
Nesta última quinta-feira (27/10), a coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, da região Bico do Papagaio, do Estado do Tocantins, Ednalva Ribeiro participou como palestrante do evento Projeto Interdisciplinar Ação Cidadã. A atividade foi realizada no Colégio Estadual Marechal Ribas Junior, em Sítio Novo do Tocantins. A ação é uma realização do Governo do Estado e reuniu mais de 200 estudantes de três escolas do município.
O evento teve como objetivo principal proporcionar aos educandos a compreensão e prática concreta de ações que configurem a cidadania ativa, por meio de ação interdisciplinar, a fim de que os mesmos tomem decisões conscientes, colaborativas e responsáveis.

Dona Ednalva Ribeiro apresentou o Miqcb para os estudantes. Disse que o Movimento está presente nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins e é uma organização que representa os interesses sociais, ambientais, políticos e econômicos de milhares de mulheres quebradeiras de coco babaçu.
“Dialogar com os jovens que serão o futuro deste país foi um momento muito importante. Tivemos a oportunidade de dialogar sobre a preservação do meio ambiente, da importância de mantermos as palmeiras em pé, sobre a luta pela implementação da Lei do Babaçu Livre, agroecologia, segurança alimentar, conflitos no campo e diversos temas que impactam diretamente nossa sobrevivência. Com certeza, esse momento foi fundamental para que a juventude se torne cidadãos e cidadãs ainda mais conscientes”, destacou dona Ednalva.

Além do MIQCB participaram do evento: ADESAMBIPA – Associação Desportiva, Cultural e Ambiental Amigos do Bico do Papagaio; APATO – Alternativa para Pequena Agricultura no Tocantins/GT ComunicAÇÃO; Câmara Municipal de Vereadores de Sítio Novo do Tocantins; Colégio Estadual Manoel Estevão e Escola Estadual Raimundo Nonato Leite.


Nesta quinta-feira, 20, a coordenação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – Miqcb reuniu-se com o governador do estado do Maranhão, Carlos Brandão para dialogar sobre a titulação do território Sesmaria do Jardim, proteção aos babaçuais, fiscalização, acesso à informação de fiscalizações ambientais, estruturação do Cadastro de Povos Tradicionais do Maranhão e o cumprimento da Portaria Conjunta 01/2022, de competência da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) e Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) e outros assuntos.
Na ocasião, a coordenadora geral do MIQCB Maria Alaídes falou sobre a importância das mulheres quebradeiras de coco babaçu na preservação do meio ambiente, na defesa dos modos de vida tradicionais, dos acessos aos bens naturais e na luta pelo livre acesso aos babaçuais.

“Nós estamos aqui para tratar pautas que diz respeito aos nossos direitos territoriais, ambientais e dos nossos modos de vida. Viemos tratar também sobre crimes ambientais e contra mulheres quebradeiras que estão impunes até hoje, como é o caso da morte de dona Maria Correia e seu filho Edson Correia, em Penalva e sobre a Titulação do Território Sesmaria do Jardim”, enfatizou.
“É fundamental termos esses encontros com o poder público para que possam ser dados encaminhamentos às nossas reivindicações. O diálogo com o governo é bastante válido”, finalizou.

A coordenadora executiva do Miqcb da Regional Baixada Maranhense, Maria Antônia relatou sobre casos de insegurança e impunidade vividas pelas mulheres quebradeiras de coco na região da Baixada.
“O impacto da morte de Maria Correia e Edson Correia, em 12 de novembro de 2021, na localidade Boa Esperança em Penalva, até hoje está impune. O fazendeiro não foi investigado pela polícia e com isso sentimos a necessidade de maior integração entre a segurança pública, com os órgãos fundiários e a SEMA para compreender o conflito socioambiental e tomar as medidas cabíveis”, frisou.
Outro ponto importante destacado na reunião foi a titulação do Território Sesmaria do Jardim onde vivem mais 117 famílias que se autorreconhecem como quilombolas, quebradeiras, pescadores e agricultoras familiares. O Território tem uma área total de 1.632,7643 e abrange os municípios de Matinha e Olinda Nova.
Em março de 2022, o Governo do Estado assinou decreto (Nº 37.557, DE 31 DE MARÇO DE 2022) declarando a área de interesse social para se realizar a desapropriação e indexação das posses, ou seja, a titulação passará em nome da associação.

A presidente da CIMQCB, quebradeira de coco e liderança da Comunidade SesMaria do Jardim, Maria do Rosário reclamou que mesmo o governo tendo declarado interesse social, não houveram avanços. “Infelizmente, apesar de um passo importante, a situação de insegurança territorial, pessoal e alimentar das famílias do quilombo não melhorou após o decreto e não tivemos a atuação do órgão de Terras até o momento”, disse.
O presidente do território, Paulo Câmara contou que as atividades executadas pela comunidade como a pesca, cultivo de roças e a coleta do coco estão afetadas.
“Nós não podemos mais pescar no nosso território. Os campos estão cercados pelas cercas elétricas e sujos devido aos búfalos que são colocados na área pelos grandes proprietários que se dizem ‘donos’ do campo. Fora isso, as mulheres não podem mais coletar o coco porque são ameaçadas e, além disso, os proprietários queimam e colocam venenos nos babaçuais, destruindo o meio ambiente. Nesse sentido a titulação do nosso território é urgente para nossa sobrevivência ”, declarou.

Durante o encontro, o governador reafirmou o compromisso da sua gestão em proteger os direitos das comunidades tradicionais que vivem do extrativismo no interior do estado.
“Nosso governo vai procurar sempre avançar nessa questão da paz no campo. E uma das coisas que eu vou trabalhar muito é a regularização fundiária”, declarou o governador durante a reunião.
Participaram da reunião a secretária de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), Amanda Costa, o presidente do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA), Anderson Ferreira, a secretária adjunta da SEDIHPOP, Luciene Dias Figueiredo, a assessora jurídica do Miqcb, Renata Cordeiro, a assessora de projetos do Miqcb, Sandra Regina e a coordenadora da Comissão de Territórios Tradicionais do ITERMA, Anny Linhares.

O Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, comemorado em 24 de setembro, foi marcado por manifestações de luta em defesa da vida, do meio ambiente, pelo acesso livre aos babaçuais e em defesa dos territórios livres. A data foi celebrada pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), nos estados do Piauí, Pará e no Maranhão (Regionais Baixada e Mearim/Cocais).

Entre os dias 24 a 26 de agosto, as representantes da ActionAid no Brasil, Jéssica Siveiro e Beatriz Guarany, juntamente com a coordenadora de projetos Miqcb, Sandra Regina Monteiro estiveram nas Regionais da Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), dos estados do Pará, Tocantins e na sede em São Luís – MA, para reunir com lideranças, conhecer as crianças/adolescentes e seus familiares atendidas pelo projeto de Sistema de Vínculo Solidário (SVS).
O Projeto é apoiado pela ActionAid e executado por Miqcb tem como um dos objetivos principais promover projetos e ações de resposta às crises humanitárias, com destaque para resposta humanitária liderada por mulheres e jovens e combate à fome.

As atividades iniciaram no dia 24, na comunidade Santo Antonino, localizada no município de Itupiranga, no estado do Pará. Na comunidade são atendidas 26 crianças, entre 3 a 17 anos, filhas e filhos de quebradeiras de coco babaçu. Ao todo, só no estado do Pará são beneficiadas cerca de 300 crianças e adolescentes com o projeto SVS.
A coordenadora do grupo de quebradeiras de coco da comunidade Santo Antoninho, Cícera da Silva, destacou a importância do trabalho de Vínculos executado por Miqcb na comunidade. “As atividades do projeto SVS são executados em parceria com a Escola da comunidade. São atividades pedagógicas, recreativas, de conscientização e valorização do meio ambiente e seus recursos naturais. Essas atividades são importantes para o desenvolvimento das nossas crianças que, em sua maioria, são filhos e filhas de mulheres quebradeiras de coco babaçu”, declarou.

No dia 25, a ActionAid e a coordenação do Miqcb da Regional Pará reuniram para dialogar sobre a execução, dificuldades, desafios e resultados do projeto nas comunidades no Estado. Participaram da reunião a coordenadora executiva do Miqcb Regional Pará, Cledeneuza Bezerra, as coordenadoras Jucilene Rodrigues, Maria do Carmo, Maria Ivoneide, Roselice da Silva, bem como a assessora regional Clenilde Bezerra, Sandra Regina e as representantes da ActionAid.
Na manhã do dia 26 as representantes foram na Comunidade de Folha Seca, no município Sítio Novo do Tocantins, no estado do Tocantins para dialogar com as lideranças, crianças/adolescentes e familiares beneficiados pelo projeto SVS. Na comunidade são beneficiadas 19 crianças. Ao todo, só no Tocantins, são contempladas com o projeto mais de 500 crianças. Após a visita, a coordenadora executiva do Miqcb Regional Tocantins – Emília Alves e as coordenadoras Francisca Pereira, Maria Helena Gomes reuniram-se para avaliar o trabalho de SVS nas comunidades, desafios, perspectivas.

Dia 29 de agosto 2022, foi a vez de encontrar com as 24 Coordenadoras e toda equipe MIQCB, na Reunião da Coordenação Geral MIQCB, em São Luís – MA; Jessica Siveiro – Especialista em Justiça Climática, da ActionAid, enfatizou a importância da parceria com MIQCB, que vem desde 2005, e destacou a importância do trabalho de campo, de conhecer as famílias beneficiadas com projetos que visam a justiça social.

“Para gente é muito importante vir em campo para conhecer as comunidades, conhecer as quebradeiras, suas crianças e seus modos de vida porque dá materialidade para nosso trabalho. Às vezes, com a distância, a gente não tem noção da importância que é ouvir mulheres fortalecidas, mulheres organizadas como as quebradeiras de coco que tem como principal renda familiar os produtos extraídos do babaçu. Além disso, são mulheres que trabalham de forma coletiva e que cuidam da floresta. Elas estão reconstruindo territórios sustentáveis com base na agroecologia. Tudo isso, torna nosso trabalho real e dá sentido para o que a gente faz e nos aproxima das pessoas”, declarou.

ActionAid durante a Pandemia da Covid 19, apoiou diretamente Projeto Emergencial, para MIQCB, tendo possibilitado adquirir mais de 1000 CBAs – Cestas Básicas de Alimentos, tendo sido beneficiários/as diretos as famílias que tem crianças e adolescentes vinculados; caixas d´agua para armazenamento de água potável, também foi possível adquirir mais de 1.000 kits de Higiene para prevenir o contágio do vírus contendo: álcool gel, mascaras, sabonete, entre outros. Mesmo quando os trabalhos presenciais estiveram suspensos, MIQCB fez reuniões online, assumiu o compromisso de ir até as famílias prestar solidariedade e levar alimentos nas diversas comunidades rurais.


A agricultura familiar também é uma atividade executada pelas mulheres quebradeiras de coco babaçu e seus familiares. Nesse sentido, o MIQCB com apoio financeiro do Instituto Clima e Sociedade – ICS beneficiou 20 famílias com kits para implementação de Sistemas Agroflorestais-SAF’s- Agroquintais. As famílias beneficiadas estão espalhadas em cinco regionais: Pará, Imperatriz, Tocantins, Mearim e Baixada.
O projeto “Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu Fortalecidas”, ICS tem o objetivo fortalecer as iniciativas das mulheres quebradeiras de coco Babaçu, assegurar seus direitos à terra, ao território, ao Babaçu livre, à preservação da floresta, ao uso sustentável dos recursos naturais e ao acesso aos mercados; incentivar as experiências de forma a permitir que estas sejam precursoras de uma atividade produtiva sustentável, com grande potencial para proporcionar segurança alimentar das famílias atendidas, bem como, aumentar a renda e consequentemente serem exemplos, junto às quebradeiras e demais pessoas das comunidades.

Com a execução do projeto foram adquiridos materiais para montar sistema de irrigação e outros equipamentos para melhorar o manejo das áreas, afim de fortalecer as práticas produtivas no SAFs – Sistema Agroflorestal através agroquintais, consorciados com as Palmeiras de Coco Babaçu.
No estado do Pará, a família de Cléia Oliveira foi beneficiada com o projeto dos agroquintais. A propriedade fica localizada na comunidade Canadá, município de São Domingos do Araguaia-PA. No entorno da residência da família são cultivadas hortas medicinais, hortaliças, feijão, melancia, banana, macaxeira, açaí, cupuaçu, café, cacau e diversas plantas frutíferas.

A beneficiária Cléia conta que antes do agroquintal, cuidar de toda a produção era um desafio, principalmente na hora de irrigar a produção. A área conta com a mão de obra dela e de seu esposo Javier Francisco.
“Antes a gente usava o regador manual para molhar as plantações. Com a chegada do projeto do agroquintais investimos em sistema de irrigação por aspersão e gotejamento. Depois dessa aquisição nós produzimos o ano inteiro. Estamos muito felizes”, declarou Cléia.

Na implantação dos agroquintais houveram reuniões de mobilização das famílias, capacitações, visitas técnicas com diagnósticos, orientações e recomendações sobre a execução do projeto, objetivando a promoção do desenvolvimento sustentável, preservação dos recursos naturais e fortalecimento das práticas agroecológicas.
A coordenadora de projetos, Sandra Regina Monteiro explicou que o projeto dos agroquintais foi construído durante a Pandemia Covid 19 e contou com a contribuição das as 24 coordenadoras regionais. Foram feitas reuniões online e o projeto foi elaborado a partir das demandas das quebradeiras de coco babaçu.

“Tivemos o cuidado de fazer ações que viessem fortalecer a produção agroecológica, autonomia das mulheres, bem como a preservação das palmeiras de babaçu. Além disso, dialogamos com representantes do poder público e da sociedade civil sobre o combate aos crimes ambientais: derrubadas, queimadas, uso de veneno e a aprovação da Lei Babaçu Livre”, concluiu.

As coordenadoras e assessorias Regionais do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu- MIQCB participaram, nesta quarta-feira (19) e quinta-feira (20), de Capacitação em PMA – Planejamento, Monitoramento e Avaliação, do projeto Mãe Palmeira que está sendo executado nas seis Regionais do Movimento. A capacitação foi ministrada pela assessora do Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais – CAIS, Sandra Lôbo, no auditório do Centro de Estudo Sindical Rural- CESIR, localizado no Araçagy- São José de Ribamar-MA.
O Projeto Mãe Palmeira tem como financiador a MISEREOR, uma organização que tem como objetivo principal contribuir com o desenvolvimento das comunidades, das organizações, solidariedade ao próximo traduzido em ações concretas em prol das pessoas mais necessitadas.

Nos dois dias de capacitações houveram trabalhos em grupos e apresentados a importância do planejamento, monitoramento, avanços, desafios, perspectivas, aprendizados e efeitos dos projetos.
A assessora do CAIS, Sandra Lôbo, falou da importância da capacitação para as organizações. “Esse é um momento de capacitação metodológica em que todo trabalho desenvolvido com o CAIS junto aos grupos, é um trabalho para apoiar e fortalecer as organizações para que elas tenham mais ferramentas para desenvolver aquilo que elas já fazem tão bem. Então, buscamos desenvolver uma metodologia que atendesse o processo de educação popular e uma metodologia que seja de fácil acessibilidade”, enfatizou.

Sandra Lôbo destacou ainda que “dentro do PMA – que é uma metodologia de Planejamento, Monitoramento e Avaliação – as organizações têm mais habilidade no quesito planejamento. Já a parte do monitoramento e avaliação exige um pouco mais de conhecimento porque é um aspecto que exige análise dos efeitos. Ou seja, é necessário analisar e avaliar os resultados transformadores e mudanças positivas que as atividades proporcionam para os grupos nas comunidades”, concluiu.
O projeto Mãe Palmeira teve a finalidade de melhorar as unidades de produção, beneficiamento babaçu e aquisição de equipamentos de comunicação nas Regionais. Durante a execução do projeto foram adquiridos forrageiras, tachos, colheres e outros utensílios que são utilizados para facilitar o beneficiamento o coco babaçu (extração do mesocarpo, produção de azeite, óleo), visando autonomia econômica, segurança alimentar e nutricional das famílias. O projeto contemplou quebradeiras de coco babaçu nos estados do Pará, Piauí, Tocantins e Maranhão (Regionais Imperatriz, Mearim/Cocais e Baixada).

Também foram adquiridos tablets para melhorar a comunicação das coordenadoras do MIQCB, das diretoras da Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB), e entrega de equipamentos didáticos (microscópio, impressora, GPS, GPS e outros) para a Escola Família Agrícola Pe. Josimo Moraes Tavares.
A coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes destacou que a parceria com a MISEREOR tem fortalecido as mulheres quebradeiras de coco babaçu. “Avalio que o projeto executado pelo MIQCB em parceria com a MISEREOR trouxe empoderamento das mulheres na produção, a garantia da autonomia na comercialização e estruturação das unidades de produção permitindo que as mulheres tenham condições de aumento na produção com qualidade”, frisou.

Além do projeto Mãe Palmeira, foram dialogados a execução de um novo projeto, na ordem de 100 mil euros, também em parceria com a MISEREOR. O projeto será destinado à regularização e estudos fundiários das comunidades tradicionais e implementação de agroquintais.
A coordenadora executiva do MIQCB da Regional Piauí, Helena Gomes falou da importância da continuidade da parceria com a MISEREOR, por meio da aprovação do novo projeto.
“Esse novo projeto com a MISEREOR vai fortalecer muito as comunidades tradicionais e também vai fortalecer nosso trabalho enquanto MIQCB dentro das comunidades. Iremos fortalecer ainda mais nossa luta contra as derrubadas das palmeiras, a aprovação da lei Babaçu Livre e a conquista da titulação das terras e registros dos territórios. É um projeto que chegou na hora certa porque nós temos um território titulado, mas que precisa do registro que não é muito fácil de conseguir. Mas com esse projeto acreditamos que iremos alcançar nosso objetivo”, declarou, Helena Gomes.




Nesta segunda-feira (17) e terça-feira (18), as diretoras do conselho administrativo e do conselho fiscal da Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB), reuniram-se na sede do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (Miqcb), localizada no Centro Histórico de São Luís-MA, para tratar sobre as atividades da cooperativa dentre elas: organização produtiva das quebradeiras, os investimentos na cooperativa realizado pelo MIQCB, produção e comercialização, elaboração e execução de projetos, filiações, bem como atividades administrativas da cooperativa como registro de ata, pagamento das cotas partes, assuntos contábeis e outros.
Segundo a presidente da CIMQCB, Maria do Rosário a reunião foi de suma importância para alinhar várias pautas de extrema importância para o pleno funcionamento da cooperativa. “Este momento foi muito importante porque tivemos a oportunidade de dialogar com as diretoras da cooperativa sobre o processo produtivo, organizacional e os trâmites administrativos da CIMQCB. Além disso, o diálogo com os contadores da cooperativa foi um momento muito esclarecedor para o desenvolvimento das atividades dentro da CIMQCB”, declarou a presidente.

A CIMQCB é uma organização de grupos produtivos comunitários formados por mulheres que coletam e beneficiam o coco babaçu nos estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí. A Cooperativa foi fundada em 2009 e está sediada em São Luís, Maranhão.
Por meio da cooperativa é possível a comercialização dos derivados do babaçu – ou seja, com todas as etapas da cadeia produtiva –, as quebradeiras de coco produzem artesanato, sabonetes, sabão, farinha de babaçu, azeite, carvão vegetal, óleo e resíduo para ração animal. São produtos naturais, elaborados sem o uso de conservantes e de agrotóxicos e sem a prática da derrubada e queimada de florestas de babaçu.
Para a coordenadora geral do Miqcb, Maria Alaídes “as atividades da cooperativa é importante para fortalecer os grupos produtivos das quebradeiras de coco e, em contrapartida, o MIQCB tem procurado sensibilizar consumidores, mostrando que quem compra os produtos destes empreendimentos comunitários colabora para a preservação das florestas secundárias de babaçu, o fortalecimento dos princípios da economia solidária e a geração de trabalho e renda para milhares de mulheres extrativistas, fortalecendo a mobilização social, o modo de vida e a autonomia econômica das mulheres”, pontuou.

Participaram da reunião as diretoras do Conselho Administrativo: Maria do Rosário (Baixada), Helena Gomes (Piauí), Maria Antônia dos Santos (Baixada), Antônia Maria Bezerra (Tocantins) e Maria do Carmo (Pará), bem com as diretoras do Conselho Fiscal Ana Cleide dos Santos (Pará), Raimunda Nonata (Imperatriz), Beatriz Lima (Mearim) e Tereza de Jesus (Imperatriz).
Participaram ainda da reunião a coordenadora geral do Miqcb, Maria Alaídes, a coordenadora executiva do Miqcb Regional Pará, Cledeneuza Oliveira, coordenadora da Regional Mearim, Maria de Jesus Macedo, a assessora e coordenadora de projetos MIQCB/CIMQCB, Flávia Azeredo, coordenadora de projetos, Sandra Regina, assessora jurídica, Renata Cordeiro e a secretária, Hélia Costa.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA- MIQCB

A Coordenadora Geral MIQCB Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, no uso de suas atribuições legais, convoca as associadas, quebradeiras de Coco Babaçudas 06(seis) Regionais dos Estados do Pará, Maranhão, Piauí e Tocantins para Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada dia 18/11/2022, na Sede MIQCB – situada na Rua da Palma, N° 489, Bairro Centro São Luis – MA,“ Casa Palmeira de Babaçu Dada e Dije”.

Entre os dias 13 e 14 de outubro, as coordenadoras executivas e a coordenação geral do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB, estiveram reunidas na sede do Movimento, localizada no Centro Histórico de São Luís para dialogarem sobre as ações e projetos executados pelo Miqcb que fortalecem as atividades das quebradeiras de coco babaçu e que promovam a autonomia das mulheres.
Participaram da reunião a coordenadora geral, Maria Alaídes, a vice coordenadora e coordenadora executiva da Regional Piauí, Helena Gomes, as coordenadoras executivas do Pará, Cledeneuza Bezerra, do Tocantins, Emília Alves, de Imperatriz-MA, Eunice da Conceição, do Mearim/Cocais-MA, Maria de Fátima e da Baixada Maranhense, Maria Antônia.

Dentre os assuntos discutidos pelas coordenadoras foi o projeto Floresta de Babaçu em Pé, cujo objetivo é promover a defesa do babaçual, por meio da organização da cadeia produtiva do babaçu e da consolidação do Fundo Babaçu. O projeto tem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – Fundo Amazônia (BNDES-FAM). Além do Floresta de Babaçu em Pé foram dialogados a execução dos projetos FORD BUILD, Fundo Elas, bem como a realização dos encontrinhos, encontão, atividades administrativas e outros assuntos.
A coordenadora geral do Miqcb, Maria Alaídes explicou que reunião como essa faz parte das atividades do Movimento e é de suma importância para o alinhamento e bom funcionamento das ações desenvolvidas pelo Miqcb.

“Este momento é importante porque dialogamos sobre as principais demandas das quebradeiras das seis Regionais onde o Miqcb atua. Dessa forma, juntas, buscamos atingir o objetivo do Movimento que é garantir o direito ao território e o livre acesso aos babaçuais, promovendo a conservação da sociobiodiversidade existente nas florestas de babaçuais e a melhoria da qualidade de vida de todos os povos e comunidades tradicionais”, destacou.
Participaram ainda da reunião a assessoria técnica da sede: Hélia Costa (secretária), Flávia Azeredo (coordenadora de projetos), Sandra Regina (coordenadora de projetos), Renata Cordeiro (assessora jurídica), Marly Farias (coordenadora financeira) e Claudilene Maia (assessora de comunicação).


O Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, comemorado em 24 de setembro, foi marcado por manifestações de luta em defesa da vida, do meio ambiente, pelo acesso livre aos babaçuais e em defesa dos territórios livres. A data foi celebrada pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), nos estados do Piauí, Pará e no Maranhão (Regionais Baixada e Mearim/Cocais).

No município de Esperantina-PI, a Regional do Miqcb do Piauí iniciou a programação com a feira agroecológica, em seguida houve intercâmbio das quebradeiras do Piauí e do estado do Ceará, elas visitaram as unidades produtivas do Movimento para conhecerem os processos produtivos do óleo, azeite e mesocarpo. No final do dia mais de 400 pessoas participaram da solenidade em comemoração à data. Na ocasião, houveram homenagens às quebradeiras que viraram sementes e as que estão vivas, apresentações das encantadeiras “Filhas da Mãe Palmeira” e outras apresentações culturais. A governadora do Estado do Piauí, Regina Sousa participou do ato e também foi homenageada.

“É com muita alegria que estamos reunidas com mais de 400 mulheres dos territórios dos cocais, entre rios e Chapada das Mangabeiras para comemorar nosso dia, o dia da quebradeira de Coco babaçu. No Piauí essa data virou lei e é motivo de orgulho para nós. Este ano, o tema do evento foi: Quebradeiras de coco babaçu na luta por seus direitos e em defesa dos territórios tradicionais. Dessa forma, é com muita animação que celebramos 31 anos de existência do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu”, declarou Helena Gomes, vice coordenadora do Miqcb.

No Piauí, participaram do evento a coordenadora executiva do Miqcb, regional Tocantins, Emília Alves e a coordenadora executiva da regional Imperatriz, Eunice da Conceição, a coordenadora regional do Tocantins, Francisca Pereira, bem como, as coordenadoras Regionais do Piauí, Marinalda e Klesia, a assessora jurídica do Miqcb, Renata Cordeiro e parceiros.
No estado do Pará, as comemorações do Dia Estadual das quebradeiras foram na Vila Tauiry, município de Itupiranga-PA. Com muita animação e cantoria as mulheres realizaram uma caminhada nas ruas da comunidade para reivindicar a defesa dos territórios, do acesso livre aos babaçuais e em defesa do meio ambiente.

Estamos comemorando junto com os ribeirinhos de Pedral do Lourenção e juntos estamos fazendo uma manifestação para que seja garantido a sobrevivência dos pescadores e ribeirinhos. Também estamos entregando equipamentos para as quebradeiras melhorarem sua produção”, destacou Cledeneuza Bezerra, coordenadora executiva do Miqcb Regional Pará.
No município de Codó-MA, a Regional do Miqcb Mearim/Cocais realizou uma grande caminhada em prol do Babaçu Livre e pelos direitos das Quebradeiras de Coco Babaçu. A passeata saiu da praça da igreja São Sebastião em direção a Prefeitura de Codó. Além das reivindicações, as mulheres comemoraram a data com a realização de uma competição da quebra do coco babaçu.

“Estamos hoje aqui, percorrendo as ruas de Codó para reivindicar a aprovação da minuta de Lei Babaçu Livre. A minuta já foi entregue nas Câmaras de vereadores nos municípios de Timbiras e Codó e até agora não temos nenhuma resposta. Por isso, estamos reivindicando porque as quebradeiras precisam do coco para sobreviver”, declarou Maria de Fátima, coordenadora executiva do Miqcb Regional Mearim Cocais.
Em Lago dos Rodrigues-MA, teve competição da quebra do coco, caminhada e reivindicação em defesa do meio ambiente, acesso livre aos babaçuais, em defesa da segurança alimentar e implementação de diversas políticas públicas.

“Nossa luta é em defesa da reforma agrária popular, da soberania alimentar e da justiça no campo e na cidade, e nossa disposição em contribuir na construção de um novo projeto de sociedade ao qual faz-se necessário o exercício pleno da democracia, preservação do meio ambiente e respeito aos povos e territórios tradicionais”, pontuou, Maria Alaídes, coordenadora geral do Miqcb.

Para finalizar as comemorações do Dia Estadual das quebradeiras de coco babaçu, a Regional do Miqcb da Baixada Maranhense realizou, na quarta-feira, 28, uma linda passeata nas principais ruas e avenidas do município de Viana-MA. As mulheres dos municípios de Penalva, Pedro do Rosário, Matinha, Viana, Cajari e os povos indígenas Akroá Gamella reivindicaram direito ao território, babaçu livre, contra o racismo e direito à vida. Também foi um momento de memória a Maria José Rodrigues, e seu filho, José do Carmo Corrêa, que até hoje tem suas mortes impunes.

Durante o ato as quebradeiras tiveram sua passagem barrada por um caminheiro que se negou a abrir espaço na avenida, causando instabilidade e insegurança para as mulheres. Mas elas seguram resistindo com muita luta.
“Nossa iniciativa foi reivindicar por justiça, pela aprovação da Minuta de Lei Babaçu Livre. Por falta da aprovação desta lei várias companheiras estão sendo mortas durante a coleta do coco babaçu, a exemplo da dona Maria José e seu filho José do Carmo Corrêa, que foram assassinados por um fazendeiro. Eles morreram debaixo de uma palmeira. Como quebradeiras de coco, trabalhadoras e mães de famílias, nos sentimos com essa situação e nos solidarizamos com a família e, por isso, clamamos por justiça”, declarou dona Maria Antônia, coordenadora executiva do Miqcb Regional Baixada Maranhense.




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