Mês das Quebradeiras de Coco Babaçu é celebrado com alegria, partilha e fortalecimento do Babaçu Livre no Território Indígena Taquaritiua

A Regional Baixada do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) promoveu, nos dias 23 e 24 de setembro, uma programação especial em homenagem ao Mês das Quebradeiras de Coco Babaçu, no Território Indígena Taquaritiua, em Viana (MA). O encontro reuniu mulheres de diferentes municípios, juventudes, estudantes e lideranças locais em uma celebração marcada por alegria, partilha, aprendizado e fortalecimento da luta pelo Babaçu Livre.

No primeiro dia da programação (23/09), cerca de 60quebradeiras de coco se reuniram para uma grande quebra coletiva, produzindo 200 quilos de coco babaçu.
A produção foi adquirida pelas próprias mulheres do grupo produtivo da aldeia, que atua na unidade de beneficiamento do babaçu, garantindo que a renda gerada permaneça dentro da comunidade. A comercialização correspondeu a cerca de R$ 1.200 reais, fortalecendo a economia local e reafirmando o valor do trabalho das quebradeiras.

Para Girlane Belfort, coordenadora de base da Regional Baixada, o momento foi de reafirmação da identidade e do ofício das quebradeiras:

“Estamos aqui com essas mulheres guerreiras que são as quebradeiras de coco babaçu. O primeiro dia foi de quebra coletiva e hoje é de oficina, aprendizado e troca de experiências, com a juventude presente. Estamos muito felizes de poder comemorar o Dia da Quebradeira de Coco Babaçu realizando nosso ofício, que é a quebra do coco, e partilhando saberes com nossas companheiras. ”

A Rosa Gregória, diretora da Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB) e trabalhadora da unidade de beneficiamento local, destacou a importância econômica da ação:

“Ficamos muito felizes em realizar essa atividade e poder comprar a produção das companheiras. Assim, o fruto do babaçu continua gerando renda e fortalecendo nosso território. É o trabalho das mulheres garantindo autonomia e valorização do nosso modo de vida”.

O dia terminou com muita animação, sorteios e momentos de confraternização.

Oficinas, juventude e saberes compartilhados

No segundo dia (24/09), data em que se celebra o Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, a programação seguiu com oficinas práticas de beneficiamento do babaçu, mostrando como o fruto é transformado em mesocarpo, azeite, bolos, biscoitos, pudins, mingaus, biojoias e artesanato.

A atividade contou com a presença animada dos alunos da Escola Olegário Teófilo Meireles, localizada no próprio território, que puderam conhecer o trabalho das quebradeiras e visitar a fábrica de beneficiamento da aldeia — um momento de troca entre gerações e de fortalecimento da memória cultural.

A juventude teve papel de destaque nas oficinas, especialmente na produção de biojoias.
Para o jovem Ezequias, que participou das oficinas e atua como jovem comunicador do Movimento, a experiência foi transformadora:

“Foi muito bonito ver de perto o trabalho das mulheres e poder participar da produção das biojoias. Cada peça conta uma história e representa a força dessas mulheres tão guerreiras. Como jovem, quero continuar aprendendo e mostrando para o mundo o valor do babaçu e das quebradeiras. ”

Ao final da programação, a coordenadora executiva do MIQCB, Vitória Balbina, fez um balanço positivo das atividades:

“Foi um momento muito bonito, de união entre as quebradeiras, juventudes e escolas. Essa programação mostra que a luta pelo Babaçu Livre continua viva, passando de geração em geração. Além de celebrar, também fortalecemos a autonomia econômica, a preservação ambiental e a transmissão de saberes tradicionais que garantem a resistência das nossas mulheres e dos nossos territórios. ”

A atividade contou ainda com a presença das coordenadoras de base Maria Raimunda (Chica) e Maria Natividade.

O evento reforçou o compromisso do MIQCB com a defesa dos babaçuais, a preservação dos territórios e a justiça socioambiental, celebrando a força das mulheres que transformam o coco em vida, renda e liberdade.

Texto: Claudilene Maia

MIQCB Regional Pará realiza evento em Marabá para celebrar o Dia das Quebradeiras de Coco e fortalece a luta pelo Babaçu Livre

Repórter: Sthéfany Gomes

Nesta terça-feira (24), Dia das Quebradeiras de Coco Babaçu, a Usina da Paz – Marabá foi palco de um grande encontro que reuniu quebradeiras de coco, autoridades e instituições parceiras para um dia de serviços, escuta e celebração. O evento integrou a programação da primeira fase do projeto Defensorias nos Babaçuais, realizado simultaneamente nos estados do Pará, Maranhão, Piauí e Tocantins, com o objetivo de promover acesso à justiça e garantir direitos às comunidades tradicionais.

Logo pela manhã, as participantes foram recebidas com apresentações de dança, exaltando a cultura e o movimento político das quebradeiras. Ao longo do dia, diversos serviços foram disponibilizados gratuitamente: emissão de RG, primeira e segunda via de certidão de nascimento, atendimentos jurídicos pela Defensoria Pública, orientação com psicólogo e dentista, aplicação de vacinas e testes rápidos de HIV. A presença das quebradeiras deu o tom do encontro, que foi pensado para oferecer assistência prática e também espaço de fala sobre as lutas e desafios do movimento.

Na mesa de abertura, participaram o defensor público agroambiental de Marabá, Dr. Cézar Barreto; a advogada do MIQCB, Sandra Regina Monteiro; a coordenadora executiva regional do MIQCB, Cledneusa; representantes do INSS e da área de saúde; e o diretor da Usina da Paz, Coronel Araújo. O debate reforçou a importância de garantir o livre acesso aos babaçuais, denunciar violações como o uso de agrotóxicos que comprometem o solo e pedir apoio das autoridades para defender o que ainda resta de floresta em pé.

Para Cledenilza Maria Bezerra, coordenadora executiva do MIQCB regional Pará, o evento simbolizou um avanço na visibilidade da luta: “desde os anos 90 iniciamos esse trabalho e hoje estamos muito felizes com a importância de trazer um público maior, pelo nosso trabalho e para o nosso reconhecimento. Nós buscamos cada dia mais por isso, mostrar a importância de ser quebradeira de coco e de defender os babaçuais.”

O Defensor Público agroambiental de Marabá, Cézar Barreto, destacou o caráter estratégico da ação: “estamos aqui executando a primeira fase desse grande projeto que é uma iniciativa das quatro defensorias públicas estaduais: Pará, Maranhão, Piauí e Tocantins. Estamos oferecendo diversos serviços junto ao INSS, emissão de documentos, atendimento jurídico, atendimento médico, psicológico, todos esses serviços sendo direcionados especificamente às quebradeiras. Mas é importante lembrar que eles são acessórios ao principal motivo do evento, que é festejar o dia 24 de setembro, dar visibilidade à causa e celebrar essa história tão bonita.”

O encontro foi finalizado com um apelo coletivo: seguir defendendo os babaçuais, denunciando violações e fortalecendo o protagonismo das quebradeiras. O clima foi de celebração, mas também de reafirmação da luta, reforçando que o caminho é de resistência, união e construção de um futuro em que a palmeira de babaçu continue sendo símbolo de sustento, cultura e liberdade.

Augustinópolis sedia três dias de atendimentos da Defensoria Pública e escuta coletiva para comunidades de babaçuais

Repórter: Sthéfany Gomes Ribeiro

Nos dias 23 e 24 de setembro, a cidade de Augustinópolis/TO, no Bico do Papagaio, recebeu a Etapa Estadual do projeto Defensorias nos Babaçuais, reunindo quebradeiras de coco babaçu, defensoras e defensores públicos, instituições parceiras e lideranças comunitárias. A programação aconteceu no campus da Unitins e contou com a participação de mais de 150 pessoas, consolidando um espaço de acesso à justiça, cidadania e fortalecimento das lutas pelos territórios de babaçuais.

Durante os dois primeiros dias, foram oferecidos atendimentos jurídicos gratuitos nas áreas Criminal, Familiar, Registros Públicos e Cível, além de assistência previdenciária e trabalhista, emissão de títulos eleitorais, serviços de saúde primária e atualização no CadÚnico. Também foi promovido um momento de escuta coletiva, onde as quebradeiras puderam apresentar suas demandas, dialogar com órgãos públicos e reafirmar a luta pelo direito ao uso livre do babaçu, fundamental para a subsistência de milhares de mulheres.

No dia 24, além dos atendimentos, a programação contou com palestras e um Cine Debate, com a exibição do documentário “Palavra de Mulher”. O momento foi marcado por emoção e reflexão, reunindo quebradeiras de coco, defensoras públicas e parceiros em uma conversa sobre memória, resistência e o papel das mulheres na luta pela preservação do meio ambiente e pelos direitos sociais.

Segundo a Defensora Pública Kênia Martins Pimenta Fernandes, coordenadora do Núcleo Agrário e Ambiental da DPE-TO, o projeto representa uma nova forma de aproximar a justiça das comunidades: “pensamos nessa iniciativa para levar a Defensoria até os territórios e garantir que as quebradeiras tenham seus direitos assegurados. Nesta semana, a ação acontece simultaneamente nos quatro estados onde há atuação do MIQCB, Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins e, em outubro, nos dias 16 e 17 teremos um encontro regional em Imperatriz para reunir quebradeiras e defensorias em um grande momento de troca.”

O evento também foi acompanhado por representantes da Defensoria Pública Geral do Estado, que reforçaram o compromisso institucional com a causa das quebradeiras. Para o defensor público geral, Pedro Alexandre Gonçalves, o momento foi simbólico: “hoje a Defensoria Pública inaugura um novo passo na sua missão de melhor atender a população que mais precisa. Queremos que não apenas os babaçuais sejam livres, mas que a própria Defensoria seja um espaço de liberdade e acolhimento.”

Para as quebradeiras, a etapa estadual foi um marco histórico. Maria Ednalva Ribeiro da Silva, vice-coordenadora do MIQCB, celebrou a parceria e o protagonismo feminino: “é a primeira vez que realizamos um evento dessa dimensão com a Defensoria Pública. Nossa expectativa é que possamos falar dos nossos anseios e reafirmar que queremos nossos babaçus livres, principal fonte de renda de muitas mulheres.”

Encerrando a programação, no dia 25 de setembro, foi realizado o Curso de Gestão de Projetos Sociais para Povos e Comunidades Tradicionais e Originárias. A formação aconteceu até o meio-dia e foi promovida pela Associação Indígena da Aldeia Pankararu Opará de Jatobá-PE, Instituto Educa, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública do Estado do Tocantins. O curso abordou estratégias de institucionalização e acesso a financiamentos, fortalecendo a capacidade das lideranças locais de estruturar projetos e buscar recursos para suas comunidades.

MIQCB Regional Imperatriz e Defensoria Pública promovem inclusão e garantia de direitos das quebradeiras de coco babaçu

Repórter: Tayná Duarte

Nos dias 23 e 25 de setembro, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), em parceria com a Defensoria Pública do Maranhão, e com apoio das DPEs do Tocantins, Pará e Piauí, realizou ações do projeto “Defensoria nos Babaçuais” nas cidades de Vila Nova dos Martírios e Amarante/MA.

O projeto tem como objetivo garantir acesso a serviços essenciais e regularização de documentos para mulheres quebradeiras de coco babaçu e suas famílias, fortalecendo a luta por direitos e inclusão social.

Em Vila Nova dos Martírios foi dada a largada oficial do projeto, levando serviços como emissão de documentação, cadastro no CAF e no TRE, atendimentos da Equatorial Energia, além de orientações e suporte jurídico para as famílias da comunidade.

Segundo Dona Deusenir dos Santos, quebradeira de coco e coordenadora de base do MIQCB:

É um projeto muito importante para as quebradeiras de coco, que são o público-alvo, em que elas vão poder fazer seus trabalhos, regularizando e fazendo suas documentações com mais acesso e agilidade. Sabemos que não é todo dia que conseguimos trazer a Defensoria para dentro dessas cidades e, quando ela se encontra, vemos uma conquista muito grande para o movimento e para todas nós quebradeiras de coco. Buscamos acesso e garantia de direito, porque é muito importante para nós.”

A jovem comunicadora do MIQCB, Emilly Araújo, também participou e destacou:

“É um evento muito importante tanto para as quebradeiras de coco como também para os pescadores e para a população em geral. Os jovens filhos das quebradeiras de coco tiveram acesso à regularização dos seus documentos.”

Já em Amarante do Maranhão, foi realizado o encerramento da primeira etapa do projeto, que foi considerado um verdadeiro sucesso e um marco para a defesa dos direitos das quebradeiras de coco.

Mariele Morais, diretora de Assuntos Institucionais e Estratégicos da DPE, ressaltou a relevância da iniciativa:

“Uma iniciativa interinstitucional entre as defensorias públicas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará, que tem como objetivo a garantia de direitos das mulheres quebradeiras de coco. São oferecidos vários serviços, atendimentos jurídicos, orientação jurídica, guarda, divórcio, emissão de registro. É um evento muito importante que visa atender e empoderar as quebradeiras de coco.”

Para Maria José, coordenadora executiva da regional Imperatriz e secretária de juventude do MIQCB, o sentimento é de celebração:

“Estamos muito felizes com esse projeto porque assim a gente vai conseguir trazer as quebradeiras de coco para fazer serviços que no dia a dia têm um pouquinho de dificuldade. Então quero agradecer por esse momento muito importante.”

O projeto “Defensoria nos Babaçuais” reforça o compromisso do MIQCB e das Defensorias Públicas com a promoção da cidadania, o fortalecimento comunitário e a redução das desigualdades sociais. Essa primeira etapa demonstra que, quando instituições se unem às comunidades, é possível transformar realidades e ampliar o acesso à justiça.

A próxima etapa do projeto será em outubro, na cidade de Imperatriz/MA, ampliando ainda mais o alcance do atendimento e garantindo que mais mulheres quebradeiras de coco e suas famílias tenham seus direitos reconhecidos e assegurados.

Defensorias nos Babaçuais leva acesso à justiça às mulheres quebradeiras de coco babaçu no Piauí

O projeto “Defensorias nos Babaçuais” realizou nesta quinta-feira (26) uma importante ação no território Olho D’Água dos Negros, em Esperantina (PI). A iniciativa promoveu atendimento jurídico integral e gratuito, emissão de documentos e orientação sobre direitos, aproximando a Defensoria Pública das comunidades e fortalecendo a luta das mulheres quebradeiras de coco babaçu.

Idealizado pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo da Defensoria Pública Agrária e Ambiental (DPagra), o projeto é desenvolvido em parceria com as Defensorias Públicas do Maranhão (DPE-MA), Pará (DPE-PA) e Piauí (DPE-PI), além do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

“A gente está sofrendo muito com as derrubadas, com as queimadas e com o veneno nas palmeiras de babaçu. Pedimos que isso pare, que a derrubada não continue crescendo. Queremos que as áreas já devastadas sejam recuperadas, porque se plantar agora elas envenenam de novo. Não queremos isso para ninguém”, desabafou Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB regional Piauí.

As atividades também integram as ações preparatórias para a COP30, que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA). Ao promover acesso à justiça climática e ambiental, o projeto reconhece o papel central das mulheres quebradeiras de coco na conservação das florestas de babaçu e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

“A importância é nós nos deslocarmos, trazermos a nossa equipe de atendimento e os serviços para perto da comunidade. Esse movimento da Defensoria de se aproximar da população é fundamental para facilitar o acesso das mulheres quebradeiras de coco aos seus direitos e à documentação civil. Assim, potencializamos a cidadania e trazemos soluções para quem mais precisa”, destacou Carla Yáscar Belchior, diretora-geral da Defensoria Pública do Piauí.

A iniciativa também está alinhada à campanha nacional “Justiça Climática é Justiça Social: Defensoria Pública por um Brasil mais sustentável, justo e igualitário”, promovida pela Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP), e conta com o apoio do Ministério das Mulheres e do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).

“A Defensoria Pública é a chave para discutir a questão do direito. É muito bom que ela esteja vindo ao campo, porque é assim que as pessoas mais necessitadas são ouvidas. A lei por si só não resolve todas as questões: é preciso luta, resistência e coragem. E é isso que vemos aqui, mulheres fortalecidas para continuar a sua luta”, afirmou Regina Sousa, ex-governadora do Piauí, que participou do evento.

Próximas etapas

Após os atendimentos estaduais, o projeto terá sua segunda etapa realizada em Imperatriz (MA), nos dias 16 e 17 de outubro, com novos atendimentos jurídicos, rodas de conversa e ações de educação em direitos, reunindo quebradeiras de coco de vários estados para fortalecer ainda mais a luta por justiça social e ambiental.

Avanço histórico para a inclusão educacional no Piauí: UFPI institui Política de Inclusão com participação das quebradeiras de coco babaçu

Na tarde de ontem (24), o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Regional Piauí, esteve presente na Reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI) para dialogar sobre a minuta da Resolução que institui a Política de Inclusão de Estudantes Indígenas, Quilombolas e Quebradeiras de Coco Babaçu nos cursos de graduação da instituição

A minuta da Resolução prevê a reserva de vagas para esses grupos sociais, por meio de um Processo Seletivo Específico e Diferenciado (PSED), além de medidas de permanência estudantil, como acesso à moradia universitária, programas de assistência estudantil e acompanhamento pedagógico, acadêmico e psicossocial. A proposta também cria um Colegiado Especial de Política de Inclusão, com participação direta das comunidades representadas, incluindo as quebradeiras de coco.

Para Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB Regional Piauí, a medida representa uma conquista fundamental:

“Este é um passo importante para garantir que as filhas e filhos das quebradeiras de coco tenham acesso à universidade, fortalecendo nossa luta por educação e direitos.”

O compromisso institucional foi reforçado pelo vice-reitor da UFPI, Edmilson Miranda de Moura:

“A UFPI reafirma seu compromisso com a diversidade e com a democratização do acesso ao ensino superior.”

Na mesma linha, a pró-reitora de ensino de graduação, Gardênia Pinheiro, destacou os esforços para garantir equidade no processo:

“Estamos empenhados em estruturar um processo seletivo inclusivo e que respeite as especificidades das comunidades.”

Já a professora Carmen Lucia, do curso de Antropologia da UFPI, ressaltou a importância do encontro de saberes:

“A presença das quebradeiras de coco na universidade contribui para o diálogo de saberes e o reconhecimento da importância de seus territórios e modos de vida.”

Com essa iniciativa, a UFPI se soma às universidades brasileiras que têm avançado na consolidação de políticas afirmativas e inclusivas, alinhando-se aos princípios da Convenção 169 da OIT e às legislações nacionais sobre ações afirmativas

Trata-se de mais um marco histórico na luta das quebradeiras de coco babaçu, que veem agora na educação superior um espaço de reconhecimento, resistência e ampliação de direitos.

MIQCB celebra regulamentação da Comissão de Monitoramento da Lei do Babaçu Livre no Piauí

Na manhã de ontem (24), o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), regional Piauí, realizou no Auditório do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Teresina, um ato público para celebrar a regulamentação da Comissão de Monitoramento da Lei do Babaçu Livre (Lei nº 7.888/2022).

A data coincidiu com o Dia Estadual da Quebradeira de Coco Babaçu, instituído pela Lei 6.669/15, de autoria do deputado Limma, fortalecendo ainda mais o simbolismo do encontro.

O Decreto nº 23.534, de 20 de janeiro de 2025, oficializou a criação da Comissão, composta por representantes do poder público, sociedade civil e movimentos sociais, entre eles o MIQCB-Piauí. A iniciativa garante espaço institucional para que as quebradeiras de coco babaçu participem diretamente da formulação e acompanhamento de políticas públicas voltadas à preservação dos babaçuais e à defesa de seus direitos.

A Comissão terá como missão central monitorar as demandas dos territórios, propor medidas de proteção ambiental, assegurar a preservação dos babaçuais e elaborar relatórios anuais sobre a efetividade da Lei.

Para Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB Regional Piauí, a conquista representa um marco histórico:

“Esse é um passo histórico para nós, quebradeiras de coco babaçu. Estar dentro dessa Comissão significa ter nossas vozes reconhecidas nas decisões que afetam diretamente a nossa vida, o nosso território e a preservação dos babaçuais. Seguiremos firmes na defesa do Babaçu Livre, unindo tradição, resistência e futuro.”

A importância da Comissão também foi destacada pela secretária de Relações Sociais do Estado do Piauí, Núbia Lopes, que ressaltou o caráter democrático da medida:

“O Governo do Estado reconhece que as quebradeiras de coco são protagonistas na preservação do meio ambiente e na economia solidária. A presença delas nessa Comissão assegura que as políticas públicas sejam construídas com participação popular e legitimidade social.”

Helena Gomes, presidente da Associação de Mulheres Trabalhadoras do Coco Babaçu e integrante do Comitê Gestor da Lei Babaçu Livre, reforçou o papel das mulheres quebradeiras na continuidade dessa luta:

“A Comissão de Monitoramento é uma vitória coletiva. Representa o resultado de anos de mobilização e resistência das mulheres quebradeiras. Seguiremos firmes para garantir que a Lei do Babaçu Livre seja cumprida em sua totalidade e que os babaçuais continuem sendo fonte de vida e dignidade para nossas comunidades.”

O ato reuniu lideranças, autoridades, representantes de movimentos sociais e comunidades tradicionais, consolidando mais um avanço na luta pelo reconhecimento e pela valorização das quebradeiras de coco babaçu no estado do Piauí.

Cirandas de Quebra de Coco Babaçu fortalecem luta e cultura das quebradeiras no Piauí

Entre os dias 17 e 20 de setembro, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), regional Piauí, realizou as Cirandas de Quebra de Coco Babaçu em alusão ao mês da quebradeira de coco babaçu. A programação percorreu os territórios de Jatobá/Joca Marques, Vieira/Esperantina, Chapada da Sindá/São João do Arraial e Barroca/Morro do Chapéu, reunindo mulheres de mais de 20 territórios e registrando cerca de 113,5 quilos de coco quebrado.

Foram quatro dias de intensa mobilização, com atividades que promoveram troca de saberes, fortalecimento comunitário e valorização da luta das quebradeiras. Estima-se que cerca de 180 mulheres participaram, envolvendo também juventudes e comunidades locais.

Segundo Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB regional Piauí, o momento representou muito mais que um encontro:
“Foram dias intensos de atividades, com muita troca de saberes e fortalecimento do nosso território. Tivemos palestras com psicólogos, em alusão ao Setembro Amarelo, oficinas de comunicação popular, cantos com as nossas encantadeiras, emissão do CAF e rodas de conversa sobre a Lei Babaçu Livre. Cada ciranda foi um espaço de escuta, de partilha e de fortalecimento da nossa luta. Encerramos esse ciclo com alegria e esperança, reafirmando o nosso compromisso de seguir unidas na defesa do Babaçu Livre, do nosso território e da vida das quebradeiras de coco babaçu.”

O evento também contou com a presença de profissionais da saúde, que levaram orientações importantes às comunidades. O psicólogo Eduardo Cavalcanti, da equipe multidisciplinar de São João do Arraial, destacou a relevância do trabalho integrado:
“É um movimento muito importante porque tá incentivando a cultura, incentivando o extrativismo e nós temos esse público-alvo de mulheres trabalhadoras que precisam também ter essas orientações sobre a saúde mental. Então eu tive o momento aqui de ter uma fala sobre o Setembro Amarelo, sobre valorização da vida e também sobre a questão de identificar o adoecimento mental, de promover a saúde mental para esse público-alvo. A gente vai alinhar ações também para esse mês de outubro, que é o mês do Outubro Rosa, vamos trazer a saúde do município para cá com ações voltadas para fisioterapia, para nutrição e eu também atuando como psicólogo aqui nessa comunidade.”

O poder público também marcou presença e reforçou o apoio às quebradeiras. A prefeita de Joca Marques, Fabianna Franco, ressaltou o papel histórico e cultural das mulheres que vivem do babaçu:
“Nós estamos muito felizes de poder participar hoje da nossa ciranda das quebradeiras. É uma valorização das quebradeiras de coco. Fico feliz em ver o espaço delas a cada dia mais crescendo. E aqui no nosso município de Joca Marques, não é diferente. Elas vêm ganhando espaço, elas vêm sendo valorizadas por essa luta que elas vêm lutando há muitos anos. Ficamos felizes pela dona Domingas, que mora aqui no município de Joca Marques e vem fazendo com que essa cultura permaneça viva até nos dias de hoje. Eu, como gestora do município, estou aqui para poder abraçar e apoiar tudo o que for preciso para as quebradeiras de coco babaçu.”

As Cirandas de Quebra de Coco Babaçu reafirmaram a importância da organização coletiva das mulheres, da preservação da cultura tradicional e da luta pelo direito ao uso livre do babaçu. Foram dias de partilha, resistência e esperança, que reforçaram o papel das quebradeiras como guardiãs da floresta e protagonistas na defesa da vida e do território.

Quebradeiras de coco lançam site de compras no Mês das Quebradeiras em São Luís

Em um gesto que une tradição e inovação, a Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB) lançou, no último dia 4 de setembro, às 10h, seu site de compras online — um marco histórico para a comercialização dos produtos do babaçu. O evento aconteceu na Casa da Palmeira de Babaçu Dada e Dijé, sede da loja física, no coração do Centro Histórico de São Luís (MA), e foi marcado por degustações, cantorias e muita animação das quebradeiras.

A iniciativa chega em meio ao Mês das Quebradeiras, fortalecendo a luta e a visibilidade das mulheres que, há décadas, transformam resistência em geração de renda, preservação ambiental e cultura viva. Fundada em 2009, a CIMQCB reúne hoje 38 grupos produtivos, com 167 cooperadas diretamente associadas e mais de 250 mulheres beneficiadas, que atuam no extrativismo e no beneficiamento do coco babaçu.

Um canal direto com o Brasil

O novo site de vendas — maepalmeira.com.br — permitirá que consumidores de todo o país adquiram alimentos, cosméticos e artesanatos diretamente das quebradeiras, ampliando o mercado e garantindo que a renda chegue a quem produz.

“Lançar a loja virtual no Mês das Quebradeiras é motivo de muita alegria para nós. É um dia especial, porque quem compra nossos produtos não leva apenas um alimento ou um artesanato, leva também a nossa história e identidade. Cada compra fortalece a luta pelo território, pelo Babaçu Livre e contribui para a preservação dos babaçuais. Com essa conquista, vamos levar nossa cultura e nossa resistência para todo o Brasil”, destacou Helena Gomes, presidente da cooperativa”, destacou Helena Gomes, presidente da cooperativa.

Entre os destaques alimentícios do catálogo estão o azeite tradicional, o óleo a frio de babaçu, a farinha de mesocarpo e os biscoitos artesanais. Na linha de cosméticos, sobressaem os sabonetes e sabões artesanais. Já no artesanato, chamam atenção as biojoias (colares, brincos, pulseiras) e peças em palha e coco, como cestas, abanos e estojos.

“É uma felicidade muito grande para todas nós. Quero dizer que o sucesso da loja serão as quebradeiras de coco que fazem parte dos grupos produtivos do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí. São elas que produzem os alimentos, cosméticos e artesanatos que chegam agora ao mercado virtual, além das feiras e das lojas físicas”, ressaltou Rosa Gregória, diretora da Regional Baixada.

Todos os produtos seguem princípios da produção agroecológica e sustentável, sem conservantes ou agrotóxicos, reforçando o compromisso da cooperativa com a saúde, o meio ambiente e a valorização dos territórios tradicionais.

Fundo Babaçu: conquista histórica

O site é fruto de um projeto apoiado pelo Fundo Babaçu, mecanismo criado em 2012 a partir da luta histórica do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), com aporte financeiro do Fundo Amazônia/BNDES.

“A loja virtual é fruto de um projeto aprovado pelo Fundo Babaçu. Um instrumento importantíssimo que visa fortalecer as organizações e iniciativas socioambientais com apoio financeiro não reembolsável. Esse é mais um exemplo de como o Fundo impulsiona nossas conquistas coletivas”, explicou Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva Regional Piauí e coordenadora do Fundo Babaçu.

Durante o lançamento, a coordenadora do MIQCB, Maria Alaídes, reforçou que a CIMQCB nasceu da luta organizada das quebradeiras:

“A CIMQCB é fruto da luta do MIQCB. Nosso papel no eixo produtivo é preservar a sociobiodiversidade, produzir com qualidade e manter a natureza em pé. As quebradeiras de coco são protagonistas nesse processo”, destacou.

Sobre a CIMQCB

A Cooperativa Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB) foi criada em 2009, fruto da luta do MIQCB. Hoje conta com 38 grupos produtivos distribuídos no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. Sua atuação beneficia diretamente mais de 250 mulheres que vivem do extrativismo sustentável do babaçu. A cooperativa possui sede em São Luís (MA) e filiais em Esperantina (PI), Imperatriz, Viana e Pedreiras (MA), São Miguel (TO) e São Domingos do Araguaia (PA).

Quebradeiras de coco do MIQCB fortalecem a 16ª Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão

“Retomar territórios para tecer o bem viver” foi a chama que uniu cerca de 2 mil pessoas — indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, ribeirinhos, pescadores, camponeses, outros povos e comunidades tradicionais e aliados — no 16º Encontrão da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão. O evento aconteceu de 20 a 24 de agosto, na Terra Indígena Taquaritiua, do povo Akroá Gamella, em Viana (MA).

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) marcou presença com caravanas das três regionais do Maranhão — Baixada Maranhense, Mearim/Cocais e Imperatriz — que se somaram às demais comunidades para reafirmar a luta pela retomada dos territórios e pelo direito ao bem viver.

O MIQCB teve a honra de abrir a programação do terceiro dia da Teia com uma mística marcada por cânticos, danças e a espiritualidade que move o movimento. As quebradeiras também participaram ativamente da condução dos trabalhos na Casa Redonda, das rodas de conversa com as juventudes, do espaço das cantorias, da cozinha coletiva e das visitas às aldeias.

Vitória Balbina, quebradeira de coco e indígena, coordenadora executiva do MIQCB Regional Baixada disse que“receber a Teia no nosso território tem um significado muito grande. Este é um território indígena e de quebradeiras de coco, fruto de retomada e resistência, porque somos indígenas e quebradeiras. A importância está em acolher esse povo com alegria e coragem, principalmente neste território que é fruto de retomada e de resistência como o nosso. Para nós, território é saúde, é força, é resistência”, contou Vitória.

“Aqui partilhamos sementes, saberes, alimentos sem veneno, sonhos coletivos e espiritualidade. Assim como a aranha tece sua teia, nós tecemos uma força que une indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, pescadores e camponeses. Estamos muito felizes em receber tantas pessoas nesse espaço de luta, esperança e bem viver.”, concluiu, a coordenadora.

Nas vivências do território, as caravanas do MIQCB visitaram dez aldeias. Na Nova Vila, as quebradeiras receberam os visitantes com mingau de mesocarpo, bolos e biscoitos preparados a partir do babaçu, mostrando a diversidade de produtos e a importância da unidade comunitária de beneficiamento. Durante a programação, as famílias da aldeia contaram como foi o processo de luta e resistência do povo akroá gamela e como as quebradeiras de coco resistem no território.

Para Áurea Maria, coordenadora de base do MIQCB Regional Mearim/Cocais, a presença das quebradeiras reafirma o papel central das mulheres na luta por territórios livres:

,“Nossas mãos que quebram o coco também alimentam a resistência. Cada produto do babaçu carrega a nossa ancestralidade e o nosso direito de viver da floresta em pé. Estar aqui na Teia é renovar a certeza de que a luta é coletiva e de que só avançamos quando caminhamos juntas. A Teia é um espaço de partilha — partilha das lutas e também da realização do próprio encontro, que envolve desde a programação até o apoio durante o evento: na cozinha, na limpeza e nas discussões das plenárias. Tudo aqui é coletivo, tudo aqui é resistência”, frisou.

Juventude e continuidade da luta

Um dos momentos mais marcantes foi o diálogo com as juventudes, em que as quebradeiras do MIQCB conduziram reflexões sobre a continuidade da luta e a importância da formação das novas gerações.

Maria José, coordenadora executiva do MIQCB Regional Imperatriz e Secretária de Juventude do Movimento destacou a importância de espaços como a TEIA para fortalecer a luta.

“Estar hoje no espaço da Teia é para mim um motivo de muita alegria, porque a Teia é um espaço de luta e de resistência. Aqui, todos os movimentos — inclusive o MIQCB, presente com três regionais — se unem para lutar pela terra, pelos territórios e pela palmeira de babaçu em pé, que é a nossa luta diária. Quero destacar também a participação da juventude nesta Teia. Temos uma quantidade expressiva de jovens, especialmente do MIQCB, que estão contribuindo com a organização e com a programação. Eles estão se fortalecendo para dar continuidade à luta em seus territórios”, declarou.

Durante os cinco dias de programação, o MIQCB participou da coleta de assinaturas para a minuta da Lei Babaçu Livre do município de Viana e para a Lei Estadual contra a pulverização aérea de agrotóxicos, fortalecendo a luta jurídica e política em defesa da vida.

As quebradeiras também tiveram participação ativa nas falas coletivas da “fila do povo”, reafirmando a resistência diante das ameaças dos grandes projetos de mineração, portos e agronegócio.

A participação das quebradeiras de coco na 16ª Teia reafirmou o compromisso histórico do MIQCB com a defesa dos territórios e a preservação dos modos de vida tradicionais. Mais do que presença, as caravanas das três regionais levaram consigo o espírito de resistência, solidariedade e esperança — fios indispensáveis para o tecer coletivo da Teia.

Carta do 16º Encontrão

O encerramento da Teia foi marcado pela leitura da Carta do 16º Encontrão, que reafirma a retomada dos territórios como base para o bem viver, denuncia os ataques sofridos pelos povos e aponta estratégias de enfrentamento e de fortalecimento das lutas conjuntas.

O documento destaca o simbolismo do encontro no território Akroá Gamella, palco do massacre de 2017, e reforça que a retomada é resposta à exclusão, às leis colonizadoras e às ameaças do capital, do agronegócio, da mineração, dos grandes empreendimentos e das invasões religiosas.

A Carta aponta que a retomada significa também fortalecer os laços coletivos e apresenta três objetivos centrais:

  • Autonomia na educação, com projetos próprios e valorização de professores indígenas e quilombolas;
  • Combate à violência contra as mulheres, com reconhecimento e enfrentamento coletivo;
  • Valorização dos saberes ancestrais, garantindo que sejam transmitidos às novas gerações.

Os povos denunciam ainda o projeto Grão Pará Maranhão (porto em Alcântara e ferrovia até Açailândia), que ameaça seus territórios, e exigem consulta prévia conforme a Convenção 169 da OIT.

A Carta encerra afirmando que, apesar dos ataques, a união na Teia fortalece a resistência e já projeta o próximo encontro em 2026, no Quilombo Tanque da Rodagem, celebrando os 15 anos da articulação.

Leia a Carta aqui:

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