
Cânticos, danças e muita animação marcou o primeiro dia do IX Encontrão das Quebradeiras de Coco Babaçu, realizado pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, em Augustinópolis, Tocantins. O evento contou mais de 300 mulheres dos estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí. O Encontrão iniciou nesta quarta-feira (12) e vai até sexta-feira (14), no Colégio Manoel Vicente de Sousa.
O IX Encontro Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, tem por objetivo reunir mais de 240 mulheres representantes de suas comunidades, territórios e grupos locais para trocar experiências, debater diversos temas como Contexto Político dos Movimentos Sociais no Brasil e no Mundo; Racismo Ambiental e Mudanças Climáticas; Cooperativismo; Terra, Território e Babaçu Livre; Direitos e Protagonismo das Juventudes; Consulta Prévia, Livre e Informada. De igual importância será realizada a eleição da nova coordenação do MIQCB para os próximos quatro anos.

A coordenadora geral do Miqcb Maria Alaídes destacou com muita alegria a realização do primeiro dia de evento. “Quero agradecer a Deus por mais um Encontrão. Agradecer todas as nossas companheiras das seis regionais do Miqcb (Pará, Tocantins, Piauí, Mearim/Cocais, Baixada Maranhense e Imperatriz-MA), que juntas, de mão dadas, estamos realizando esse grande evento”, frisou Alaídes.
Em seguida, o companheiro de luta das quebradeiras e pesquisador, prof. dr. Alfredo Wagner de Almeida, da Universidade Federal do Amazonas apresentou o tema: “Cenário Político dos Movimentos Sociais do Brasil e do Mundo”. Na ocasião, foi apresentado grandes empreendimentos que afetam o modo de vida das comunidades tradicionais.

“As quebradeiras de coco babaçu têm uma grande importância histórica, econômica, social, política, ambiental e cultural na chamada “região dos babaçuais”, que engloba partes dos estados do Pará, Piauí e Tocantins e, principalmente, do Maranhão. A atividade dessas mulheres está constantemente ameaçada, seja pelos fazendeiros que tentam impedir o acesso delas aos babaçuais, pela expansão do agronegócio na região de predominância dos babaçuais, pela dificuldade da comercialização dos produtos oriundos do babaçu, ou pela dificuldade de acesso à terra e aos babaçuais, que garantem às quebradeiras a continuidade do seu modo de vida”, explicou, professor Alfredo.
“Há um elevado índice de contaminação nos empreendimentos de agronegócios na área do Matopiba com uso de agrotóxicos através de pulverizações aéreas. Os empreendimentos dos agronegócios funcionam como “novas plantations” e neste sentido reproduzem parcialmente uma situação colonial: grandes extensões de terras (desmatamentos), imobilização da força de trabalho (denúncias de trabalho análogo à escravidão), monocultura, economia agrárioexportadora”, concluiu.

No turno da tarde foram realizadas cinco oficinas com os seguintes temas: Território e Babaçu Livre; Mulheres, Racismo Ambiental e Mudanças Climáticas; Consulta Prévia e Protocolos Autônomos; Cooperativismo (CIMQCB), Acesso aos Mercados e Agroecologia e Juventudes, Direitos e Protagonismo.
No final do dia foi realizado a Feira agroecológica das quebradeiras de coco babaçu. Foram comercializados azeite, óleo, biscoitos, bolos, sabão, sabonetes, artesanatos, tudo proveniente do coco babaçu.
PARCEIROS – O IX Encontrão recebeu dois grandes apoiadores do Miqcb: Oxfam Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES.

A coordenadora de Justiça Racial e de gênero da OXFAM Brasil, Tauá Pires destacou a importância de participar do Encontrão.
“Para a Oxfam Brasil é um prazer está participando do IX Encontrão das quebradeiras de coco. Primeiro porque existe uma aposta muito grande que essa sociedade que a gente está almejando, seja uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais solidária, menos desigual, depende desse tipo de mobilização que naturalmente é feito pela forma como as quebradeiras de coco se organizam e pensam esse futuro no tempo presente. Então fortalecer organizações como o Miqcb pra gente é muito importante porque o tema das mudanças e justiças climáticas é urgente para todo mundo. Então a ação das quebradeiras de coco babaçu, a forma como é feito o manejo sustentável é muito importante para esse discursão global”, declarou.

Cleber Zambarda, gestor do Fundo Amazônia que é gerido pelo BNDES disse que “participar desse evento é uma alegria, privilégio não só porque o evento é de extrema importância para o MIQCB, mas porque representa o momento de retomada do projeto floresta de babaçu em pé, que conta com o apoio do Fundo Amazônia. Uma iniciativa muito importante, não só para a preservação dos babaçuais e da Amazônia, mas também para o empoderamento de mulheres agroextrativistas que vivem a partir da floresta”, concluiu.
A gerente de projetos do BNDES, Cláudia Nessi também participou do evento.





Mais de 300 mulheres quebradeiras de coco babaçu dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará estarão reunidas, entre os dias 12 a 14 de julho, em Augustinópolis, no Tocantins, para participar do IX Encontrão das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu. O evento é uma realização do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu- MIQCB e será sediado na Colégio Estadual Manoel Vicente de Sousa, localizada no Centro de Augustinópolis.
Durante os três dias de programação, além da eleição para a coordenação geral e confirmação das coordenadoras regionais (eleitas ao longo da realização dos Encontrinhos), serão definidos o Planejamento Estratégico do MIQCB para os próximos cinco anos, além de oficinas e debates sobre as principais temáticas que impactam a vida das quebradeiras de coco babaçu como: Território e Babaçu Livre; Racismo Ambiental e Mudanças Climáticas; Cooperativismo, Acesso aos Mercados e Agroecologia; Juventudes, Direitos e Protagonismo.
Um destaque no evento é a realização da feira de produtos agroextrativistas. A Feira será realizada na quarta-feira (12) e quinta-feira (13), em frente ao Colégio Estadual Vicente de Sousa, a partir das 17h. Teremos diversos produtos: azeite, óleo, biscoitos, bolos, sabão, sabonete artesanatos provenientes do coco babaçu, além de frutas, verduras e hortaliças da agricultura familiar. Durante a comercialização haverá ainda atrações culturais.
SERVIÇO:
O QUE: IX Encontrão das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu
QUANDO: quarta-feira (12) a sexta-feira (14), a partir das 8h30min.
ONDE: Colégio Estadual Manoel Vicente de Sousa
Endereço: R. Dom Pedro I, S/N, Centro- Augustinópolis – TO

No dia 04 de julho, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-Miqcb, integrantes do Comitê Gestor do Fundo Babaçu e parceiros realizaram uma live para esclarecer dúvidas sobre os Editais abertos na ordem de 1,8 mi para apoiar projetos Socioambientais de quebradeiras de coco babaçu.
Quem não assistiu a live pode acompanhar pelo link abaixo:
Perguntas e Respostas dos Editais 6º e 7º do Fundo Babaçu
· Pode ser colocado no Projeto recursos para horas de aração?
Sim podem colocar, mas horas de aração precisa ser bem justificada de maneira que não fique dúvidas de que a aração não vai compactar o solo e trazer outros prejuízos.
· Pode ser colocado no Projeto recursos para pagamentos de trabalho braçal?
Sim, só lembrando que pagamentos a pessoas físicas é necessário ter a Nota da prefeitura (nota de serviço pessoa física).
· Organizações/associações precisam ter/estarem formalizadas com CNPJ, Estatuto Social para serem proponentes?
· Pode ter uma associação proponente e ter outra associação como implementadora?
SIM. Neste caso, e mesmo que ambas sejam legalmente constituídas, ainda assim se aplica o critério de Termo de Parceria e, quando for uma organização formalizada e uma informal também se aplica adoção do Termo de Parceria (modelo anexado tanto no 6º quanto no 7º Edital)
· É possível com esse Edital / projeto fazer Reforma/construção de Casa para Beneficiamento de Produtos, conforme regras da Vigilância Sanitária?
SIM. Os Editais apoiam o Fortalecimento das Cadeias Produtivas Agroextrativistas de Base Agroecológica, vide página 12 do 6º Edital e, página 09 do 7º Edital.
Leiam atentamente às regras do Edital quando se trata de custos com OBRAS CIVIS E INSTALAÇÕES, no 6º Edital, Item 9. ORÇAMENTO DO PROJETO, página 21; no 7º Edital, mesmo item 9., páginas 12 a 15.
· Posso adquirir produtos da Agroecologia / Agricultura Familiar (ex: alimentação), podendo apresentar somente Recibo Simples, com CPF, até quantos reais é possível?
Produtos da agricultura familiar, agroecológicos, extrativistas podem ser previstos na proposta, só considerar que os mesmos, assim como quaisquer outros produtos devem estar integrados às atividades, ao todo do projeto.
Quanto ao uso de recibos simples por pessoa física (CPF) para prestação de contas de projeto, cabe analise de valor e se o fornecedor não se enquadrar na emissão de Nota Fiscal ou Nota de Serviço. Na oportunidade, informamos que para os projetos aprovados faremos Oficina de Capacitação onde estas orientações serão dadas- gestão do projeto, prestações de contas e relatórios.
· É necessário ter uma Conta Corrente específica no Banco, para receber recurso/parcela do Projeto?
SIM.
· Posso contratar uma pessoa para coordenar/gerenciar o projeto, por Contrato ou CTPS durante o tempo que durar o mesmo?
SIM. Contudo, leia atentamente às regras do Edital quando se trata de custos com Recursos Humanos. No 6º Edital, página 18, Item 9. ORÇAMENTO DO PROJETO; no 7º Edital, página 12, Item 9. ORÇAMENTO DO PROJETO, além de considerar os Itens Financiáveis 9.2 e Itens Não Financiáveis 9.3, expressos nos editais.
· Já possui alguma data para a disponibilização dos recursos? O início dos projetos deve ter início ainda esse ano?
A primeira parcela do recurso está prevista para os 23 a 27 de outubro deste ano, após finalização das outras etapas do processo. Contudo é reservado ao BNDES, gestor dos recursos do Fundo Amazônia a não objeção aos Projetos selecionados pelo Comitê Gestor do Fundo Babaçu, portanto a divulgação do resultado do 6º Edital Fundo Babaçu/Fundo Amazônia, só ocorrerá depois da citada não objeção.
A execução do projeto deve iniciar logo após o pagamento da 1ª Parcela.
· Gostaria de saber se organizações não formais podem acessar recursos destinados para o estado do Piaui.
Sim pode, desde que em parceria com organização legalmente constituída e com Termo de Parceria estabelecido, conforme 7º Edital, Item7. CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE, página 10, letra “d)”.
· Uma pena o Fundo só apoiar organizações constituídas a dois anos. Diante do contexto do Maranhão muitas organizações são de economia solidária e informais
No 7º Edital específico para o Estado do Piauí a exigência é de no mínimo 1 (um) ano constituída.
Embora o 6º Edital, exija dois (02) anos de constituição da proponente, observe a possibilidade de concorrer em parceria com organizações que atendam os critérios na página 11, Item 7. CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE, letras “c” e “d” da página 13.
· Sobre a duplicidade de projeto por organização, a UAEFAMA vai pleitear um projeto, as EFA´s podem pleitear também outros projetos? São CNPJ diferentes.
SIM, podem. Contudo, as EFA´s que apresentarem projetos próprios não devem constar na proposta da UAEFAMA, pois será considerado duplicidade, sobreposição de recursos.
· Como Comitê Gestor Fundo Babaçu vê a importância de ter 2 Editais Publicados para receber propostas de projetos? Como está sendo a divulgação do Edital com Recursos do Fundo Amazônia?
Uma maravilha, devido as dificuldades, preconceitos e ataques dos últimos anos esse recurso veio pra valorização das mulheres, que os lançamentos desses editais são sinais de esperança, que isso também e um método de valorização dos babaçuais.
E que todo o Comitê Gestor está feliz com a retomada dessas ações.
Sobre a divulgação do referido Edital, bem como de ambos 6º e 7º, houve o evento de lançamento, com spot em rádios de audiência nas comunidades e municípios de abrangência, redes sociais da MIQCB (instagram, facebook, youtube), redes sociais de organizações parceiras, notícias em programas de TVs, rádios e portais/blogs, realização de Lives, e produção de um panfleto para distribuição em eventos.
· As quebradeiras de coco indígenas que não participam do MIQCB podem pleitear projeto?
SIM. Toda organização de quebradeiras de coco babaçu sendo elas indígenas ou não indígenas, mesmo que não estejam organizadas no Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, podem apresentar propostas desde que atendam os critérios dos Editais.
· Os municípios de abrangência. Assim Itupiranga no Pará, com ocorrências de babaçuais e grupos de jovens e mulheres utilizam os recursos babaçu e estão se organizando, podem fazer o projeto?
SIM, podem. Sobre a abrangência geográfica do 6º Edital é necessário combinar que a área do projeto esteja na Amazônia Legal e em floresta de babaçuais.
· Tem diferença em valores entre cooperativa e associação?
NÃO. A diferença de valores é para Categorias de Projetos (Pindova, Capota e Curinga) e não entre tipos de organizações.
· Se um grupo de mulheres faz parte do MIQCB e de outras associações locais, podem fazer através destas últimas.
SIM pode. Se os grupos forem informais podem apresentar em parceria (Termo de Parceria) com as associações locais e legalmente constituídas. Se as associações locais quiserem apresentar seu projeto também podem, contudo necessário observar UM único projeto por proponente-por CNPJ.
Na oportunidade esclarecemos que a Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-AMIQCB não pode apresentar projetos, pois a mesma é membro do Comitê Gestor do Fundo Babaçu.
· Uma organização que é membro do Comitê Gestor do Fundo Babaçu pode apresentar uma proposta como parceira para ajudar uma organização não formalizada?
NÃO. Uma instituição que integra o Comitê Gestor do Fundo Babaçu fica impossibilitada de apresentar propostas aos Editais do Fundo Babaçu.
· Quando o projeto for apresentado por uma proponente para beneficiar um grupo/organização informal, mesmo sendo apresentado a Ata, haverá ida ao grupo para escuta sobre consentimento?
Para efeito dos Editais 6º e 7º do Fundo Babaçu, o consentimento do grupo/organização informal se dar pela ATA comprovando a discussão sobre o projeto e aceite do referido grupo/organização e pelo Termo de Parceria entre ambas organizações formal e informal.
· Qual as principais características que diferenciam as categorias de projetos Capota e Curinga?
A principal diferença se refere aos valores que podem ser acessados, sendo Pindova o menor valor, Capota valor médio e Curinga o maior valor. Todavia, espera-se que as propostas que se propõem a acessar Projetos Curingas, demonstrem maior experiência em gestão de projetos.
No 6º Edital leia atentamente o Item 8. CRITÉRIOS DE ANÁLISE E APROVAÇÃO, páginas 16 a 18 e no 7º Edital nas páginas 11 e 12.

O Fundo Babaçu está com dois Editais abertos na ordem de R$ 1.820.000,00 (um milhão, oitocentos e vinte mil reais) para apoiar projetos socioambientais de associações, cooperativas ou fundações que atuam em comunidades agroextrativistas de quebradeiras de coco babaçu, com ações de combate ao desmatamento e preservação dos babaçuais. As inscrições se estendem até o dia 8 de agosto de 2023 e os editais estão disponíveis no site do MIQCB: https://www. miqcb.org/
Leia BOLETIM completo:

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, juntamente com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e outras organizações parceiras da Marcha das Margaridas entregaram a pauta de reivindicações ao Governo Federal e ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (21/06), no Palácio do Planalto, em Brasília/DF.
O evento foi iniciado com uma mística potente das Margaridas, com suas bandeiras, seus cantos, seus sonhos e suas lutas. E, na sequência, a secretária de Mulheres da CONTAG e coordenadora geral da Marcha das Margaridas, Mazé Morais, apresentou a Pauta e entregou o documento para Ministros e Ministras do Governo Lula.

“Em agosto, vamos realizar a 7ª Marcha das Margaridas”, anunciou Mazé Morais, que disse ainda que, nesse ano, a Marcha completa 23 anos e 40 anos do assassinato de Margarida Alves. “Nós nos guiamos pelos princípios do feminismo anticapitalista, antirracista e antipatriarcal. Um feminismo que valoriza a vida, vinculado à defesa da agroecologia, dos territórios, dos bens comuns e da soberania e autodeterminação dos povos”.
O MIQCB participou da atividade ao lado de centenas de mulheres. O Movimento foi representado pela coordenadora geral, Maria Alaídes, a coordenadora da Regional Tocantins, Ednalva Ribeiro e a assessora, Sandra Regina.

“Somos as guardiãs das florestas de babaçu. Lutamos pelo bem viver nos nossos territórios, mantendo sempre o equilíbrio com os recursos naturais e a sociobiodiversidade. Então, participar e juntar nossa voz com essas mulheres é gratificante. E esperamos que o diálogo e as negociações rendam bons frutos, pois era esse o nosso desejo: dialogar com um governo democrático e popular. Acreditamos que é possível mudar o mundo para mudar a vida das mulheres e mudar pelo bem viver”, destacou Maria Alaídes.
O documento, que foi entregue a diversos ministros e ministras de Estado e parlamentares, traz os anseios, os quereres e as prioridades apontadas pelas Margaridas do campo, da floresta e das águas.

A pauta traz propostas organizadas em 13 eixos temáticos: Democracia participativa e soberania popular; Poder e participação política das mulheres; vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo; autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade; proteção da natureza com justiça ambiental e climática; autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética.
A pauta incluiu ainda temas como: democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios; Direito de acesso e uso da biodiversidade, defesa dos bens comuns; Vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional; Autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda; Saúde, Previdência e Assistência Social pública, universal e solidária; Educação Pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo; e Universalização do acesso à internet e inclusão digital.
Pelo governo, a agenda de negociações será coordenada pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, pelo ministro do MDA, Paulo Teixeira, e pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo.

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, reconhecendo a relevância da voz feminina e a pertinência das pautas trazidas, assumiu o compromisso de dialogar com outras pastas. “Queremos ver a participação política das mulheres no campo, ou em todos os espaços em que vivemos. A Marcha vem para fazer diferença no Brasil e eu vou trabalhar para garantir todas as respostas das reivindicações”, explicou a ministra.
Participaram do evento as ministras Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima); Nísia Trindade (Saúde); Anielle Franco (Igualdade Racial); Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); Daniela Carneiro (Turismo); Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos); e o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), entre outros representantes e autoridades.
O que é a Marcha das Margaridas?

A Marcha das Margaridas é a maior ação política de mulheres da América Latina com protagonismo das mulheres do campo, da floresta e das águas, coordenada pela CONTAG e 16 organizações parceiras.
Nesta 7ª edição, a meta é reunir mais de 100 mil mulheres do campo, da floresta, das águas e das cidades de todos os estados brasileiros e de outros países, em Brasília/DF, nos dias 15 e 16 de agosto, pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver.
A partir da entrega da pauta, a expectativa é que sejam abertas as negociações com o Executivo e o Legislativo federal e que a resposta seja apresentada durante a Marcha das Margaridas, que ocorrerá nos dias 15 e 16 de agosto deste ano, em Brasília/DF.

O Consea é uma instância de articulação entre governo e sociedade civil, que tem por objetivo propor as diretrizes da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB Regional Piauí, representado pelas coordenadoras Marinalda Rodrigues da Silva (titular) e Klesia Lima da Conceição (suplente), tomou posse no novo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-PI) para o biênio 2023/2025. Além do Miqcb, membros do poder público e da sociedade civil compõe o Conselho. A solenidade aconteceu nesta quarta-feira (21), no auditório Santa Dulce dos Pobres, que fica localizado na Secretaria da Assistência Social e Cidadania do Piauí (Sasc).
O Consea é uma instância de articulação entre governo e sociedade civil, que tem por objetivo propor as diretrizes da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional na busca pela garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável dos piauienses, implementada por meio do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN.
A coordenadora do Miqcb da Regional Piauí, Marinalda Rodrigues representa o Movimento como suplente no Conselho e destaca a importância do Consea para a segurança alimentar e nutricional dos que mais precisam.
“Participar do Consea é muito importante para que as diretrizes e prioridades da política de segurança alimentar sejam de fato efetivados. Enquanto segmento da sociedade civil vamos monitorar os programas e equipamentos do poder público referentes as ações de segurança alimentar para que possamos garantir o direito humano a alimentação adequada”, frisou.

A Secretária Regina Sousa ressaltou a importância da participação popular para o sucesso das políticas públicas e destacou ações que ela considera prioritárias como o banco de alimentos, a cozinha comunitária, os restaurantes populares e a parceria com empresas para a criação de novas vagas para pessoas que estão no Cadastro Único. “Nós precisamos amenizar a fome, mas é importante que a pessoa possa ter o seu trabalho para poder se sustentar”, apontou a secretária.
Edna Guedes, diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Sasc, destaca a importância do trabalho em parceria entre governo e sociedade civil: “Nós estamos aqui reunidos para celebrar o retorno do CONSEA, que é o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. É de grande importância essa união entre a sociedade civil e o governo porque fortalece as ações que são desenvolvidas, que são planejadas para as políticas públicas, para que, de fato, essas políticas públicas aconteçam. Essa união fortalece, faz com que essas ações de fato estejam representadas”, finaliza Edna.

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), lançará dois Editais na ordem de R$ 1.820.000,00 (um milhão, oitocentos e vinte mil reais) para apoiar projetos de grupos ou organizações comunitárias atuantes em comunidades agroextrativistas de quebradeiras de coco babaçu, nos estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí. Podem se inscrever associações, cooperativas e fundações que desenvolvem essas atividades.
Confira os EDITAIS:
FUNDO AMAZÔNIA: MARANHÃO, PARÁ, TOCANTINS
EDITAIS FUNDAÇÃO FORD: PIAUÍ
Podem se inscrever associações, cooperativas e fundações que desenvolvem atividades em comunidades agroextrativistas de quebradeiras de coco babaçu no Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí.
No dia 08/07/2023 foi exibida matéria no Jornal Segunda Edição JMTV da TV Mirante.
Assista: https://globoplay.globo.com/v/11766811/

Na mesma data o conteúdo também foi divulgado no G1 Maranhão:

A Coordenadora Geral MIQCB Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, no uso de suas atribuições legais, convoca as associadas, quebradeiras de Coco Babaçu das 06(seis) Regionais dos Estados do Pará, Maranhão, Piauí e Tocantins para Assembleia Geral Ordinária, que será realizada dia 12, 13, 14/07/2023, no Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza – Rua Dom Pedro I, S/N, Augustinópolis – TO, de acordo com Estatuto Social MIQCB, para deliberarem sobre a seguinte pauta:
Página em construção.

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