Miqcb participa de Fórum Brasileiro de Inovação Orientada por Missões

Nos dias 30 e 31 de outubro, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB foi representado pela coordenadora Maria José, no 1.º Fórum Brasileiro de Inovação Orientada por Missões. O evento foi realizado pelo World-Transforming Technologies (WTT) e a Agência de Inovação da USP (Auspin), no Inova USP, em São Paulo.

O Fórum reuniu representantes do governo, da indústria, da academia, do setor privado e da sociedade civil para discutir a importância da adoção da prática de inovação orientada por missões no Brasil. O desenvolvimento sustentável do País e seu posicionamento de liderança na bioeconomia foram pontos-chave do debate.

“O Fórum foi ótimo, superou nossas expectativas. Ficamos especialmente felizes com a ampla participação da sociedade civil e da academia nas discussões. A gente espera que o evento seja um divisor de águas na inserção desses atores na construção da agenda de inovação orientada por missões no Brasil”, destacou André Wongtschowski, diretor de inovação da WTT.

No primeiro dia, segunda-feira (30), os debates foram focados nas experiências de organizações e movimentos sociais como, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), o projeto Saúde e Alegria, a Coalizão Negra por Direitos e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), entre diversos outros movimentos.

“Participar de espaços como esse onde podemos dialogar com pesquisadores e outras organizações é muito importante porque, juntos, possamos discutir e buscar soluções no que diz respeito as questões ambientais, inovações e serviços do desenvolvimento sustentável”, pontuou Maria José, coordenadora executiva do MIQCB Regional Imperatriz-MA.

Houve ainda aulas “Ciência, Tecnologia, Sociedade e Inovação: debate recente”, de Janaina Oliveira Pamplona da Costa (UNICAMP) e “Governança Viva na perspectiva de Territórios Sustentáveis e Saudáveis: a experiência da FIOCRUZ e do Fórum de Comunidades Tradicionais”, de Sidélia Silva e Ariane Rosa Martins (Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina/FIOCRUZ).

No segundo dia do Fórum, os eventos foram centrados em apresentações sobre o contexto de missões na atualidade. Para falar da perspectiva global, o evento contou com a apresentação do professor Caetano Penna, da Delft University, enquanto Maycon Stahelin, da Embrapii, abordou questões referentes ao cenário nacional.

Na parte da tarde, os convidados se dividiram nas mesas temáticas Amazônia, Indústria, Transição Energética, Agricultura e Saúde para debates mais próximos sobre experiências e expectativas da abordagem de missões nesses temas.

As atividades contaram com cerca de 90 participantes de órgãos públicos, agências de fomento, academia, institutos, empresas e movimentos sociais, representantes de instituições como o Instituto Clima e Sociedade, Ministério dos Povos Indígenas, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, SEBRAE, Pacto Global, Confederação Nacional da Indústria, The Nature Conservancy FINEP, BID Lab, CNPq, Petrobras, Embrapii, entre diversas outras.

A coordenadora de projetos do MIQCB, Anny Linhares também participou das atividades.

Miqcb e UEMA assinam Acordo de Cooperação Técnica e científico

Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – Miqcb e a Universidade Estadual do Maranhão – UEMA assinam Acordo de Cooperação Técnica, acadêmica, científica e cultural, visando o desenvolvimento de atividades em vários âmbitos, tais como programas e projetos, a oferta de cursos de formação, bem como outras atividades ligadas aos amplos campos do ensino, pesquisa e extensão. A assinatura ocorreu nesta quarta-feira, 08, na Reitoria da Universidade, em São Luís-MA.

O ACT foi assinado pela coordenadora geral do Movimento, Maria Alaídes e o Reitor, Prof. Dr. Walter Canales Sant’ana.

“A assinatura de ACT com a UEMA marca a celebração da parceria que visa, entre outras ações, a criação de um futuro curso de licenciatura para atender nossas quebradeiras de coco babaçu. Muito feliz por essa oportunidade de dialogar uma comunicação contextualizada para nossas companheiras, nossos filhos e netos”, declarou Maria Alaídes, coordenadora geral do MIQCB.

A ação foi uma articulação do Centro de Formação das Quebradeiras de Coco Babaçu. O Centro de Formação é uma iniciativa do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, por meio do Projeto Floresta de Babaçu em Pé e conta com financiado pelo Fundo Amazônia e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O reitor prof. Dr. Walter Canales Sant’ana declara que “essa parceria é importante porque possibilita que novos cursos, inclusive cursos de licenciatura que já é projetado pelas quebradeiras de coco e os professores da UEMA, eles possam se concretizar. Além disso, outras parcerias relacionadas as pesquisas, a extensão universitária será contemplada. Portanto, é um momento em que a Universidade se alia a esse importante Movimento para que, por meio da educação, possamos oportunizar um desenvolvimento cada vez melhor”, pontuou.

A professora do departamento de História da UEMA, Viviane de Oliveira explicou que o Acordo de Cooperação Técnica e Científico celebrado é de suma importância porque visa a formação das quebradeiras de coco babaçu em termos de extensão e também em cursos que venham contemplar o nível superior.

“A ideia é que o Programa de Formação Docente para a Diversidade Étnica (Proetnos) possa abrigar a licenciatura em educação do campo, com ênfase em ciências humanas, sociais e questões agrárias para atender o público das quebradeiras de coco e jovens agroextrativistas nas áreas de ocorrência de babaçuais”, explicou a professora.

Participaram das atividades as coordenadoras Cledeneuza Maria (Pará), Marinalda Rodrigues (Piauí), Edinalva Ribeiro (Tocantins), Maria José (Imperatriz), Vitória Balbina (Baixada Maranhense) e Áurea Maria (Mearim / Cocais), bem como a coordenadora pedagógica do Centro de Formação, Ana Maria e a coordenadora do projeto Floresta, Anny Linhares.

Miqcb realiza segundo Módulo para alunas do Centro de Formação

Quebradeiras de coco babaçu dos estados do Pará, Piauí, Maranhão e Tocantins, que fazem parte do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), participaram do segundo Módulo do curso “Quebrando saberes, elaborando projetos socioambientais e preservando a floresta de babaçu”. As atividades foram realizadas entre os dias 16 a 21 de outubro, no Centro de Formação das Quebradeiras de Coco Babaçu, localizado em São Luís-MA.

O tema do segundo módulo foi: “Gestão de Projetos Socioambientais, Auto-Organização e Protagonismo das Mulheres, Movimentos Sociais e Miqcb” e terá certificação do Instituto Federal do Maranhão-IFMA. O conteúdo programático incluiu as temáticas: Gestão em Projetos Socioambientais; Auto-organização e Protagonismo da Mulher na organização comunitária; Histórico dos Movimentos Sociais e do MIQCB; Colonialismo e Capitalismo no Campo.

“Desde a primeira turma, que teve início com o lançamento do Centro de Formação, em maio deste ano, percebemos que nossa luta e nosso sonho de fato tornou-se realidade. Ao longo desses meses contamos com várias parcerias e apoios, como é o caso do IFMA que fará a certificação do nosso curso”, declarou Maria Alaídes, coordenadora geral do MIQCB.

Durante a execução das aulas, estudantes da Licenciatura em Artes Visuais, do IFMA Campus Centro Histórico participaram das atividades, pois os mesmos fazem parte do projeto de extensão que apoia o Curso do Centro de Formação. As aulas contaram com acessibilidade para pessoas surdas, por meio de contribuições da professora tradutora e interprete de libras e de alunos que dominam a língua brasileira de sinais (Libras). Além disso, o IFMA fará a certificação dessa primeira turma, do primeiro ao terceiro módulo

“A parceria do IFMA e MIQCB foi firmada por meio da aprovação de um projeto de extensão ‘Educação do Campo: quebrando saberes, elaborando projetos socioambientais e preservando a floresta de babaçu’. Essa primeira turma, que tem na sua grade curricular três módulos, receberá a certificação pelo IFMA. Ou seja, todo o curso dessa primeira turma será certificada pelo IFMA. Então, esta parceria amplia a atuação do Campus junto aos movimentos sociais e reforça nosso compromisso com a oferta de educação pública como direito de todas e todos”, declarou a professora Michelle Teixeira, coordenadora pedagógica do IFMA.

Na sexta-feira (20), alunas do Centro de Formação receberam visitantes ilustres: Arthur Azevedo, Maria Firmina e a baronesa de Grajaú, Ana Rosa Lamaner, interpretados pelos alunos do IFMA, Campus Centro Histórico de São Luís, Carlos Gabriel, Fernanda Gomes e Geyssa Valeska, respectivamente. A apresentação foi realizada pelo grupo Conexão História, um grupo composto por alunos que interpretam 11 personagens marcantes da história do Maranhão. Por meio da atuação, o grupo Conexão História visa sensibilizar com arte, alegria e emoção.

As alunas também tiveram a oportunidade de visitar o Museu Cafua das Mercês (Museu do Negro), sendo recepcionadas pelo coordenador Biné e as monitoras, que deram uma verdadeira aula sobre o espaço e o acervo existente. O Museu Cafua tem como objetivo principal divulgar a história e memória da escravidão e da cultura afro brasileiro maranhense, contribuindo para reconhecimento da nossa diversidade cultural e valorização da matriz cultural africana.

O Centro de Formação – é uma iniciativa do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, por meio do Projeto Floresta de Babaçu em Pé e conta com financiado pelo Fundo Amazônia e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O curso terá carga horária total de 300 horas/aula de formação, compreendendo três dimensões do processo formativo da pedagogia da alternância: tempo escolar, tempo comunidade e intercâmbios. Ou seja, serão 180 horas aulas presenciais em São Luís, 96 horas na comunidade e 24 horas de intercâmbio nas regionais do Movimento.

Raimunda Nonata de Oliveira, quebradeira de coco da Regional Imperatriz-MA, fala da importância do Centro de Formação para as quebradeiras. “O Centro de Formação é um privilégio para nós quebradeiras porque é um espaço onde aprendemos e compartilhamos nossas experiências”, declarou.

Dona Maria de Sousa, município de Itupiranga da Regional Pará também pontuouo a importância do Centro de Formação. “Aqui é um espaço muito importante para mim porque capacita a gente. Aprendemos várias coisas como a elaboração de projetos, empoderamento feminino, machismo, aprendemos sobre nossos direitos e muito mais”, frisou.

As aulas do segundo módulo foram ministradas pelos seguintes educadores: Profa. Msc. Symone Maria Falcão, Profa. Msc. Lara Ramos, Profa. Msc. Carol Magalhães, Profa. Msc Ariana da Silva, Profa. Dra. Viviane Barbosa, Prof. Dr. Sávio Rodrigues e pelas colaboradoras do MIQCB, Anny Linhares e Ana Maria Ferreira.

Fundo Babaçu integra comitiva de Fundos em reunião Anual de Financiadores da Bacia Amazônica

Entre os dias 16 a 19 de outubro, a coordenadora executiva do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu- Miqcb, Marinalda Rodrigues, a coordenadora técnica, Luciene Dias Figueiredo e representantes da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia estiveram em Letícia, na Colômbia, para participar da Reunião Anual de Financiadores da Bacia Amazônica (FAB) 2023.

O encontro foi promovido pela FAB (Funders of the Amazon Basin) “Rede de Financiadores da Bacia Amazônica” e contou com a presença da Rede de Fundos Comunitários, Doadores e Parceiros, como a Fundação Ford, o CLUA (Climate and Land Use Alliance) que é a Aliança para o Clima e o Uso da Terra, dentre outros.

Fundos Comunitários são fundos criados e gerenciados por movimentos sociais territoriais; não são Fundos para, nem fundos com, mas são fundos dos movimentos sociais da Amazônia.

“Foram dias maravilhosos. Ao lado de representantes indígenas, extrativistas e quilombolas falamos dos nossos territórios e da importância dos Fundos Comunitários como mecanismos de apoio direto as nossas comunidades. Aproveitamos a oportunidade para apresentar o Fundo Babaçu, um importante Fundo que apoia as quebradeiras de coco babaçu”, pontuou Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB Regional Piauí.

A Secretária Executiva do Fundo Babaçu, Luciene Dias Figueiredo apresentou um breve histórico do Fundo Babaçu: criado em 2012, o Fundo Babaçu tem como propósito atuar para a conservação dos babaçuais diretamente associada ao fortalecimento e reconhecimento dos modos de vida das mais de 300 mil mulheres quebradeiras de coco babaçu. A Gestão financeira é realizada pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e o Comitê Gestor é a instância deliberativa que toma todas as decisões de forma participativa.

Com apoio da Fundação Ford foram lançados 6 editais, desde 2013, tendo apoiado 46 organizações com valor total de mais de R$ 700.000,00. Com a recente internalização de recursos do Fundo Amazônia em 2023, o Fundo lançou edital de R$ 1.6000,00 para projetos em Maranhão, Tocantins e Pará. Suas categorias de projetos: Pindova; Capota e Curinga.

Durante o encontro foram reivindicados apoios e financiamentos nas áreas:

  • Financiamento climático deve priorizar o apoio direto aos povos da florestas por meio das organizações;
  • Governos, cooperação internacional e filantropia devem garantir o apoio aos fundos comunitários respeitando seus princípios e procedimentos;
  • Os procedimentos administrativos e financeiros dos doadores devem se adequar à realidade dos povos e comunidades em seus territórios;
  • O custo financeiro das organizações e seus mecanismos deve ser considerado um investimento, não uma despesa;
  • Os apoios às comunidades tradicionais devem acontecer independentemente da regularização fundiária de seus territórios.

FUNDOS ESTABELECIDOS COMO BASE DA REDE DE FUNDOS COMUNITÁRIOS:
Fundo Dema; Fundo Autônomo de Mulheres Rurais Luzia Dorothy do Espírito Santo; Fundo Timbira: Pêmpxá, Wyty-Cate; Fundo Quilombola Mizizi Dudu; Fundo Babaçu; Podáali – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira; Fundo Indígena do Rio Negro [FIRN]; Fundo Puxirum dos Extrativistas da Amazônia Brasileira

Ministro do MDA e Governo do Maranhão dialogam com movimentos sociais na casa do MIQCB

Nesta sexta-feira (27), as quebradeiras do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB e representantes de movimentos sociais de vários seguimentos do Maranhão receberam, nesta sexta-feira, 27, o Ministro do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, o governador do Estado do Maranhão, Carlos Brandão e outros órgãos Federal e Estadual para dialogar e entregar pautas de reivindicações.

A ação aconteceu na sede administrativa do MIQCB “Casa Palmeira de Babaçu Dada e Dijé”, no Centro de São Luís-MA. A atividade foi uma demanda do MDA, que solicitou as dependências do MIQCB para dialogar com os movimentos sociais.

Acesso à terra, à água, regularização coletiva dos territórios, investimentos em infraestruturas das unidades produtivas para fomentar os subprodutos do babaçu, dos quintais produtivos, cisternas, implantação de sistemas agroflorestais, energia solar e outras tecnologias que possibilita qualidade de vida e bem viver das comunidades tradicionais e famílias rurais, foram pautas do diálogo.

“Hoje, é com muita alegria que recebemos o Ministro do MDA e o Governo do Estado aqui na nossa casa para que eles possam escutar nossos companheiros de movimentos sociais sobre os desafios da produção, segurança alimentar, acesso à tecnologia, segurança no campo e outras demandas”, declarou Maria Alaídes de Sousa, coordenadora geral do MIQCB.

Companheiros da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão – FETAEMA, Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra- MST, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, Centro de Cultura Negra – CCN e outros movimentos entregaram carta com demandas para o Ministro e o governador do Maranhão.

O Ministro Paulo Teixeira agradeceu a presença dos movimentos sociais, em especial o às quebradeiras de coco babaçu. Ele lembrou do diálogo feito pelas quebradeiras no Ministério, em Brasília, no mês de agosto onde as quebradeiras levaram demandas de regularização fundiária e violência no campo sofrido por lideranças.

“Agradecimento especial a todas as quebradeiras de coco do movimento! Obrigado por nos receber na casa de vocês com tanto carinho, ensinamentos e sobretudo, sempre com uma demonstração de força e linda ancestralidade”, pontuou, Paulo Teixeira.

Durante a visita, a Embrapa Cocais apresentou uma ferramenta de uso individual para quebra do coco babaçu. O equipamento precisa de melhorias no que diz respeito a produtividade. Ou seja, a máquina é bastante lenta em relação a quebra do coco realizado pelas quebradeiras utilizando a lâmina de machado e porrete.

Participaram da reunião movimentos sociais do Maranhão, Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão-ANATER, Companhia Nacional de Abastecimento- CONAB, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, secretarias estaduais, Embrapa Cocais.

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Quebradeiras de coco da Regional Baixada recebem capacitações sobre boas práticas de produção

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, em Parceria com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional dos Lagos Maranhenses- Conlagos, realizou entre os dias 18 e 19 de outubro, na Aldeia Nova Vila, Território Taquaritiua, no município de Viana, o Módulo I: “Boas práticas de produção, controle de qualidade e segurança do trabalho”.

A atividade faz parte do curso de capacitação das extrativistas realizado pelo Conlagos Consórcio, através do Projeto Fortalece Sociobio, que visa a geração de renda e melhoria da qualidade de vida das quebradeiras de coco babaçu da região.

O projeto “Apoio à produção de azeite e óleo de coco babaçu em agroindústrias comunitárias no Maranhão: compra de equipamentos, capacitação e marcas coletivas”, tem como objeto o apoio à estruturação produtiva da cadeia do coco babaçu no Maranhão, através da compra de equipamentos para agroindústrias comunitárias, capacitação das extrativistas e promoção de estratégias de agregação de valor em 5 (cinco) municípios do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional dos Lagos Maranhenses, além de estruturar a cadeia produtiva do babaçu, agregando valor aos produtos e gerando renda para agricultores familiares através da implementação e reestruturação de miniusinas de beneficiamento do coco babaçu.

“Foi uma experiência incrível. Todo conhecimento é bem-vindo para melhorar nossa produção e produtividade, pois nossa renda vem do coco babaçu”, declarou Girlane Belford, coordenadora de base do Miqcb.

A capacitação foi realizada em parceria com o MIQCB e foi ministrado pela professora Ana Lourdes; coordenadora institucional do Conlagos, Luciana Rabelo; com o apoio da assessora técnica do MIQCB, Flávia Azeredo; da coordenadora do MIQCB da Regional da Baixada, Gerlane Mendes; coordenadora administrativa do Conlagos, Fátima Furtado e da assessora do MIQCB Regional Baixada, Hiolanda Costa.

“Tivemos a oportunidade de vivenciar a prática cultural das quebradeiras, desde a junta do coco, até o uso do maquinário na produção dos produtos oriundos do babaçu. Encerramos as atividades com um momento de integração cultural com povo Akroá Gamella”, frisou Ana Lourdes, professora que ministrou o curso.

PRORROGADO: Miqcb está com Termo de Referência aberto para contratação de consultoria

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB está com Termo de Referência aberto para contratação de consultoria para elaboração de Plano de Proteção, Cuidados e Autocuidados para MIQCB. Inscrições prorrogadas até 10 de novembro de 2023.

A contratação de consultoria para elaboração de Plano de Proteção, Cuidados e Autocuidados se dará no âmbito do contrato de concessão de colaboração financeira não reembolsável BUILD, celebrado entre a Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), com apoio da Fundação Ford Brasil, no âmbito do Projeto “Quebradeiras de coco babaçu na defesa dos territórios para “nascer, crescer, germinar, parir e morrer ”.

CONFIRA O TERMO DE REFERÊNCIA:

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MIQCB

MOVIMENTO INTERESTADUAL DAS QUEBRADEIRAS DE COCO BABAÇU

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