Fabrízia Chaves, da comunidade quilombola de São Miguel, situada no município de Rosário, foi uma das contempladas pelo Fundo Babaçu, para ela a formação foi um momento importante, pois conseguiu unificar todos os projetos beneficiados pelo Fundo Babaçu, oportunizando uma troca de experiências. “Para mim esse momento nos mostrou as potencialidades dos nossos projetos, pois tivemos a oportunidade de vermos mais ideias e assim trocarmos informações e acúmulo sobre os temas que discutimos”, afirmou.

Durante a formação pode-se orientar as lideranças e gestores para executar todas as etapas do projeto como: prestação de contas, relatórios narrativos e financeiros, práticas e procedimentos para boa gestão, bem como, monitoramento, avaliação e visibilidade.

SAIBA MAIS SOBRE O FUNDO BABAÇU:

O Fundo Babaçu tem como objetivo contribuir para autonomia e qualidade de vida das quebradeiras de coco babaçu e suas comunidades tradicionais, com a conservação da biodiversidade existente nas florestas de babaçu, por meio da ampliação do seu acesso a fontes de recursos e promoção do fortalecimento das organizações de base comunitária a partir do desenvolvimento de capacidades em gestão de projetos socioambientais, nos estados do Pará, Piauí, Tocantins e Maranhão situadas em regiões de babaçuais.

 Conheça as 19 organizações contempladas pelo Fundo Babaçu:

01-  Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu – CIMQCB

02-  Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Lago do Junco e Lago Dos Rodrigues – AMTR-MA

03-  Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio – ASMUBIP-TO

04-  Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Familiares Agroextrativistas e Pescadores Artesanais de Esperantina LTDA – COOAF BICO-TO05-  Associação Indígenas, Agricultores Familiares e Extrativistas do Território Taquaritiua, Viana MA – ASIAFE

06-  Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura – ACESA-MA

07-  Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco de Capinzal – AMUQUEC – MA

08-  Associação dos Pequenos Lavradores do Projeto de Assentamento Ouro Verde Setor Barro Branco – ASBB-TO

09-  Associação da Comunidade Ribeirinha Extrativista da Vila Tauiry – ACREVITA-PA Grupo Beneficiado: Coletivo de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu a União Faz a Força – CMQCBUFF-PA

10-  Associação Comunitária e Educacional José Rocha – ACEJOR-MA

11-  Cooperativa Quilombola de Produção e Comercialização de Polpa de São Miguel – MA

12-  Associação Vencer Juntos em Economia Solidária – AVESOL – MA13-  Clube de Mães Quilombolas Lar de Maria – MA

14-  Cooperativa dos Agricultores e Agricultoras Familiares Agroextrativistas Monte Cristo – COOAAFA -MA

15-  Cooperativa Mista dos Agricultores do Vinagre – MA

16-  Associação de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Quilombo Dois Mil – MA

17-  Associação da Escola Família Agrícola de Lago do Junco – AEFALJ-MA

18-  Associação de Formação e Capacitação dos Cocais – ASFOCO – MA

19-  Associação Comunitária de Remanescente de Quilombo de Santa Tereza – ACORQSATE – MA

Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu realiza eleição do Conselho Administrativo para o triênio 2024/2027

Nesta quinta-feira e sexta-feira, 21 e 22, respectivamente, a Cooperativa Interestadual da Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu-CIMQCB realizou, no Centro Comboniano, em São Luís-MA, a Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa e Seminário sobre “Mulheres quebradeiras: economia do Babaçu e desafios do cooperativismo”. Na ocasião, as cooperadas dos Estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí realizaram a eleição e posse do Conselho Administrativo para o triênio 2024/2027, prestação de contas do exercício 2023 e outras pautas no âmbito da cooperativa. Mais de 60 mulheres se tornaram sócias da Cooperativa.

“Hoje é um dia muito especial para o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB porque estamos realizando a Assembleia da CIMQCB, que é uma cooperativa de mulheres quebradeiras de coco babaçu dos quatros estados de atuação do Movimento (Pará, Tocantins, Piauí e Maranhão). Esse momento mostra a forma como nos organizamos na produção, na busca de comercialização e também na manutenção de nós enquanto mulheres quebradeiras de coco babaçu nos territórios, envolvendo a juventude para dar sequência a esse nosso ofício”, declarou Maria Alaídes, coordenadora geral do Miqcb.

Foram eleitas para assumir o Conselho Administrativo para os próximos três anos, Helena Gomes (presidente-Regional Piauí), Roselice Rodrigues (vice-presidente- Regional Pará), Rosenilde Gregória (Tesoureira- Regional Baixada), Maria Teresinha (segunda tesoureira – Regional Imperatriz), Maria da Glória Belfort (Secretária executiva – Regional Baixada), Maria do Socorro (segunda secretária – Regional Tocantins).

A presidente da cooperativa, Helena Gomes destaca a felicidade de poder contribuir com a cooperativa. “Hoje fui eleita para presidente da cooperativa para atuar durante três anos e a expectativa são as melhores. Me comprometo, junto com minhas companheiras, para trazer o melhor para a cooperativa, por meio de planejamento, capacitações para os grupos produtivos de quebradeiras de coco e trazer a juventude para dentro da cooperativa”.

Helena finalizou afirmando que “a cooperativa é unidade, união de todas as mulheres, porque quando se coopera umas com as outras a gente tem muita força”, concluiu.

Ainda durante a programação o contador da cooperativa, Gilvan de Jesus Pinto, realizou a prestação de contas do exercício de 2023, que foi aprovado sem ressalvas pelas cooperadas.

A ex-presidente da CIMQCB, Maria do Rosário, disse que tem a sensação de dever cumprido. “Entrego hoje uma missão que considero cumprida. Uma missão que é liderar e presidir uma cooperativa que foi a minha primeira experiencia me traz muito orgulho, principalmente porque estava à frente de uma cooperativa de mulheres quebradeiras de coco babaçu”, pontuou.

A CIMQCB é uma organização de grupos produtivos comunitários formados por mulheres que coletam e processam o coco babaçu nos estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí. A CIMQCB foi fundada em 2009 e está sediada em São Luís, Maranhão.

Por meio da cooperativa são produzidos azeite, óleo, biscoitos, sabonetes, sabão, mesocarpo, artesanato, bolos e outros produtos que são comercializados nas feiras, nas lojas da cooperativa localizadas nas sedes das regionais e nos programas institucionais com o Programa de Aquisição de Alimentos, Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Um dos destaques do evento foi a participação de Silke Tribukait , representante da ASW (Aktionsgemeinschaft Solidarische Welt – ASW), um parceiro muito importante que poia o MIQCB desde 2003, ou seja, há mais de 20 anos.

“A gente apoia grupos de base na Índia, na África e no Brasil que se engajam para o fortalecimento das mulheres, a proteção do meio ambiente e a defesa dos direitos humanos políticos, sociais e culturais. É com muita alegria que estamos com o MIQCB desde 2003 e, vivenciar momentos como esse, onde numa assembleia como essa da CIMQB, é importante porque possibilita ouvir e conhecer mulheres de outros estados. Conhecer essas experiencias é muito revigorante para nosso trabalho”, declarou, Silke.

Seminário – Durante a programação, na sexta-feira, 22, aconteceu o Seminário sobre “Mulheres quebradeiras: economia do Babaçu e desafios do cooperativismo”, ministrado pela Secretária do Fundo Babaçu, Nilce Cardoso.

“É com muita que estou participando da Assembleia da Cooperativa trabalhando o tema economia solidária como ferramenta de desenvolvimento sustentável. Nessa perspectiva trabalhamos a consciência coletiva das cooperadas na economia solidária. Dialogamos sobre autogestionário, no processo de cooperação, a consciência coletiva na perspectiva do desenvolvimento local e sustentável, o retorno de suas atividades no ponto de vista econômico, já que se trata de uma cooperativa e outras temáticas”, explicou, Nilce.

Ainda no segundo dia, a coordenadora técnica do Miqcb, Luciene Dias Figueiredo apresentou uma retrospectiva, com breve histórico da Cooperativa.

Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu da Regional Piauí realizaram ação para o Dia Internacional da Mulher

Com o tema: Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu na luta contra a violência e em defesa dos seus modos de vida, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu da Regional Piauí realizou na manhã de quarta-feira (06/03), a ação do mês da mulher. O evento ocorreu no Auditório do Centro Estadual de Educação Profissional Leonardo das Dores em Esperantina e contou com a presença de 120 mulheres da região. A ação foi liderada pelas coordenadoras regionais Marinalda Rodrigues, Klesia Lima, Maria de Jesus e Maria Alanna.

Durante o evento a delegada da Polícia Civil, Polyana Oliveira, falou sobre a importância da denúncia em caso de violência contra a mulher e como a polícia deve desempenhar seu papel de agente da Lei nesses casos. “É importante reforçarmos as Leis que existem para a defesa das mulheres em caso de violência doméstica, como a Lei Maria da Penha, esses dispositivos legais protegem as mulheres em casos de violência”, disse. A delegada também se colocou à disposição das mulheres acessarem a delegacia em toda situação que as ameacem.

Já a professora Carmem Lúcia, da Universidade Federal do Piauí, ressaltou a necessidade das mulheres se articularem em rede para preservar suas identidades de quebradeiras de coco babaçu, além de garantir as suas atividades rurais em seus espaços de atuação, como na comunidade onde vivem. “As quebradeiras de coco babaçu são as verdadeiras guardiãs dos babaçuais, elas são a garantia da preservação da natureza, de matéria prima, o coco babaçu”, ressaltou.

Para a coordenadora Marinalda Rodrigues, o evento reforça a necessidade das mulheres estarem juntas na defesa dos seus direitos. “Nós no Miqcb da Regional Piauí temos a grande satisfação de realizarmos essa ação. Em cada atividade coletiva que realizamos sentimos a força do movimento das quebradeiras de coco babaçu e estamos satisfeitas com a repercussão positiva dessa atividade”, afirmou.

A ação contou com a presença de mulheres dos municípios de Luzilândia, Joca Marques, Esperantina, São João do Arraial, Campo Largo, Barras, entre outros.

Regional Mearim/Cocais do Miqcb realiza ação do mês da mulher em Codó

Em comemoração ao mês da Mulher, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB da Regional Mearim/Cocais reuniu cerca de 100 mulheres da região para debater temas como Lei Babaçu Livre, saúde da mulher e enfrentamento e combate à violência contra a mulher. A ação foi realizada na Associação das Quebradeiras de coco Babaçu, em Codó-MA.

O tema do combate e enfrentamento a violência contra à mulher foram trazidos pelas profissionais que atuam no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e pela assessoria jurídica do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

Para a profissional do CRAS, Andrea Araújo, as mulheres devem se apropriar dos seus direitos para além dos benefícios que elas já conhecem, como o Bolsa Família, por exemplo, mas também dos seus direitos socais, como o acesso aos mecanismos de defesa das mulheres, como a Lei Maria da Penha. “Vocês têm a responsabilidade de saberem dos seus direitos e saberem que podem e precisam fazer a denúncia, precisam de proteção e se protegerem contra toda e qualquer violência, principalmente a doméstica”, ressaltou.

Contribuindo para a discussão também foi trazido o tema da Saúde da Mulher, com os profissionais do Centro de Testagem e Aconselhamento e Agentes de Saúde. De acordo com Fabiana Silva do CREAS, o tema da saúde da mulher exige cuidado e atenção. “A nossa saúde é baseada em prevenção, antes da doença aparecer é importante prevenir, os exames são fundamentais, como para prevenir o câncer de mama, uterino e de ovários, isso sem falar em outras causas, como emocionais e hereditárias”, destacou.

Já o tema da Lei Babaçu Livre foi abordado pela assessora jurídica do Miqcb Sandra Regina, que destacou o papel fundamental das quebradeiras de coco no impulsionamento da pauta nos espaços públicos. “O Movimento de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu tem um papel crucial na defesa dos territórios, dos babaçuais, isso depende de nossa articulação nos espaços públicos, estarmos presentes nos espaços de decisão e proposição de políticas públicas”, afirmou.

Audiência – A noite foi marcada pela presença das mulheres na Câmara Municipal de Codó, onde a coordenadora regional do Miqcb, dona Maria Alaídes fez a leitura da minuta da Lei do Babaçu Livre e trouxe para os vereadores a necessidade de se pautar a luta das quebradeiras de coco babaçu da cidade de Codó. Muito bem recebida pelos vereadores, a minuta da Lei seguirá para o diálogo institucional entre o Miqcb e os colegiados que irão aderir a pauta.

Participaram da ação os Quilombos Monte Alegre, Barro vermelho, São Benedito dos Colocados, Sardenha, Santo Antônio dos Pretos, Barra do saco entre outros.

8 de março: feira, palestras e caminhada com panfletagem intensifica a proteção dos direitos das mulheres no Pará

O Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Regional Pará realizou intervenção social em alusão ao Dia Internacional da Mulher no dia 8 de março. Cerca de 100 quebradeiras de coco se reuniram na Praça Central de São João do Araguaia, para uma programação intensa, que incluiu palestras, feira do Babaçu e caminhada com panfletagem no entorno da Praça.

Na oportunidade também foi lançada a campanha “Tem Floresta em Pé, Tem Mulher” que nasceu para dar visibilidade ao trabalho de mulheres que contribuem para a preservação ambiental da Amazônia. O curta metragem está disponível na página oficial do MIQCB no Youtube, para assistir basta clicar aqui.

A diretora financeira do MIQCB e coordenadora executiva da Regional Pará, Cledeneuza Maria, abriu a feira e os diálogos. Para ela, construir esses momentos de trocas entre quebradeiras de coco e cidadãos locais aproxima a realidade do campo e a atividade urbana, os benefícios são mútuos.

O destaque da programação preparada pelo Pará foi a Feira Agroecológica. Os produtos em exposição, provenientes das atividades desenvolvidas nas próprias comunidades estiveram à venda para todas as pessoas de São João do Araguaia (PA).

A quebradeira de coco Ana Lucia Rodrigues da Silva, que expôs seus produtos na feira, contou que tem um ano que se especializou em produzir derivados do coco. Ela avalia que ações como essa envolve a comunidade, divulga os produtos e promove socialização, isso é muito bom”. Além da farinha, da amêndoa e do azeite proveniente do babaçu, ela também comercializa derivados do agroquintal.

Autoridades Locais

O Gerente do Banpará do município de São João do Araguaia, José Ailson, esteve no evento para apresentar o Projeto Empodera, que oferece linha de crédito para as mulheres empreendedoras, em parceria com o Governo do Estado. Pensado para a futura geração, é uma poupança que gera renda futura com investimento inicial acessível.

Na ocasião, uma conta foi doada à Maria Valentina Oliveira da Silva, neta de quebradeira de coco babaçu, com valor depositado de R$ 200. Esse rendimento vai custear o futuro da menina de 8 anos, tanto nos estudos quanto no empreendedorismo. O projeto é exclusivo para mulheres empreendedoras que atuam em qualquer ramo, no setor formal ou informal. Para saber mais e se cadastrar, é preciso procurar o banco no município.

Outra contribuição importante, foi do Ministério Público do Pará (MPPA), por meio da presença da assessora da Promotoria, Emayra Lima Leite, que reforçou a força das mulheres quebradeiras de coco babaçu para a região. “É perceptível o trabalho dessas mulheres guerreiras, vocês constroem essa cidade”.

A presença do MPPA é significativa no que se refere à preservação ambiental e proteção da tradição coletiva da quebra de coco babaçu, além de representar forte aliança da instituição que defende os interesses coletivos da sociedade com o MIQCB, que luta pela proteção do meio ambiente, de interesse de todos e todas.

O pastor da Igreja Evangélica, Everaldo Novaes, trouxe a palavra de Deus por meio de uma oração que agradecia pelo trabalho das quebradeiras de coco. Ele até lembrou que “minha avó foi quebradeira de coco e eu ainda comia o gongo frito que ela fazia”. A prece foi feita a partir da gratidão pelo babaçu, que alimenta, que é renda, que promove dignidade e que, também, une mulheres de diferentes comunidades em defesa da Floresta em Pé.

Mulheres do MIQCB Pará discute demandas rurais com a Promotoria de Justiça Agrária de Marabá

O Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Regional Pará esteve na 12ª Promotoria de Justiça Agrária de Marabá na última segunda-feira, 18, para dialogar com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) sobre demandas que envolvem a presença da Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (CIQCB) no estado e a comercialização de seus produtos. 

O município de São Domingos já possui filial do CIQCB no Estado do Pará em fase de execução, com espaço físico e equipamentos, previsto para atender 50 quebradeiras de coco. Segundo a diretora financeira do MIQCB e coordenadora executiva da Regional Pará, Cledeneuza Maria, já existem produtos disponíveis para venda, mas “precisam de alguns selos de qualidade e com com códigos de barras para liberação da comercialização e, portanto, necessitam do apoio técnico para etiquetar”.

Os representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que estavam presentes explicaram que os produtos dependem de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para contribuir, será realizada visita técnica para o mapeamento e a análise dos diversos produtos elaborados pelas quebradeiras. O MIQCB se comprometeu a relacionar as cooperadas quebradeiras de coco que atuam na região, indicadas pela municipalidade, para que o Sebrae possa realizar esse mapeamento. 

Outro ponto levantado na reunião foi a dificuldade na logística, as mulheres precisam coletar os cocos na mata e levar a matéria prima até o local de manipulação. O representante do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio),  Márcio Holanda, lembrou que já existe um projeto da entidade que visa adquirir quadriciclos para viabilizar o transporte das sacas de coco babaçu.

Holanda ainda apontou a necessidade das quebradeiras de coco serem incluídas Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o que resultou no engajamento do MPPA em oficializar o pedido junto aos municípios de Itupiranga, São Domingos do Araguaia, São João do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia e Palestina do Pará.

Os municípios de Palestina do Pará e Brejo Grande do Araguaia, mais especificamente nas comunidades Itamiriam e Santa Rita, têm sido atingidos por agrotóxicos, o que tem gerado prejuízo para a produção de coco babaçu. Ficou decidido então, que o MPPA fará solicitação às prefeituras das cidades citadas pela fiscalização, por meio das suas secretarias do meio, a utilização de defensivos agrícolas (agrotóxicos), que tem gerado prejuízo para a produção de coco babaçu.

Como cada município possui uma particularidade, o que requer um olhar diferenciado a cada um deles, a reunião rendeu deliberações específicas que vão contribuir para o avanço das ações que envolvem as demandas apresentadas pelas mulheres quebradeiras de coco. 

A reunião contou com a presença da titular da Promotoria de Justiça Agrária de Marabá, Alexssandra Muniz Mardegan, que ouviu as demandas apresentadas pelas mulheres do MIQCB. Dentre as deliberações está o compromisso de reunir as diversas associações comerciais dos municípios em que haja atuação das quebradeiras de coco, “com o intuito de sensibilizar o empresariado quanto à importância de ser um parceiro de produtores locais”.

Juventude em movimento: famílias da comunidade Pifeiros receberam Casa de Artesanato, oficinas e formações

O Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Regional Imperatriz, promoveu nos dias 2 e 3 de março, na Comunidade Pifeiros, localizada na zona rural de Amarante do Maranhão, a cerca de 25km de distância de Imperatriz, oficina sobre Racismo Ambiental e Justiça Climática e inauguração da casa de artesanato da juventude “Grupo Pindova -Filhos da Mãe Palmeira”. Na ocasião, cerca de 20 jovens receberam capacitações na produção de artesanato, com a artesã Rosalva Gomes.

Maria José, coordenadora executiva do Miqcb Regional Imperatriz e do eixo juventude do movimento ressalta a importância dessa ação para os jovens da comunidade de Pifeiros. “Estamos vivendo um momento feliz para todos nós, isso é importante para que o movimento cresça e os jovens sejam cada vez mais protagonistas de suas histórias.”, ressaltou.

A assessora do Miqcb, Sandra Regina ministrou a palestra de Racismo Ambiental e Justiça Climática, uma ação que faz parte da campanha Tem Floresta em Pé, Tem Mulher, que é executado pelo Miqcb, Oxfam Brasil e outras organizações. “Esse momento é importante para que a juventude tenha acesso as informações cruciais como a Lei Babaçu Livre e todas as formas de combater o racismo ambiental e busca pela justiça climática-. Sandra também destaca a alegria enquanto instituição a inauguração da Casa de Artesanato. Além disso, temos a imensa alegria em compartilhar com essa juventude esse momento de equiparmos e estruturarmos a Casa para melhor atendermos esses jovens”.

A construção do espaço de artesanato e aquisição de equipamentos contou com apoio financeiro da MISEREOR.

A jovem Fraciely Brito, integrante do grupo de artesanato Pifeiros, fazer o artesanato é dar continuidade a arte ancestral da sua comunidade. “Não podemos deixar morrer a arte que vem passando de geração para geração, além de ser muito bonito”. Disse. Franciely ressaltou também o que mudou com a inauguração da nova Casa de Artesanato: “Com a nova sede nós temos um espaço próprio para produzirmos as peças, não tínhamos um espaço adequando e agora está muito melhor, além dos equipamentos que conseguimos adquirir para termos mais ferramentas para o nosso trabalho”, pontuou.

Genilson Ferreira, um dos primeiros jovens a integrar a Casa de Artesanato de Pifeiros, falou da sua alegria em receber esse espaço para trabalhar com artesanato. “Conseguimos conquistar a nossa casa para produzirmos o nosso material, sou um dos primeiros jovens a integrar o grupo e hoje conseguimos vender nas feiras, aqui nós fazemos brincos, colares, pulseiras, anéis, porta canetas, entre outras coisas. Antes da Casa tínhamos muita dificuldade, pois a antiga casa não era adequada, agora temos mais conforto e segurança em fazer o trabalho”, disse.

A quebradeira de coco e artesã, Rosalva Gomes, realizou as capacitações do grupo de jovens na produção das peças provenientes do babaçu. “Nós jovens temos uma força a mais com o artesanato do coco babaçu, pois desenvolvemos a relação com o babaçu para além do consumo, mas também com a arte. Desenvolvemos a nossa criatividade, o próprio babaçu se define, quando estamos trabalhando com ele. Anteriormente não tínhamos uma estrutura elétrica, para as máquinas para fazermos o nosso artesanato e a gora temos mais condições para fazermos o nosso trabalho, além do sentimento de pertencimento que temos, para que os jovens reconheçam esse espaço como deles”, afirmou.

Fundo Babaçu realiza oficina em Gestão de Projetos para organizações contempladas no 7º Edital, no Piauí

As cinco organizações sociais do Estado do Piauí que foram contempladas pelo Fundo Babaçu, do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu- MIQCB, recebem capacitação em Gestão de Projetos. A ação aconteceu nos dias 30 e 31 de janeiro, na escola CETI – José Nogueira de Aguiar, em Esperantina- PI. Participaram representantes de organizações dos municípios de Esperantina, Floriano, Elizeu Martins e Antônio Almeida. Ao todo, o Fundo Babaçu está destinando mais de R$ 200 mil (recurso não reembolsável) para apoiar projetos socioambientais no Estado.

O objetivo da oficina é contribuir e orientar as lideranças e gestores para executar todas as etapas do projeto como: prestação de contas, relatórios narrativos e financeiros, práticas e procedimentos para boa gestão, bem como, monitoramento, avaliação e visibilidade.

“As quebradeiras de coco têm o direito de participar de políticas sociais. Para garantir e contribuir com o bem viver das famílias de comunidades rurais, nós do MIQCB desenvolvemos o Fundo Babaçu que tem o propósito de atuar para a conservação dos babaçuais diretamente associada ao fortalecimento e reconhecimento dos modos de vida sustentáveis dos povos e comunidades tradicionais”, frisou Maria Alaides, coordenadora geral do Miqcb.

Os projetos socioambientais selecionados vão desde capacitações, intercâmbios, ações de combate à violência contra a mulher, fortalecimento aos grupos produtivos de quebradeiras de coco babaçu como aquisição de equipamentos, capacitações, aumento da produção e comercialização. A capacitação foi ministrada pela Secretária do Fundo Luciene Dias Figueiredo.

O Fundo Babaçu é uma iniciativa do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu- MIQCB e tem como objetivo promover o acesso a recursos de caráter não reembolsável para a ampliação em projetos socioambientais e de inclusão socioprodutiva por grupos comunitários e organizações de base. Até o momento o Fundo Babaçu recebe apoio financeiro da Fundação Ford, Fundo Amazônia/BNDES e The Thenure Facilite.

Desde sua criação em 2013, o Fundo Babaçu já lançou sete editais propiciando o acesso de mais de R$ 2,1 milhões para grupos e organizações comunitárias de quebradeiras de coco babaçu e agricultores familiares nos estados de atuação do MIQCB: Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí.

INTERCÂMBIO – Na quarta-feira, 31, o grupo participou de intercâmbio nas comunidades Tapuio e Fortaleza III, em Esperantina. São grupos produtivos que já executam projetos financiados pelo Fundo Babaçu. Na comunidade Tapuio foram visitados grupos de mulheres que trabalham com a produção de bolos, e na comunidade Fortaleza III os participantes conheceram a unidade produtiva de mesocarpo e azeite do coco babaçu. A unidade recebeu apoio do Fundo Babaçu para ampliação e melhoramento da estrutura do espaço e, durante a visita as mulheres realizaram a entrega de azeite e mesocarpo para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) CONAB.

Para Helena Gomes, diretora da Cooperativa CIMQCB) e Associação de Mulheres Trabalhadoras do Coco Babaçu da Micro Região do baixo Parnaíba Piauiense – AMTCOB, mostrar os frutos do Fundo Babaçu é muito gratificante. “Estamos muito contentes em poder compartilhar nossa experiência com várias companheiras que vivem do babaçu. Mostramos com muita alegria a forma como nos organizamos para produzir, comercializar e, acima de tudo, com o Fundo Babaçu nos ajudou a conseguir muitas conquistas”, frisou.

  • Organizações contempladas pelo Fundo Babaçu no Piauí:
    – Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-CIMQCB, filial Piauí
    – Associação de Mulheres Artesãs de Esperantina -AMAE, em Esperantina
    – Associação de Mulheres Trabalhadoras do Coco Babaçu da Micro Região do baixo Parnaíba Piauiense – AMTCOB, em Esperantina
    – Cáritas Diocesana de Floriano. Organização beneficiada: comunidades Brejão, Formiga, Pau Ferrado, Bananeira, Pindaíba e PA Beleza, município de Antônio Almeida
    – Associação dos Pequenos Produtores da Comunidade Chupeiro-A.P.P – Organização Beneficiada: Grupo Produtivo Quebradeiras da Floresta-QueFlor, município Elizeu Martins

BAQUELI – Durante a Programação, no dia 29, a coordenadora do projeto “Babaçu Livres e Quebradeiras Livres-BAQUELI”, Renata Cordeiro conduziu a reunião de nivelamento do projeto onde foram apresentadas as linhas gerais do projeto, com destaque para área de abrangência; fortalecimento do modo de vida das quebradeiras de coco babaçu; gestão dos territórios coletivos; Lei Babaçu Livre; formações nas áreas política, jurídica e de comunicação popular; Fundo Babaçu e outros temas.

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