
O Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Regional Imperatriz realizou a reunião de Planejamento do Projeto Baqueli na última quarta-feira, 3, no Convento das Irmãs Teresianas. O momento contou com a presença de 12 comunidades que discutiram o direito à terra e ao babaçu livre.
Em nove horas de construção coletiva, as mais de 50 pessoas reunidas decidiram as próximas ações conjuntas e locais para o Projeto Baqueli. Pela manhã, a pauta foi reservada à apresentação das conquistas e do resgate histórico da luta das mulheres quebradeiras de coco do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.
A quebradeira de coco Zenilde dos Santos Silva foi uma das participantes mais ativas. Isso porque ela mora na Comunidade Viva Deus em Imperatriz desde 2008, quando ainda era apenas um acampamento. Ela conta que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) colocou as famílias na área, mas ainda hoje a terra segue sem regularização.

Nos últimos dias, o Incra esteve no local realizando um recadastramento, mas as quebradeiras de coco não foram incluídas. Zenilde então levantou a demanda na Reunião do Planejamento Baqueli para que sejam feitas intervenções. “Eu vim pra essa reunião na esperança que o MIQCB nos ajude para que a gente possa saber como foi esse processo e por que nós ficamos de fora”.
Zenilde é uma pequena produtora que vive do plantio de milho, feijão, mandioca e outras frutas e hortaliças, além de quebrar o coco babaçu. “É tão bom você ter seu pedacinho de terra pra você plantar, pra você colher suas coisas. Eu acho muito bom lá, na roça”. Sua busca pela regularização do território onde vive também garante acesso aos serviços básicos, como água encanada e energia.
“É muito importante pra gente cortar aqueles lotes. Até hoje a gente não tem energia, os fios passam bem pertinho, mas não bota. Não temos água potável, nem posto de saúde. Até mesmo assistente social e agentes de saúde não passam por lá. As crianças pegam um carro que leva para uma escola bem longe, quando são pequenas é ainda mais perigoso”, relata a quebradeira.
Esse foi só um dos depoimentos que se tornaram demandas para as ações do Projeto Baqueli, muitas outras mulheres também contribuíram a partir da ótica de seus territórios. Para a coordenadora de base da Regional Imperatriz, Luseny Oliveira, a articulação foi positiva.
“A gente sempre aciona as lideranças das comunidades para que mulheres de municípios diferentes possam se juntar para partilhar conhecimentos, assim podemos lutar pelo mesmo objetivo, que é conseguir aquilo que é da gente, que é unir todas as mulheres. Nosso coco, a nossa terra”, afirmou a coordenadora.
A participação das regionais no Planejamento Baqueli foi avaliada como promissora pela coordenadora Executiva do MIQCB, Maria Alaídes, carinhosamente apelidada pelas mulheres como a ‘Garota Baqueli’, já que esteve presente em todas as reuniões das seis Regionais do MIQCB. “Foram momentos de grandes trocas. O fortalecimento institucional com os parceiros sociais também foi importante. Apesar de entender que precisamos construir e aprofundar mais sobre esse novo jeito de incidência política para alcançar a regularização ambiental, social e territorial”.
Projeto Baqueli
“Um sonho que se tornou realidade”, como disse a coordenadora Executiva da Regional Imperatriz, Maria José Silva, ao contar a história da menina Baqueli, “que todos queriam prender, segurar e proibir, mas que é livre”. Baqueli significa Babaçu Livre, Quebradeira Livre, um conceito que reforça a necessidade de manutenção da atividade extrativista tradicional como aliada da preservação da Floresta de Babaçu, por consequência, também, à proteção do meio ambiente.
Quem apresentou o projeto foi a assessora jurídica do MIQCB Renata Cordeiro. Ela contou que o Baqueli surgiu após a criação da Lei Babaçu Livre, aprovada em diversas câmaras municipais, onde as quebradeiras têm maior impacto, e nos Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. Apesar dessa conquista, as quebradeiras entenderam que a Lei não basta, para proteger a Floresta de Babaçu é preciso tirar as palavras do papel e enfrentar os desafios na prática.
“Diante de uma derrubada de babaçu as denúncias eram feitas, mas ficavam sem retorno dos órgãos ambientais. As fiscalizações não aconteciam ou, quando aconteciam, elas não tinham acesso aos laudos; aos autos. Nunca houve uma responsabilização direta de qualquer pessoa que tenha derrubado palmeiras. O Ministério Público poucas vezes propôs denúncias ou ações contra essas pessoas. Então, as quebradeiras entenderam que precisavam se fortalecer para fazer essa lei conhecida, melhor organizar as quebradeiras de coco, proteger os babaçuais e o seu modo de vida”, explicou Renata.
Daí o Projeto Baqueli, que estrutura objetivos e ações que visam fortalecer os territórios e comunidades onde estão essas mulheres. Muitas das demandas deliberadas pelo planejamento prevê intensificar o trabalho de formação e conhecimento sobre a Lei, de comunicar novas gestões municipais, criar possibilidades de acordos e consensos com outras organizações sociais para desenhar estratégias conjuntas a fim de lidar com conflitos, entre outros.

Fundo Babaçu
A representante técnica do Fundo Babaçu Luciene Figueiredo esteve na reunião de Planejamento da Regional Imperatriz para explicar como funciona o Fundo Babaçu. “Seu papel é motivar parcerias regionais e apoiar propostas dessas organizações, tanto de grupos informais comunitários, associações territoriais, como por meio de convênios com grupos de pesquisa universitários”.
A ideia é obter maior volume de ações, pessoas e instituições atuando conjuntamente na garantia dos territórios e o livre acesso aos babaçuais tendo as mulheres quebradeiras de coco babaçu como protagonistas de suas histórias.




Entre os dias 26 a 28 de março, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB participou da 1ª Feira Mulher da Agricultura Familiar no Maranhão. O evento, que ocorreu no São Luís Shopping, foi um verdadeiro palco para as mulheres que se dedicam à produção rural, proporcionando a exposição e comercialização de seus produtos, que vão desde alimentos até artesanatos.
Com o objetivo de promover o protagonismo feminino e fortalecer a comercialização de produtos da agricultura familiar, a Feira destaca o papel essencial das mulheres trabalhadoras rurais.

Participaram das atividades mulheres quebradeiras de coco babaçu, indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, artesãs.
O evento evidenciou o potencial econômico e produtivo das agriculturas familiares no Maranhão. A quebradeira de coco babaçu Franciene Frazão, do município de Lago do Junco falou da importância de participar de espaços como esse. “Aqui a gente troca experiências com outras companheiras e divulga nosso trabalho com o coco babaçu”, declarou.

A assessora de projetos do Miqcb, Sandra Regina Monteiro participou da roda de conversa durante a programação. “Durante a roda de conversa aproveitei para dialogar sobre as ações do MIQCB no enfrentamento à violência contra a mulher, Campanha Tem Floresta em Pé Tem Mulher, as ações do Centro de Formação das Quebradeiras de Coco Babaçu, Produção, comercialização dos produtos do babaçu, políticas de incentivo à comercialização e outros assuntos”, frisou.
O secretário da SAF, Bira do Pindaré, avaliou positivamente o impacto da feira, ressaltando seu papel em reunir e destacar o trabalho das mulheres da agricultura familiar. “A Feira foi um sucesso e conseguiu cumprir sua finalidade, reunindo mulheres empreendedoras de todo o Maranhão para apresentar sua produção por meio de diversas cadeias produtivas. A movimentação do shopping aumentou significativamente, e a arrecadação foi muito boa, demonstrando o potencial dessas empreendedoras”, destacou.
A 1ª Feira Mulher da Agricultura Familiar do Maranhão, realizada pelo Governo do Estado em parceria com o São Luís Shopping, cumpriu seu objetivo de promover o protagonismo feminino e fortalecer a comercialização de produtos da agricultura familiar. O evento não só impulsionou a economia local, mas também destacou o papel fundamental das mulheres no desenvolvimento rural sustentável.






O Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Regionais Pará e Tocantins realizaram a reunião de Planejamento do Projeto Baqueli com o envolvimento das quebradeiras de coco de diferentes comunidades. A ideia é ouvir os desafios de quem os enfrenta diariamente para construir estratégias conjuntas.
No Pará, a atividade aconteceu na segunda-feira, 25, na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de São Domingos do Araguaia. As paraenses recepcionaram a equipe técnica do MIQCB com cânticos. Na sequência, a diretora financeira do MIQCB e coordenadora executiva da Regional Pará, Cledeneuza Maria, abriu a pauta do encontro.
No Tocantins, a discussão foi realizada na Câmara Municipal de São Miguel do Tocantins e contou com a participação da Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins (APA-TO), convidada para contribuir. As coordenadoras de base entraram cantando e caminhando ao encontro de Maria Alaídes, que é Coordenadora Executiva do MIQCB. Alaídes veio do Mearim/Cocais no Maranhão, para acompanhar o planejamento Baqueli em ambas as Regionais.
Nos dois dias, Maria Alaídes apresentou a trajetória da luta das quebradeiras de coco desde 1992, quando os sonhos semearam a presente realidade de conquistas. O sentimento de gratidão àquelas que vieram e lutaram antes regeu os encontros do Pará e Tocantins. Alaídes destacou que “já existiam mulheres contando histórias de discriminações e abusos, a gente foi juntando essas falas nos quatro estados e, hoje, estão estruturadas nos eixos de trabalho”.

Essa estrutura construída ainda no ano passado, o Planejamento Estratégico, definiu a necessidade desses encontros com as Regionais do MIQCB para que o Planejamento do Projeto Baqueli fosse o mais próximo possível da realidade das quebradeiras em diferentes localidades. Toda essa organização foi traduzida pelo posicionamento de Maria Alaídes no encerramento da sua contribuição, “nós queremos viver, e viver em plena abundância, em plena realeza de um mundo melhor”.
As assessoras técnicas Nilce Cardoso e Renata Cordeiro foram as responsáveis pelas tratativas das discussões. Tanto pela apresentação do Fundo Babaçu, quanto pela explicação do que é o Projeto Baqueli. O Fundo financia o Baqueli, que por sua vez coloca em prática os objetivos definidos pelas próprias comunidades.
Depois da contextualização, as mulheres foram divididas em dois grupos de trabalho. O primeiro grupo trabalhou o eixo de defesa e promoção da Lei babaçu Livre, o segundo apresentou os desafios enfrentados em suas comunidades para desenvolverem soluções em conjunto em relação ao direito à terra e ao babaçual.
A pauta do direito à terra, definida como prioritária pelo Planejamento Estratégico do MIQCB para os próximos anos, foi recebida com alegria pela participante Maria Raimunda Alves de Oliveira, liderança do Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais com extensa trajetória na luta pela regularização fundiária no Tocantins. Para ela, “é um fortalecimento muito grande, mais uma entidade que vai nos ajudar, é uma satisfação ter contribuído o planejamento Baqueli nesse novo ciclo do MIQCB”.

Para a coordenadora de Base do MIQCB Pará, Maria de Sousa, o direito à terra já tem efeitos reais na vida das quebradeiras de coco da comunidade Ponta de Pedra, que já possui encaminhamentos concretos para a posse da terra onde estão, “eu fico feliz pelas companheiras que estão tendo a oportunidade de conseguir seu pedacinho de terra graças ao Baqueli e os demais parceiros”.
Outra novidade prioritária do MIQCB indicada pelo Planejamento Estratégico é o envolvimento das Juventudes. Algumas ações, como a educação contextualizada promovida pelo Centro de Formação, já estão em andamento. A inclusão da juventude no processo de planejamento também é parte desse objetivo, por isso Jackson Pereira da Silva, que participou da primeira turma do Centro de Formação, esteve na reunião de planejamento da Regional Pará. Ele contou que “pretendo levar o conhecimento adquirido para onde moro”, no PA 21 de Abril em São João do Araguaia.

A coordenadora Executiva da Regional Tocantins, Ednalva Ribeiro, descreveu o dia como bastante produtivo, com diversas propostas encaminhadas. “Agora é buscar fazer tudo que está no planejamento para alcançar êxito”. A expectativa para as próximas ações é grande, principalmente porque a regularização fundiária trará dignidade às mulheres quebradeiras de coco. “Com a proteção da Lei Babaçu Livre estaremos mais seguras em reivindicar nossos direitos perante o Estado”, apontou Ednalva.
Todas as Regionais do MIQCB contribuem com o Planejamento Baqueli. Algumas delas já realizaram a reunião, como é o caso da Baixada, Mearim/Cocais, Pará, Piauí e Tocantins. A Regional Imperatriz é a última a realizar a reunião, que acontecerá no próximo dia 3 de abril, no Convento das Irmãs Teresianas, a partir das 8h da manhã.

Mutirão de quebra de coco babaçu, um ato coletivo para reivindicar direitos e celebrar conquistas, assim foi comemorado o Dia Internacional da Mulher na comunidade São Caetano, território Sesmaria do Jardim, município de Matinha. A ação foi realizada pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB Regional Baixada Maranhense e reuniu mais de cem mulheres dos municípios de Matinha, Viana, Cajari, Penalva e Pedro do Rosário.
A data para ação não foi escolhida à toa. No dia Internacional das mulheres a reunião de quebradeiras representa o modo de vida tradicional, resistência e solidariedade entre elas.

Joana Moraes, povoado São Brás, município de Penalva “representa uma atividade na vida da gente muito especial e gratificante. Desde a adolescência que a gente quebra coco e foi por meio desta atividade que eu tiro o sustento da minha família e criei meus filhos. Tenho muito orgulho de ser quebradeira de coco babaçu”, declarou.
A atividade foi marcada por animação e cantorias, mas também foi um momento de cobrar do governo agilidade na execução de um decreto estadual que tem o objetivo realizar a regularização e desapropriação por interesse social do território Quilombola Sesmaria do Jardim. O Decreto completa 2 anos neste mês de março (31 de março) e quase nada foi feito pelo Governo do Maranhão. No local existem três comunidades, cerca de 200 famílias que aguardam pela regularização.

“O que a gente espera é que o nosso território seja regularização com a titulação para que a gente possa lutar mais ainda pela preservação dos babaçuais. O babaçu para nós é maior fonte de renda que a gente tem dentro do nosso território”, frisou Maria da Glória Belfort.
A coordenadora de base do Miqcb Regional Baixada, Maria Natividade destacou os principais produtos que são produzidos pelo babaçu como pasta de brilho usado para dar brilhos para as panelas. “Do coco babaçu tudo se aproveita. Fazemos azeite, óleo, biscoito, artesanato, pasta de brilho para lavar nossas panelas e muitos outros produtos. Somos mulheres emponderadas e quando nos unimos conseguimos muitas conquistas”, enfatizou.
A ação foi destaque no jornal local do Maranhão. Confira:

Nos dias 13 e 14 de março, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQBCB e o Fundo Babaçu realizaram oficinas de planejamento do projeto Baqueli: território, gênero e clima, nos municípios de Viana, Regional Baixada e no município de Codó, Regional Mearim/Cocais, ambos no Maranhão.
A programação incluiu apresentação do projeto Baqueli destacando os objetivos, linhas de atuação e resultados; as Regionais apresentaram as ações estratégicas que serão trabalhas no eixo terra, território e Babaçu Livre; apresentação do Fundo Babaçu e sua importância no fortalecimento de projetos socioambientais; trabalhos de grupos que tratou sobre regularização fundiária, aprovação e efetivação da Lei Babaçu Livre como direito ao acesso e uso dos babaçuais.
O projeto Baqueli tem como objetivo principal avançar na garantia de acesso e uso de babaçuais, visando o cumprimento de direitos territoriais de comunidades tradicionais, em termos ambientais, culturais e fundiários, incidindo no cumprimento das obrigações legais do Estado, através de ações promovidas por mulheres quebradeiras de coco babaçu, em terras públicas, privadas por elas tradicionalmente ocupadas no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. O projeto Baqueli conta com o apoio financeiro do The Tenure Facility.

A coordenadora do projeto Baqueli e assessora jurídica do MIQCB, Renata Cordeiro explicou a importância desse processo de capacitações.
“O processo de planejamento das ações do projeto Baqueli acontece com os territórios e as organizações de quebradeiras de coco, como associações, grupos de mulheres, grupos de jovens que vão receber ações do projeto. Então o MIQCB está fazendo as escutas, as consultas prévias, pois as ações do projeto vão refletir diretamente no que essas comunidades estão demandando. Nesse sentido, esse processo é uma forma de aprofundar, democratizar a gestão dos projetos e dos recursos que são captados pelo MIQCB, além de respeitar a autonomia dos povos tradicionais”, explicou, Renata.
Durante a programação, a coordenadora técnica do Movimento, Luciene Dias Figueiredo apresentou as ações do Fundo Babaçu, com destaque para os dois últimos editais (6 e 7 editais). Além disso, Luciene falou que o Fundo receberá apoio financeiro do projeto Baqueli.
“O Fundo Babaçu promove e facilita o acesso a recursos de caráter não reembolsável para aplicação em projetos socioambientais e de inclusão socioprodutiva por grupos comunitários e organizações de base, que comumente possuem dificuldades com os trâmites burocráticos e todas as competências exigidas na captação de recursos dessa natureza”, enfatizou, Luciene.

Batizada pelas quebradeiras de coco do MIQCB, a Baqueli representa o sonho de liberdade das mulheres que vivem do babaçu. A coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes disse que esse processo de escuta é fundamental para a boa execução do projeto. “É nesses espaços de troca de experiencia que construímos, juntos e unidos, soluções e alternativas para alcançar nossas conquistas que, nesse caso específico, é a regularização dos territórios tradicionais, Leis Babaçu Livre aprovadas e respeitadas e acesso livre aos babaçuais”, declarou.
Participaram das oficinas quebradeiras de coco e lideranças da região Baixada Maranhense e Mearim/Cocais, as coordenadoras do MIQCB, Maria Alaides (coordenadora geral), Vitória Balbina (executiva da Regional Baixada), as coordenadoras de base da Baixada: Girlane Belfort, Maria Natividade e Maria Raimunda. Na Regional Mearim Cocais participaram as coordenadoras Maria de Fátima, Maria de Jesus e Áurea Maria, bem como, assessorias interestaduais e regionais bem como, parceiros como ASSEMA, Coppalj e outros.









Nos dias 19 e 20 de março cerca de 19 organizações proponentes que foram comtempladas pelo Fundo Babaçu, representadas por meio de seus coordenadores e presidentes, participaram de uma capacitação técnica para contribuir e orientar as lideranças e gestores para executar todas as etapas do projeto. O evento ocorreu na sede administrativa do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, em São Luís e contou com a participação dos representantes dos Estado do Pará, Maranhão e Tocantins.
Ao todo o valor destinado as organizações gira em torno de R$1,6 mi que foi destinado no 6º edital e contou com recurso Fundo Amazônia, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES. Os projetos socioambientais selecionados contemplam mercados digitais, apoio a produção, comercialização, melhoramento de unidade de beneficiamentos de babaçu, implementação de sistemas agroflorestais até apoio a educação com investimentos em Escola Família Agrícola.
Para a coordenadora geral do Miqcb nos quatro Estado, Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, Maria Alaides, a formação significou um avanço para afinar e estar em sintonia com a base do Miqcb. “Estamos vivenciando um tempo novo, realizamos uma oficina estratégica, uma capacitação e uma formação para gestão de projetos, que contribuem para o empoderamento das mulheres, das associações da base do Miqcb, um a troca de experiências, em prestação de conta e realização de projetos no contexto da sóciobiodiversidade”, disse.
Para Luciene Figueiredo, secretária executiva do Fundo Babaçu esse momento é crucial para afirmar a política da autonomia dessas organizações: “O Fundo Babaçu tem essa especificidade que é contemplar entidades que estão nas comunidades, as associações de base, essa formação oportunizou conhecermos o trabalho mais detalhadamente, uma troca essencial com os nossos parceiros locais e o protagonismo das quebradeiras de coco babaçu”, afirmou.
Fabrízia Chaves, da comunidade quilombola de São Miguel, situada no município de Rosário, foi uma das contempladas pelo Fundo Babaçu, para ela a formação foi um momento importante, pois conseguiu unificar todos os projetos beneficiados pelo Fundo Babaçu, oportunizando uma troca de experiências. “Para mim esse momento nos mostrou as potencialidades dos nossos projetos, pois tivemos a oportunidade de vermos mais ideias e assim trocarmos informações e acúmulo sobre os temas que discutimos”, afirmou.
Durante a formação pode-se orientar as lideranças e gestores para executar todas as etapas do projeto como: prestação de contas, relatórios narrativos e financeiros, práticas e procedimentos para boa gestão, bem como, monitoramento, avaliação e visibilidade.
SAIBA MAIS SOBRE O FUNDO BABAÇU:
O Fundo Babaçu tem como objetivo contribuir para autonomia e qualidade de vida das quebradeiras de coco babaçu e suas comunidades tradicionais, com a conservação da biodiversidade existente nas florestas de babaçu, por meio da ampliação do seu acesso a fontes de recursos e promoção do fortalecimento das organizações de base comunitária a partir do desenvolvimento de capacidades em gestão de projetos socioambientais, nos estados do Pará, Piauí, Tocantins e Maranhão situadas em regiões de babaçuais.
Conheça as 19 organizações contempladas pelo Fundo Babaçu:
01- Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu – CIMQCB
02- Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Lago do Junco e Lago Dos Rodrigues – AMTR-MA
03- Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio – ASMUBIP-TO
04- Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Familiares Agroextrativistas e Pescadores Artesanais de Esperantina LTDA – COOAF BICO-TO05- Associação Indígenas, Agricultores Familiares e Extrativistas do Território Taquaritiua, Viana MA – ASIAFE
06- Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura – ACESA-MA
07- Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco de Capinzal – AMUQUEC – MA
08- Associação dos Pequenos Lavradores do Projeto de Assentamento Ouro Verde Setor Barro Branco – ASBB-TO
09- Associação da Comunidade Ribeirinha Extrativista da Vila Tauiry – ACREVITA-PA Grupo Beneficiado: Coletivo de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu a União Faz a Força – CMQCBUFF-PA
10- Associação Comunitária e Educacional José Rocha – ACEJOR-MA
11- Cooperativa Quilombola de Produção e Comercialização de Polpa de São Miguel – MA
12- Associação Vencer Juntos em Economia Solidária – AVESOL – MA13- Clube de Mães Quilombolas Lar de Maria – MA
14- Cooperativa dos Agricultores e Agricultoras Familiares Agroextrativistas Monte Cristo – COOAAFA -MA
15- Cooperativa Mista dos Agricultores do Vinagre – MA
16- Associação de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Quilombo Dois Mil – MA
17- Associação da Escola Família Agrícola de Lago do Junco – AEFALJ-MA
18- Associação de Formação e Capacitação dos Cocais – ASFOCO – MA
19- Associação Comunitária de Remanescente de Quilombo de Santa Tereza – ACORQSATE – MA





Nesta quinta-feira e sexta-feira, 21 e 22, respectivamente, a Cooperativa Interestadual da Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu-CIMQCB realizou, no Centro Comboniano, em São Luís-MA, a Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa e Seminário sobre “Mulheres quebradeiras: economia do Babaçu e desafios do cooperativismo”. Na ocasião, as cooperadas dos Estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí realizaram a eleição e posse do Conselho Administrativo para o triênio 2024/2027, prestação de contas do exercício 2023 e outras pautas no âmbito da cooperativa. Mais de 60 mulheres se tornaram sócias da Cooperativa.

“Hoje é um dia muito especial para o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB porque estamos realizando a Assembleia da CIMQCB, que é uma cooperativa de mulheres quebradeiras de coco babaçu dos quatros estados de atuação do Movimento (Pará, Tocantins, Piauí e Maranhão). Esse momento mostra a forma como nos organizamos na produção, na busca de comercialização e também na manutenção de nós enquanto mulheres quebradeiras de coco babaçu nos territórios, envolvendo a juventude para dar sequência a esse nosso ofício”, declarou Maria Alaídes, coordenadora geral do Miqcb.
Foram eleitas para assumir o Conselho Administrativo para os próximos três anos, Helena Gomes (presidente-Regional Piauí), Roselice Rodrigues (vice-presidente- Regional Pará), Rosenilde Gregória (Tesoureira- Regional Baixada), Maria Teresinha (segunda tesoureira – Regional Imperatriz), Maria da Glória Belfort (Secretária executiva – Regional Baixada), Maria do Socorro (segunda secretária – Regional Tocantins).

A presidente da cooperativa, Helena Gomes destaca a felicidade de poder contribuir com a cooperativa. “Hoje fui eleita para presidente da cooperativa para atuar durante três anos e a expectativa são as melhores. Me comprometo, junto com minhas companheiras, para trazer o melhor para a cooperativa, por meio de planejamento, capacitações para os grupos produtivos de quebradeiras de coco e trazer a juventude para dentro da cooperativa”.
Helena finalizou afirmando que “a cooperativa é unidade, união de todas as mulheres, porque quando se coopera umas com as outras a gente tem muita força”, concluiu.
Ainda durante a programação o contador da cooperativa, Gilvan de Jesus Pinto, realizou a prestação de contas do exercício de 2023, que foi aprovado sem ressalvas pelas cooperadas.
A ex-presidente da CIMQCB, Maria do Rosário, disse que tem a sensação de dever cumprido. “Entrego hoje uma missão que considero cumprida. Uma missão que é liderar e presidir uma cooperativa que foi a minha primeira experiencia me traz muito orgulho, principalmente porque estava à frente de uma cooperativa de mulheres quebradeiras de coco babaçu”, pontuou.
A CIMQCB é uma organização de grupos produtivos comunitários formados por mulheres que coletam e processam o coco babaçu nos estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí. A CIMQCB foi fundada em 2009 e está sediada em São Luís, Maranhão.
Por meio da cooperativa são produzidos azeite, óleo, biscoitos, sabonetes, sabão, mesocarpo, artesanato, bolos e outros produtos que são comercializados nas feiras, nas lojas da cooperativa localizadas nas sedes das regionais e nos programas institucionais com o Programa de Aquisição de Alimentos, Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Um dos destaques do evento foi a participação de Silke Tribukait , representante da ASW (Aktionsgemeinschaft Solidarische Welt – ASW), um parceiro muito importante que poia o MIQCB desde 2003, ou seja, há mais de 20 anos.
“A gente apoia grupos de base na Índia, na África e no Brasil que se engajam para o fortalecimento das mulheres, a proteção do meio ambiente e a defesa dos direitos humanos políticos, sociais e culturais. É com muita alegria que estamos com o MIQCB desde 2003 e, vivenciar momentos como esse, onde numa assembleia como essa da CIMQB, é importante porque possibilita ouvir e conhecer mulheres de outros estados. Conhecer essas experiencias é muito revigorante para nosso trabalho”, declarou, Silke.

Seminário – Durante a programação, na sexta-feira, 22, aconteceu o Seminário sobre “Mulheres quebradeiras: economia do Babaçu e desafios do cooperativismo”, ministrado pela Secretária do Fundo Babaçu, Nilce Cardoso.
“É com muita que estou participando da Assembleia da Cooperativa trabalhando o tema economia solidária como ferramenta de desenvolvimento sustentável. Nessa perspectiva trabalhamos a consciência coletiva das cooperadas na economia solidária. Dialogamos sobre autogestionário, no processo de cooperação, a consciência coletiva na perspectiva do desenvolvimento local e sustentável, o retorno de suas atividades no ponto de vista econômico, já que se trata de uma cooperativa e outras temáticas”, explicou, Nilce.
Ainda no segundo dia, a coordenadora técnica do Miqcb, Luciene Dias Figueiredo apresentou uma retrospectiva, com breve histórico da Cooperativa.










Com o tema: Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu na luta contra a violência e em defesa dos seus modos de vida, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu da Regional Piauí realizou na manhã de quarta-feira (06/03), a ação do mês da mulher. O evento ocorreu no Auditório do Centro Estadual de Educação Profissional Leonardo das Dores em Esperantina e contou com a presença de 120 mulheres da região. A ação foi liderada pelas coordenadoras regionais Marinalda Rodrigues, Klesia Lima, Maria de Jesus e Maria Alanna.

Durante o evento a delegada da Polícia Civil, Polyana Oliveira, falou sobre a importância da denúncia em caso de violência contra a mulher e como a polícia deve desempenhar seu papel de agente da Lei nesses casos. “É importante reforçarmos as Leis que existem para a defesa das mulheres em caso de violência doméstica, como a Lei Maria da Penha, esses dispositivos legais protegem as mulheres em casos de violência”, disse. A delegada também se colocou à disposição das mulheres acessarem a delegacia em toda situação que as ameacem.
Já a professora Carmem Lúcia, da Universidade Federal do Piauí, ressaltou a necessidade das mulheres se articularem em rede para preservar suas identidades de quebradeiras de coco babaçu, além de garantir as suas atividades rurais em seus espaços de atuação, como na comunidade onde vivem. “As quebradeiras de coco babaçu são as verdadeiras guardiãs dos babaçuais, elas são a garantia da preservação da natureza, de matéria prima, o coco babaçu”, ressaltou.

Para a coordenadora Marinalda Rodrigues, o evento reforça a necessidade das mulheres estarem juntas na defesa dos seus direitos. “Nós no Miqcb da Regional Piauí temos a grande satisfação de realizarmos essa ação. Em cada atividade coletiva que realizamos sentimos a força do movimento das quebradeiras de coco babaçu e estamos satisfeitas com a repercussão positiva dessa atividade”, afirmou.
A ação contou com a presença de mulheres dos municípios de Luzilândia, Joca Marques, Esperantina, São João do Arraial, Campo Largo, Barras, entre outros.

Em comemoração ao mês da Mulher, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB da Regional Mearim/Cocais reuniu cerca de 100 mulheres da região para debater temas como Lei Babaçu Livre, saúde da mulher e enfrentamento e combate à violência contra a mulher. A ação foi realizada na Associação das Quebradeiras de coco Babaçu, em Codó-MA.
O tema do combate e enfrentamento a violência contra à mulher foram trazidos pelas profissionais que atuam no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e pela assessoria jurídica do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

Para a profissional do CRAS, Andrea Araújo, as mulheres devem se apropriar dos seus direitos para além dos benefícios que elas já conhecem, como o Bolsa Família, por exemplo, mas também dos seus direitos socais, como o acesso aos mecanismos de defesa das mulheres, como a Lei Maria da Penha. “Vocês têm a responsabilidade de saberem dos seus direitos e saberem que podem e precisam fazer a denúncia, precisam de proteção e se protegerem contra toda e qualquer violência, principalmente a doméstica”, ressaltou.
Contribuindo para a discussão também foi trazido o tema da Saúde da Mulher, com os profissionais do Centro de Testagem e Aconselhamento e Agentes de Saúde. De acordo com Fabiana Silva do CREAS, o tema da saúde da mulher exige cuidado e atenção. “A nossa saúde é baseada em prevenção, antes da doença aparecer é importante prevenir, os exames são fundamentais, como para prevenir o câncer de mama, uterino e de ovários, isso sem falar em outras causas, como emocionais e hereditárias”, destacou.
Já o tema da Lei Babaçu Livre foi abordado pela assessora jurídica do Miqcb Sandra Regina, que destacou o papel fundamental das quebradeiras de coco no impulsionamento da pauta nos espaços públicos. “O Movimento de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu tem um papel crucial na defesa dos territórios, dos babaçuais, isso depende de nossa articulação nos espaços públicos, estarmos presentes nos espaços de decisão e proposição de políticas públicas”, afirmou.

Audiência – A noite foi marcada pela presença das mulheres na Câmara Municipal de Codó, onde a coordenadora regional do Miqcb, dona Maria Alaídes fez a leitura da minuta da Lei do Babaçu Livre e trouxe para os vereadores a necessidade de se pautar a luta das quebradeiras de coco babaçu da cidade de Codó. Muito bem recebida pelos vereadores, a minuta da Lei seguirá para o diálogo institucional entre o Miqcb e os colegiados que irão aderir a pauta.
Participaram da ação os Quilombos Monte Alegre, Barro vermelho, São Benedito dos Colocados, Sardenha, Santo Antônio dos Pretos, Barra do saco entre outros.

O Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) Regional Pará realizou intervenção social em alusão ao Dia Internacional da Mulher no dia 8 de março. Cerca de 100 quebradeiras de coco se reuniram na Praça Central de São João do Araguaia, para uma programação intensa, que incluiu palestras, feira do Babaçu e caminhada com panfletagem no entorno da Praça.
Na oportunidade também foi lançada a campanha “Tem Floresta em Pé, Tem Mulher” que nasceu para dar visibilidade ao trabalho de mulheres que contribuem para a preservação ambiental da Amazônia. O curta metragem está disponível na página oficial do MIQCB no Youtube, para assistir basta clicar aqui.
A diretora financeira do MIQCB e coordenadora executiva da Regional Pará, Cledeneuza Maria, abriu a feira e os diálogos. Para ela, construir esses momentos de trocas entre quebradeiras de coco e cidadãos locais aproxima a realidade do campo e a atividade urbana, os benefícios são mútuos.

O destaque da programação preparada pelo Pará foi a Feira Agroecológica. Os produtos em exposição, provenientes das atividades desenvolvidas nas próprias comunidades estiveram à venda para todas as pessoas de São João do Araguaia (PA).
A quebradeira de coco Ana Lucia Rodrigues da Silva, que expôs seus produtos na feira, contou que tem um ano que se especializou em produzir derivados do coco. Ela avalia que ações como essa envolve a comunidade, divulga os produtos e promove socialização, isso é muito bom”. Além da farinha, da amêndoa e do azeite proveniente do babaçu, ela também comercializa derivados do agroquintal.
Autoridades Locais
O Gerente do Banpará do município de São João do Araguaia, José Ailson, esteve no evento para apresentar o Projeto Empodera, que oferece linha de crédito para as mulheres empreendedoras, em parceria com o Governo do Estado. Pensado para a futura geração, é uma poupança que gera renda futura com investimento inicial acessível.
Na ocasião, uma conta foi doada à Maria Valentina Oliveira da Silva, neta de quebradeira de coco babaçu, com valor depositado de R$ 200. Esse rendimento vai custear o futuro da menina de 8 anos, tanto nos estudos quanto no empreendedorismo. O projeto é exclusivo para mulheres empreendedoras que atuam em qualquer ramo, no setor formal ou informal. Para saber mais e se cadastrar, é preciso procurar o banco no município.
Outra contribuição importante, foi do Ministério Público do Pará (MPPA), por meio da presença da assessora da Promotoria, Emayra Lima Leite, que reforçou a força das mulheres quebradeiras de coco babaçu para a região. “É perceptível o trabalho dessas mulheres guerreiras, vocês constroem essa cidade”.

A presença do MPPA é significativa no que se refere à preservação ambiental e proteção da tradição coletiva da quebra de coco babaçu, além de representar forte aliança da instituição que defende os interesses coletivos da sociedade com o MIQCB, que luta pela proteção do meio ambiente, de interesse de todos e todas.
O pastor da Igreja Evangélica, Everaldo Novaes, trouxe a palavra de Deus por meio de uma oração que agradecia pelo trabalho das quebradeiras de coco. Ele até lembrou que “minha avó foi quebradeira de coco e eu ainda comia o gongo frito que ela fazia”. A prece foi feita a partir da gratidão pelo babaçu, que alimenta, que é renda, que promove dignidade e que, também, une mulheres de diferentes comunidades em defesa da Floresta em Pé.

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