MIQCB SOBRE A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS (COVID-19)

Em atenção às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde e dos governos estaduais, sobre as medidas de prevenção à transmissão de doenças causadas por vírus, como Covid 19 e H1N1; em atenção à saúde de cada mulher que constrói o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco, suas famílias e comunidades; em atenção a nossa conduta ética com os grupos, articulações, territórios e comunidades que apoiamos, orientamos as assessorias e coordenações do MIQCB a estabelecer os seguintes cuidados e novas formas de trabalho.

O MIQCB atua em quatro regiões brasileiras, sendo elas: Tocantins, Maranhão, Pará e Piauí. Diante da escalada da pandemia, e da existência de alguns casos já confirmados, os governos dos respectivos estados publicaram decretos limitando o funcionamento de instituições públicas, suspendendo atividades escolares e culturais, transporte intermunicipais de passageiros, bem como limitação e/ ou paralisação ao funcionamento de comércios e serviços não essenciais, entre outras medidas de prevenção e contenção.

Além disso, o governo federal decretou todo território nacional como de transmissão comunitária. Isso significa que o sistema de saúde não consegue mais rastrear como as pessoas foram contaminadas. Logo, desde a segunda-feira (17) deliberamos que as reuniões em locais abertos ou fechados, atividades de campo, viagens e circulação nos escritórios das assessorias regionais e sede, estão SUSPENSAS até que se reavaliem as medidas necessárias para a seguridade de todas. Nossos diálogos entre assessorias, colaboradores e parceiros continuam de maneira remota, em nossas casas, utilizando nossos e-mails e telefones, e seguindo horários de fluxo comercial.

Devemos também suspender as atividades de vínculos solidários, evitando expor as crianças com quem trabalhamos a situações que tragam vulnerabilidade a suas saúdes; cuidar umas das outras e, sobretudo, de nossos idosos, gestantes, paridas, crianças e pessoas com deficiência, bem como se atentar as demais pessoas que se encontram com a saúde fragilizada e no grupo de risco. Eles precisam de nosso apoio.

Sabemos que o dia a dia da quebradeira de coco, envolve sua relação com a terra, com a agricultura, com um modo de produzir e forma política que envolve toda a comunidade, além das relações de compadrio e vizinhança. Entretanto, nesse momento é necessário nos articularmos para exercer o distanciamento social, a fim de evitar a proliferação do vírus, direcionando nossas práticas comunitárias a pensar soluções coletivas de proteção à saúde de nossos territórios.

Devemos intensificar nossas medidas de higiene como lavar as mãos, conforme orientado pela OMS, evitar tocar bocas e olhos, utilizar o cotovelo ao cobrir tosse ou espirro, não compartilhar objetos pessoais e utilizar o álcool em gel 70%, quando não estivermos com acesso direto à água e sabão. É preciso também estar atento à outras enfermidades e buscar os postos de saúde para vacinação contra H1N1. Diante de sintomas leves como tosse, mal-estar e febre moderada, é aconselhado ficar em suas residências. Mas caso apareça tosse persistente, falta de ar, febre alta e dor no peito, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

Também podemos mobilizar os conhecimentos tradicionais sobre saúde e boas práticas que fortaleçam o sistema imunológico, bem como promover a alimentação saudável que vem da floresta do babaçu e nossos quintais. Importante lembrar que neste momento de recolhimento, nossas mulheres tendem a ficar sobrecarregadas com os serviços domésticos. Enfatizamos que o cuidado com a casa e nossos familiares é de responsabilidade de todos.

Tais medidas têm como intuito reduzir a contaminação e assim evitar que mais pessoas sejam atingidas, principalmente àquelas que se encontram a margem das políticas públicas e do acesso a medidas de cuidado e contenção. Na contramão do mundo, as atitudes negacionistas e de desinformação do presidente da República sobre a gravidade da pandemia no país e suas medidas econômicas propostas, tem colocado ainda mais em risco nossa população.

Coletividade é o que norteia nosso bem viver, nossa política, nossos territórios, vida e luta. Lembramos mais uma vez que o MIQCB tem como responsabilidade, o cuidado com as mulheres que formam o movimento, as comunidades onde elas estão inseridas, suas famílias, bem como prezar pelos grupos mais vulneráveis. Em toda história do movimento, sempre tivemos como prática o cuidado e sensibilidade uma com as outras, em todas as adversidades que apareceram. Assim continuaremos. Seguiremos lutando.

Queremos florestas em pé, território livre, acesso à água e saúde! Juntos venceremos a pandemia!

Maria Alaídes Sousa

Coordenadora Geral do MQCB

Núcleo Técnico de Coordenação do MIQCB.

São Luís, 23 de março de 2020

No dia da Biodiversidade, mulheres do Cerrado debatem modos de vida e resistências nos territórios

No dia 22 de maio, data que marca o Dia Internacional da Biodiversidade, a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado inicia a série de transmissões virtuais ‘’Bate-papos: Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade’’, realizada em parceria com o Observatório De Olho nos Ruralistas. O episódio de estreia será transmitido às 16h e apresentará o tema ‘’A força das Mulheres do Cerrado: Raizeiras e Quebradeiras’’, contando com a participação de representantes de entidades e movimentos que integram diferentes frentes da luta por direitos em territórios do Cerrado.

O primeiro episódio da série jogará luzes para os modos de vida e as formas de resistência das mulheres quebradeiras de coco-babaçu e das raizeiras do Cerrado. Aparecida Vieira e a quilombola Lucely Morais, mestras em Saberes Tradicionais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de Brasília (UnB), respectivamente, representarão as raizeiras na roda de diálogo. Ambas fazem parte da coordenação da Articulação Pacari, uma rede socioambiental formada por organizações comunitárias que praticam medicina tradicional através do uso sustentável da biodiversidade do Cerrado.

O time das quebradeiras de coco-babaçu contará com a participação de Socorro Teixeira, do Tocantins, presidente da Rede Cerrado e parte da Coordenação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco-babaçu (MIQCB), e Helena Gomes, do Piauí, vice coordenadora do MIQCB. Maria Emília Pacheco, da FASE e da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), integrará o bate-papo como debatedora juntamente com Valéria Santos, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da coordenação executiva da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, que facilitará a roda de diálogo.

Guardiãs e guardiões de saberes tradicionais

Os povos do Cerrado são herdeiros e operacionalizam saberes ancestrais e tradicionais que guiam, há inúmeras gerações, o manejo das matas e paisagens, que fazem dessa rica savana uma das regiões mais biodiversas do planeta. “Se ainda há Cerrado em pé é porque esses povos estão com os pés no chão do Cerrado. É por isso que não existe defesa do Cerrado sem a defesa dos territórios do Cerrado, onde esses povos conservam a biodiversidade por meio de seus modos de vida’’, afirma Valéria Santos, da coordenação executiva da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado.

O amplo aproveitamento da palmeira do coco-babaçu pelas quebradeiras do Maranhão até o Mato Grosso (passando pelo Pará, Piauí, Tocantins e chegando até a Chiquitania na Bolívia) depende de um conjunto de saberes passado entre mulheres ao longo de muitas gerações. Através desses múltiplos usos, a “mãe-palmeira”, como dizem as quebradeiras, traz alimento e sustento para milhares de famílias do nosso Cerrado.

Apesar disso, muitas vezes as quebradeiras têm que lutar contra grandes proprietários que querem derrubar as palmeiras e impedir o acesso delas aos babaçuais. Tudo isso as levou a se organizar no MIQCB para conseguir “libertar o coco” e se fortalecerem na produção e comercialização.

Outro saber tradicional dos povos do Cerrado é o do uso das plantas medicinais que compõem a “Farmacopeia Popular do Cerrado”. As raizeiras e raizeiros são reconhecidos em suas comunidades pela prática de diferentes ofícios de cura a partir da aplicação de variedades de plantas, raízes, frutos, argilas e seus preparados. ‘’A criminalização e depreciação da importância biocultural dessas práticas levou as raizeiras a se organizarem na Articulação Pacari e a lançarem o Protocolo Biocultural das Raizeiras do Cerrado, buscando defender seu direito de praticar a medicina tradicional’’, afirma Valéria.

Não bastasse a falta de reconhecimento da importância de suas práticas para a diversidade cultural e biológica do Cerrado, as quebradeiras e as raizeiras ainda têm enfrentado a ameaça de um novo tipo de roubo e cercamento: a apropriação por empresas do patrimônio genético do qual são guardiãs.

Programação

A série de bate-papos ‘’Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade’’ realizará a transmissão de diálogos centrados nas populações que promovem a conservação da biodiversidade do Cerrado: indígenas, quilombolas e os povos e comunidades tradicionais da região. Com dois episódios previstos por mês, a série acontecerá até o mês de agosto.

Nesse momento de pandemia por conta do coronavírus, Aparecida Vieira destaca a importância da iniciativa de visibilizar o trabalho das mulheres raizeiras nos territórios. ‘’Precisamos anunciar que os trabalhos das mulheres guardiãs dos saberes tradicionais não foram interrompidos nesse momento que vivemos. Pelo contrário, é um trabalho fundamental para a saúde das comunidades’’, destaca a raizeira.

Serviço:

Debate virtual ‘’ A força das Mulheres do Cerrado: Raizeiras e Quebradeiras’’

Data/horário: 22 de maio, às 16h (horário de Brasília)

Canal de transmissão: www.facebook.com/campanhacerrado

Realização: Campanha Nacional em Defesa do Cerrado

Parceria: Observatório De Olho nos Ruralistas

Contato de Imprensa:

Bruno Santiago

comunicacerrado@gmail.com

+55 011 99985 0378

Encontrinho da Rede Agroecologia do Maranhão (RAMA)

No dia 29 de fevereiro foi realizado o Primeiro Encontrinho promovido pelo grupo de trabalho de Juventude da RAMA na Comunidade Quilombola Monte Alegre, município de São Luís Gonzaga, Maranhão. Apesar das dificuldades encontradas, o encontro foi marcado pela resistência da juventude, pelo resgate histórico da comunidade de Monte Alegre, bem como pela preservação da cultura afro-brasileira, presente naquele espaço de luta, resistência e de muitas conquistas.

O encontro, oportunizou aos jovens lutadores, a chance de apresentar o GT de juventude da Rama aos membros participantes do Quilombo, como também criou condições para que a geração mais experiente da comunidade pudesse expressar e fazer um resgate histórico do seu lugar de origem. Durante a realização do resgate histórico, foi possível perceber o quanto um povo que luta para ocupar e demarcar seu território em um país, marcado pela distribuição desigual da terra passa por muita opressão e sofrimento.

A presença de Dona Dijé ainda possui muita força no Quilombo Monte Alegre e em todo o Brasil, por seu exemplo de luta e resistência em prol das liberdades, assim como não podemos esquecer uma de suas grandes frases: “ Nós queremos território livre para nascer, germinar, parir e morrer!”. O encontro também contou com a roda de tambor de crioula, reunindo crianças, jovens, adultos e os mais velhos, compartilhando do mesmo espaço e mostrando que a comunidade apresenta todas as condições para preservação e perpetuação da cultura.

O Encontrinho acabou se tornando um grande encontro, juntando crianças, jovens, adultos e idosos de diferentes realidades; História, cultura, resistência, alegria, entre outros ingredientes, que serviu para apontar caminhos,agregar novos adeptos do movimento, mostrar que mesmo em tempos sombrios é possível avançarmos, resistir e conquistarmos o nosso sonho de viver em um país mais justo, onde todos tenham acesso a uma vida digna.

Texto editado pela Assessoria de Comunicação do MIQCB

8 de Março: a força das mulheres Quebradeiras de Coco

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu parabeniza todas as mulheres que estão em luta na defesa de seus territórios e do Babaçu Livre. Ser mulher quebradeira de coco é resistência, é exercer seu papel político na luta pela manutenção e reconhecimento da quebra de coco, do seu modo de vida, do bem viver e do acesso livre aos seus territórios. É quebrar as cercas físicas vindas por meio do agronegócio, das grandes plantações, da mineração e outros males do capital, mas também derrubar as cercas impostas por um machismo que violenta e tende a limitar a força política dessas mulheres.

Durante todo o mês de março, as regionais que abarcam o movimento estarão em atividades temáticas como mostras fotográficas em homenagem as quebradeiras de coco, seminários com jovens e mulheres pautadas em produção, conquistas de mercados e avanços políticos das mulheres, feiras com vendas de produtos, rodas de conversas e caminhadas pelas ruas dos municípios e comunidades. Toda programação poderá ser acompanhada por meio do facebook.

Para além do dia dedicado à mulher, as batalhas na busca por direitos e valorização são diárias. Abaixo, relembramos o manifesto QUEBRADEIRAS: OS ENCANTOS DA RESISTÊNCIA PELA CONSERVAÇÃO escrita para a campanha Filhas da Mãe Palmeira, as quebradeiras de coco babaçu, organizado por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, e com o apoio da União Europeia e da ActionAid:

Há pelo menos 3 gerações encontramos nosso bem viver na palmeira babaçu. O coco que ela nos dá vira de tudo em nossas mãos: é o que nos mobiliza pela conservação da natureza ao nosso redor e das comunidades nativas da nossa região; é o alimento que nos sustenta; é o teto que nos abriga;

Filhas da Mãe Palmeira, nossos corpos e ciclos de mulher possuem muito em comum com a natureza do babaçu. Assim como nós, que geramos vida em 9 meses, a palmeira babaçu amadurece o cacho de coco nesse mesmo tempo. O coco babaçu que nos alimenta remete ao formato dos nossos seios que alimentam nossas crias. Nós, quebradeiras, somos irmãs do leite de babaçu, que nutre as nossas famílias desde a infância. E é por essa relação simbiótica com o babaçu que levamos com honra o título de Guardiãs dos Babaçuais.

Nossa história enquanto povo tradicional foi construída pelas mãos calejadas de mulheres fortes. Com a beleza e a firmeza de uma luta travada por mulheres. Se antes nossa atividade era desvalorizada, hoje estampamos o orgulho de preservar nosso sustento e tradições, mesmo diante das dificuldades que sempre nos foram impostas. Ser quebradeira é uma escolha feita por cada uma de nós. Uma escolha desafiadora, mas repleta de força e luz e encarada com muita alegria.

Ao longo dos anos de luta, conquistamos respeito e reconhecimento dentro e fora do Brasil. Nossa principal conquista foi a autonomia que alcançamos por meio de cada coco quebrado, por nossa união. Conquistamos um papel político importante como mobilizadoras, numa caminhada com outros povos tradicionais. Conquistamos visibilidade e a possibilidade de oferecer melhores condições às nossas famílias – e com isso, conquistamos dignidade.

Mas as cercas seguem avançando e isolando as florestas de babaçu, cerceando assim nosso bem viver. E se a resistência contra o livre acesso aos territórios segue avançando, a nossa resistência pelo babaçu livre segue se fortalecendo.

Seguiremos lutando pela conservação dos babaçuais, pelo acesso ao território, pela preservação da nossa identidade cultural e pela manutenção de tudo o que conquistamos de uma forma tão bela.

Não existimos sem as florestas de babaçu, sem nossa Mãe Palmeira. E se não resistirmos, as florestas também deixarão de existir.

Campanha pela conservação do modo de vida tradicional das quebradeiras de coco babaçu

“Sabe essa foto aqui próximo a minha antiga casa representa muito…me remete a tempos de inicio de luta, onde pensar em ter uma casa era algo muito, muito difícil. Mas a luta nos mostrou que quando acreditamos e temos coragem pra seguir, concretizamos nossos sonhos, como o acesso ao território livre e o nosso bem viver”, Emília Alves da Silva Rodrigues, liderança no Tocantins.

Filhas da Mãe Palmeira, as quebradeiras de coco babaçu, organizadas por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, e com o apoio da União Europeia e da ActionAid, lançam as peças publicitárias sobre o trabalho de valorização da cultura da quebra do coco. As ações da campanha foram desenvolvidas ao longo do ano de 2019, com a realização de Oficina Fotográfica e Comunicação Comunitária, visita em setembro a três países na Europa, e, em dezembro, com o encerramento da ação com a veiculação das peças publicitárias produzidas ao longo dessas atividades. Aqui uma das fotos que retratam a vida, luta e resistência dessas mulheres.

#uniaoeuropeia

#actionaid

#quebradeirasdecocobabacu

Campanha internacional das quebradeiras de coco babaçu chega a uma nova etapa

Após a divulgação dos auto retratos e de matérias sobre os trabalhos de comunicação para a valorização e manutenção da cultura da quebra do coco babaçu, a campanha chega a uma nova etapa: dos vídeos e das artes grifadas! Isso mesmo, ambos os matérias trazem informações importantes e estratégicas para a luta e resistência das quebradeiras de coco babaçu.

No primeiro “rafe”, três grandes lideranças quebradeiras de coco babaçu: Dona Dijé, Dada e dona Socorro homenageadas pelo Movimento. Foram mulheres de luta e resistência e que muita se dedicaram a causa e luta pelo acesso livre ao território.

As peças publicitárias falam sobre o aumento das florestas de babaçu ao longo dos últimos anos; de 18 para 25 milhões de hectares. As estatísticas reforçam a ideia de que “onde tem quebradeira de coco babaçu, tem floresta de babaçu em pé”. A outra arte já chama para a luta das quebradeiras como um “Lute como uma quebradeira”. As fontes das informações são de projetos científicos como a Cartografia Social da Amazônia desenvolvido por várias universidades públicas no país.

Sobre a campanha:

Filhas da Mãe Palmeira, as quebradeiras de coco babaçu, organizadas por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, e com o apoio da União Europeia e da ActionAid, lançam as peças publicitárias sobre o trabalho de valorização da cultura da quebra do coco. As ações da campanha foram desenvolvidas ao longo do ano de 2019, com a realização de Oficina Fotográfica e Comunicação Comunitária, além da visitação, no final do ano passado, a três países na Europa, e, em dezembro, com o inicio da veiculação das peças publicitárias produzidas ao longo dessas atividades.

Guardiãs dos Babaçuais em uma relação que conecta ciclos e gerações. Dessa relação simbiótica se conserva o território e se sustenta a tradição. O trabalho desenvolvido pela equipe de comunicólogos (jornalistas, designers, publicitários, cineastas) para a campanha publicitária teve o cuidado de expressar graficamente, visualmente e textualmente essa conexão, investigando as referências visuais desse universo para propor algo sensível e acolhedor, sem perder de vista a força e resistência que fazem parte das lutas diárias das quebradeiras de coco babaçu.

As quase 400 mil quebradeiras de coco babaçu também lutam pelo reconhecimento identitário e político, pelo acesso livre ao território “é uma condição para poder existir e ser o que se é”, enfatizou Bárbara Vitória Balbina, coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, que atua em quatro estados brasileiros (Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins) e seis regionais.

A história é parecida por todo o país. Especulação imobiliária, grandes fazendas agropecuárias, plantações de grãos ou eucalipto, mineração, estradas, barragens, parques eólicos e até unidades de conservação ambiental: são múltiplas as ameaças que têm feito, ao longo dos anos, comunidades tradicionais como a das quebradeiras de coco babaçu em todo Brasil vivenciarem conflitos fundiários e muitas acabaram sendo expulsas das terras, onde seus bisávos, avós e pais moravam.

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) foi iniciado há quase trinta anos em um processo de aglutinação de iniciativas de resistência à devastação dos babaçuais. Esses processos foram formados por grupos informais de mulheres, clube de mães e associações de trabalhadoras rurais que sofriam pressões de “novos proprietários”, ou seja, grileiros e pecuaristas atraídos por incentivos governamentais para ocupação e expansão da fronteira agrícola em territórios antes ocupados por essas populações tradicionais. Atualmente é o maior movimento de mulheres da América Latina, envolve cerca de 400 mil mulheres em quatro estados brasileiros: Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.

“Ao longo dos anos de luta, conquistamos respeito e reconhecimento dentro e fora do Brasil. Nossa principal conquista foi a autonomia que alcançamos por meio de cada coco quebrado, por nossa união. Conquistamos um papel político importante como mobilizadoras, numa caminhada com outros povos tradicionais. Conquistamos visibilidade e a possibilidade de oferecer melhores condições às nossas famílias – e com isso, conquistamos dignidade”, enfatizou Maria Alaídes, coordenadora do MIQCB.

Objetivos da campanha de valorização da cultura da quebra do coco babaçu

Entre os objetivos da campanha de valorização da cultura da quebra do coco babaçu estão: propiciar visibilidade às violações de direitos das quebradeiras de coco babaçu; aproximar e gerar identificação com as demandas das quebradeiras de coco babaçu por seu desenvolvimento sustentável e engajar a sociedade na luta pela defesa dos modos de vida das quebradeiras de coco babaçu. Todos os objetivos no âmbito nacional e internacional.

Inglaterra, Bélgica e França conheceram um pouco mais do modo de vida das quebradeiras de coco babaçu. Um grupo de mulheres visitaram instituições financiadoras, universidades e o parlamento europeu apresentando os desafios da cultura da quebra do coco babaçu pelos quatro estados brasileiros: Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. Além de buscar agentes financiadores estrangeiros para os projetos do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

A atividade integra o projeto “Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu em Defesa do Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais”, apoiado pela União Europeia em parceria com a agência de combate a pobreza ActionAid. Para a coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes Alves Sousa, a visita as instituições da sociedade civil e políticas desses países é estratégico para o fortalecimento da luta dos povos e comunidades tradicionais.

Campanha pela conservação da cultura da quebra do coco babaçu

“Essa foto significa a amizade de nós três. A Preta já faz parte do meu grupo, nós já somos amigas; a Eliane é de outro grupo, a conheci durante viagem. E a terceira é a palmeira, que já é nossa amiga, porque ela é fonte de riqueza e de alimento. Eu quis mostrá-la pra representar a vida.”

Filhas da Mãe Palmeira, as quebradeiras de coco babaçu, organizadas por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, e com o apoio da União Europeia e da ActionAid, lançam as peças publicitárias sobre o trabalho de valorização da cultura da quebra do coco. As ações da campanha foram desenvolvidas ao longo do ano de 2019, com a realização de Oficina Fotográfica e Comunicação Comunitária, visita em setembro a três países na Europa, e, em dezembro, com o encerramento da ação com a veiculação das peças publicitárias produzidas ao longo dessas atividades. Aqui uma das fotos que retratam a vida, luta e resistência dessas mulheres.

#uniaoeuropeia

#actionaid

#quebradeirasdecocobabacu

Valorização da cultura e das mulheres quebradeiras de coco babaçu

“Meu nome é Andressa e eu escolhi essa foto por causa do jardim. Eu gosto de tirar fotos, mas nunca reparo ao redor. Normalmente, eu escolho outro lugar, não a minha casa nem as flores do meu jardim. Mas hoje reparei melhor e achei muito bonito. Foi um olhar com uma outra visão pras flores de todos os dias. “

Filhas da Mãe Palmeira, as quebradeiras de coco babaçu, organizadas por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, e com o apoio da União Europeia e da ActionAid, lançam as peças publicitárias sobre o trabalho de valorização da cultura da quebra do coco. As ações da campanha foram desenvolvidas ao longo do ano de 2019, com a realização de Oficina Fotográfica e Comunicação Comunitária, visita em setembro a três países na Europa, e, em dezembro, com o encerramento da ação com a veiculação das peças publicitárias produzidas ao longo dessas atividades. Aqui uma das fotos que retratam a vida, luta e resistência dessas mulheres.

#uniaoeuropeia

#actionaid

#quebradeirasdecocobabacu

Campanha de valorização da cultura da quebra do coco babaçu é destaque na imprensa maranhense

Uma reportagem completa sobre a campanha internacional de valorização da cultura da quebra do coco babaçu foi destaque na edição do Jornal Pequeno do último domingo. A campanha tem o apoio da União Europeia e da ActionAid, agência de combate à pobreza.

Filhas da Mãe Palmeira, as quebradeiras de coco babaçu, organizadas por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, e com o apoio da União Europeia e da ActionAid, lançam as peças publicitárias sobre o trabalho de valorização da cultura da quebra do coco. As ações da campanha foram desenvolvidas ao longo do ano de 2019, com a realização de Oficina Fotográfica e Comunicação Comunitária, além da visitação, no final do ano passado, a três países na Europa, e, em dezembro, com o inicio da veiculação das peças publicitárias produzidas ao longo dessas atividades.

Guardiãs dos Babaçuais em uma relação que conecta ciclos e gerações. Dessa relação simbiótica se conserva o território e se sustenta a tradição. O trabalho desenvolvido pela equipe de comunicólogos (jornalistas, designers, publicitários, cineastas) para a campanha publicitária teve o cuidado de expressar graficamente, visualmente e textualmente essa conexão, investigando as referências visuais desse universo para propor algo sensível e acolhedor, sem perder de vista a força e resistência que fazem parte das lutas diárias das quebradeiras de coco babaçu.

As quase 400 mil quebradeiras de coco babaçu também lutam pelo reconhecimento identitário e político, pelo acesso livre ao território “é uma condição para poder existir e ser o que se é”, enfatizou Bárbara Vitória Balbina, coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, que atua em quatro estados brasileiros (Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins) e seis regionais.

A história é parecida por todo o país. Especulação imobiliária, grandes fazendas agropecuárias, plantações de grãos ou eucalipto, mineração, estradas, barragens, parques eólicos e até unidades de conservação ambiental: são múltiplas as ameaças que têm feito, ao longo dos anos, comunidades tradicionais como a das quebradeiras de coco babaçu em todo Brasil vivenciarem conflitos fundiários e muitas acabaram sendo expulsas das terras, onde seus bisávos, avós e pais moravam.

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) foi iniciado há quase trinta anos em um processo de aglutinação de iniciativas de resistência à devastação dos babaçuais. Esses processos foram formados por grupos informais de mulheres, clube de mães e associações de trabalhadoras rurais que sofriam pressões de “novos proprietários”, ou seja, grileiros e pecuaristas atraídos por incentivos governamentais para ocupação e expansão da fronteira agrícola em territórios antes ocupados por essas populações tradicionais. Atualmente é o maior movimento de mulheres da América Latina, envolve cerca de 400 mil mulheres em quatro estados brasileiros: Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.
“Ao longo dos anos de luta, conquistamos respeito e reconhecimento dentro e fora do Brasil. Nossa principal conquista foi a autonomia que alcançamos por meio de cada coco quebrado, por nossa união. Conquistamos um papel político importante como mobilizadoras, numa caminhada com outros povos tradicionais. Conquistamos visibilidade e a possibilidade de oferecer melhores condições às nossas famílias – e com isso, conquistamos dignidade”, enfatizou Maria Alaídes, coordenadora do MIQCB.

Objetivos da campanha de valorização da cultura da quebra do coco babaçu

Entre os objetivos da campanha de valorização da cultura da quebra do coco babaçu estão: propiciar visibilidade às violações de direitos das quebradeiras de coco babaçu; aproximar e gerar identificação com as demandas das quebradeiras de coco babaçu por seu desenvolvimento sustentável e engajar a sociedade na luta pela defesa dos modos de vida das quebradeiras de coco babaçu. Todos os objetivos no âmbito nacional e internacional.

Inglaterra, Bélgica e França conheceram um pouco mais do modo de vida das quebradeiras de coco babaçu. Um grupo de mulheres visitaram instituições financiadoras, universidades e o parlamento europeu apresentando os desafios da cultura da quebra do coco babaçu pelos quatro estados brasileiros: Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. Além de buscar agentes financiadores estrangeiros para os projetos do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

A atividade integra o projeto “Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu em Defesa do Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais”, apoiado pela União Europeia em parceria com a agência de combate a pobreza ActionAid. Para a coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes Alves Sousa, a visita as instituições da sociedade civil e políticas desses países é estratégico para o fortalecimento da luta dos povos e comunidades tradicionais.

Oficina de Fotografia e comunicação comunitária

Muita sensibilidade, autenticidade e naturalidade para contar uma história, onde o protagonismo é das quebradeiras de coco babaçu. Foi o que aconteceu nas Oficinas de Comunicação Comunitária e de Fotografia ministradas para as mulheres que representam a cultura da quebra do coco babaçu. Durante uma semana, a capacitação foi ministrada para as regionais.

O fortalecimento à luta pelo acesso livre ao território, pela conservação das florestas de babaçus e pela garantia dos direitos utilizando estratégias e ferramentas de comunicação foi trabalhado na oficina de Comunicação Comunitária, ministrada pela jornalista Yndara Vasques. As atividades foram preparatórias para uma campanha internacional de valorização da cultura da quebra do coco babaçu a ser lançada pela Europa. A fotografa Bruna Valença, cujo trabalho é direcionada para o universo feminino, dialogou sobre as técnicas de fotografia e importância das próprias quebradeiras de coco babaçu registrarem a sua própria história por meio do auto retrato.

MIQCB lança edital para contratação de relatório de avaliação externa de projeto apoiado pela União

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) torna público para conhecimento dos interessados, que está com a inscrição aberta para a contratação de pessoa jurídica ou física para a contratação de consultoria para a elaboração da Avaliação Externa do Projeto Quebradeiras de Coco Babaçu em Defesa do Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. O projeto foi financiado pela União Europeia com o apoio da agência de combate à pobreza no país, ActionAid. O prazo para envio das propostas será até dia 22 de janeiro de 2020, tendo até o dia 02 de março para execução dos serviços.

As pessoas físicas e jurídicas que tiverem interesse participar desse processo seletivo deverão enviar suas propostas de plano de trabalho para implementação do Termo de Referência acompanhadas de currículo para o endereço eletrônico assessoria@miqcb.org.br com o Assunto “Termo de Referência Consultoria Avaliação Externa Projeto Quebradeiras de Coco Babaçu em Defesa do Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais”.

Essencial é a formação superior e mestrado nas áreas de Ciências Humanas; cinco anos de experiência comprovada em avaliação de projetos de dimensões e características similares; experiência com os temas relacionados a gênero e etnia, políticas públicas, direitos humanos e conhecimentos relacionados a políticas e direitos das mulheres e dos Povos e Comunidades Tradicionais.

As ações do projeto foram realizadas nos 04 estados de atuação do MIQCB, sendo eles Pará, Piauí, Tocantins e Maranhão, pelo prazo de três anos, no valor de 600 mil euros., O objetivo geral do projeto, Ao longo de suas ações, foi a ampliação e efetividade das quebradeiras de coco babaçu nos espaços de incidência política voltados à garantia de seus direitos, sobretudo dando visibilidade e reforçando o papel de protagonismo da mulher na conquista de seus direitos políticos e civis.

Esse objetivo possui centralidade na Política Nacional de Desenvolvimento dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT) (Decreto Presidencial 6.040, de 7 de fevereiro de 2007), e seus instrumentos. Essa política é resultado de um amplo processo de diálogo entre a sociedade civil organizada e entes do Governo Federal.

Clique aqui para ter acesso ao edital.

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