Associação de Conduru é contemplada pelo Fundo Babaçu e recebe capacitação em gestão de projetos socioambientais

Nos dias 6 e 7 de agosto, representantes da Associação dos Moradores de Conduru, localizada no município de Penalva (MA), participaram da Oficina de Capacitação em Gestão de Projetos Socioambientais no âmbito do Fundo Babaçu. A atividade marcou um importante passo no fortalecimento institucional da associação, que passou a integrar o grupo de projetos contemplados pelo 8º edital do Fundo Babaçu, com apoio do Fundo Amazônia/BNDES.

A oficina teve como objetivo capacitar a equipe da associação sobre as normas e diretrizes que regem o processo de execução, monitoramento e prestação de contas dos projetos apoiados, tanto pelas regras do Fundo Babaçu quanto pelas exigências do Fundo Amazônia/BNDES. O momento também proporcionou um espaço de aproximação entre a organização e a Secretaria Executiva do Fundo Babaçu, além de apresentar os instrumentais técnicos para acompanhamento e controle das ações previstas.

A secretária executiva do Fundo Babaçu, Nilce Cardoso, destacou a importância da atividade como parte de um processo de construção coletiva e fortalecimento das organizações da base.

“Essa capacitação é uma etapa fundamental para garantir que os recursos sejam bem aplicados e gerem impacto real nas comunidades. Estamos aqui para caminhar juntos, orientando e apoiando cada passo. O Fundo Babaçu é mais do que um mecanismo financeiro — é uma rede de confiança, parceria e fortalecimento do território tradicional das quebradeiras de coco”, afirmou Nilce.

A Associação dos Moradores de Conduru estava entre as entidades habilitadas no 8º edital, mas não havia sido inicialmente classificada. Com a desistência de uma das organizações selecionadas, a associação foi convocada por estar no cadastro reserva. Durante a oficina, também foi assinado o contrato do projeto no valor de R$ 40 mil reais, recurso não reembolsável destinado à execução de iniciativas de fortalecimento socioambiental.

A presidente da associação, Raimunda Selvina Correa, conhecida como Mundica, celebrou a conquista e destacou os impactos esperados na comunidade.

“Nesses dois dias de oficina a gente saiu enriquecido de orientações. A equipe do Fundo Babaçu foi muito boa, pacientes, e passaram tudo com muita clareza. Isso é importante porque lá na base a gente trabalha na coragem, sem ajuda e orientação. E hoje a gente está assinando o contrato do nosso projeto, que vai beneficiar nossa associação”, disse.

O projeto prevê o fortalecimento das hortas comunitárias e a ampliação de quintais produtivos. A associação reúne 56 famílias e já atua com o cultivo de cebola, cheiro-verde, macaxeira, abacaxi, banana, entre outros.

“Vamos comprar equipamentos, insumos e investir em capacitações para aumentar e qualificar nossa produção e, consequentemente, melhorar nossa renda. O projeto vai ajudar muito a estruturar a horta, para levar comida à mesa das famílias da comunidade e também para vender na feira da agricultura da cidade”, explicou Mundica.

Participaram da atividade a presidente da associação, Raimunda Selvina, Marcus Vinícius Lopes e Nerilde Pinheiro, além da equipe do Fundo Babaçu formada por Nilce Cardoso, Priscila Aguiar, Karine Tavares e Sílvia Soeiro.

A ação reforça o compromisso do Fundo Babaçu em promover autonomia, segurança alimentar e fortalecimento econômico para as comunidades tradicionais, com foco na sustentabilidade, na agroecologia e na valorização dos modos de vida das quebradeiras de coco babaçu.

Riqueza Raiz: A Vida das Mulheres que Mantêm Vivo o Babaçu

O programa Interesse Público (IP) apresenta o terceiro episódio da série Riqueza Raiz, que viaja pelo Brasil contando histórias de comunidades tradicionais de norte a sul do país. Nesta edição, a equipe foi até o Maranhão para mostrar de perto a realidade das mulheres quebradeiras de coco babaçu, da comunidade quilombola São Miguel, em Cajari, que mantêm viva uma relação sagrada com a mata e com o coco babaçu. Essa tradição, passada de mãe para filha, fortalece a luta pela dignidade e pela preservação ambiental.

O episódio destaca a importância das quebradeiras de coco na manutenção dos modos de vida sustentáveis, na proteção das florestas e na geração de renda para suas comunidades. As mulheres do quilombo são acompanhadas e fazem parte do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e da Cooperativa Interestadual (CIMQCB).

Ao valorizar esses saberes ancestrais, o programa reforça a necessidade de reconhecer e apoiar as práticas culturais e ambientais que garantem a sobrevivência dessas mulheres e de seus territórios.

Confira o episódio completo no Canal do Miqcb no YouTube.https://www.youtube.com/watch?v=AOiiQmlsQHU

Publicação no Canal MPF: https://www.youtube.com/watch?v=bEZAPPG1y38

MIQCB abre seleção para consultorias de pessoas jurídicas do Fundo Babaçu

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) está com processos seletivos abertos para contratação de pessoas jurídicas em duas frentes estratégicas do Fundo Babaçu:

  1. Consultoria em Serviços Técnicos Especializados, para apoiar o desenvolvimento de 27 projetos socioambientais aprovados pelos 6º e 8º editais do Fundo Babaçu.
  2. Consultoria em Monitoramento e Avaliação Participativa, para acompanhar 30 projetos, com foco em impactos sociais, econômicos, ambientais e territoriais.

As propostas técnicas e comerciais podem ser enviadas até 31 de agosto de 2025 para os e-mails:
se.fundobabacu@miqcb.org.br | projetofloresta@miqcb.org.br | admfinanceiro@miqcb.org.br

Os Termos de Referência completos estão disponíveis abaixo:

Rede Cerrado realiza Encontro Regional MA/PI em Imperatriz com participação do MIQCB

Nos dias 24 e 25 de julho de 2025, a cidade de Imperatriz (MA) recebeu o Encontro Regional MA/PI da Rede Cerrado, reunindo lideranças comunitárias, representantes de organizações da sociedade civil e coletivos para debater estratégias de conservação do bioma Cerrado e a defesa dos direitos humanos e territoriais dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

O encontro contou com painéis, rodas de diálogo e oficinas, abordando temas como questão fundiária, direitos indígenas, mosaicos de áreas protegidas, instrumentos de resistência e estratégias de atuação coletiva. A programação reforçou a urgência da articulação regional para enfrentar as pressões políticas e socioambientais que ameaçam o Cerrado, considerado um dos biomas mais sociobiodiversos do planeta.

Segundo Jaime Siqueira, coordenador financeiro da Rede Cerrado, “estiveram reunidos representantes de cerca de 25 organizações, bastante representativas da sociedade civil, que realizaram uma análise crítica da conjuntura política e da própria atuação dos movimentos sociais, elencaram prioridades de ação para o Núcleo MA/PI da Rede Cerrado – indígenas, quilombolas e PCTs presentes no evento firmaram compromissos para fortalecer o núcleo e a luta pela defesa dos povos do Cerrado.”

O MIQCB participou do encontro por meio da jovem Ana Vitória e da coordenadora executiva regional, Maria José, que destacou a importância da mobilização coletiva:

“O Cerrado é nossa casa e nosso sustento. Estar aqui, com tantas organizações parceiras, é fortalecer a nossa luta pelo Babaçu Livre, pelos direitos das quebradeiras de coco e de todos os povos que vivem e protegem esse território. Quando nos unimos, mostramos que a resistência no Cerrado é viva e necessária.”

O encontro reforçou o papel dos núcleos regionais da Rede Cerrado como instrumentos de fortalecimento das lutas comunitárias, ampliando a incidência política e promovendo a troca de saberes entre povos e organizações.

Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para 2025, incluindo propostas para a Feira dos Povos do Cerrado, ações de incidência política rumo à COP 30 e estratégias de defesa territorial e ambiental.

CIMQCB realiza escuta nas filiais Tocantins e Imperatriz para fortalecer a base e traçar estratégias coletivas

Entre os dias 23 e 25 de julho de 2025, a Direção Geral da CIMQCB (Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu) realizou uma rota de visitas e escuta ativa nas comunidades das filiais Tocantins e Imperatriz. A ação teve como principal objetivo fortalecer os laços com os grupos de base, conhecer as realidades locais e dialogar diretamente com as mulheres quebradeiras de coco sobre os desafios, avanços e estratégias futuras.

A iniciativa faz parte do compromisso político e organizativo da CIMQCB de agir com base na escuta das comunidades, valorizando a vivência, a produção e a resistência das mulheres em seus próprios territórios.

“Sentir de perto a realidade das mulheres, conversar diretamente com elas, escutar suas dores e suas forças é essencial para construirmos estratégias que partam da base. A CIMQCB é feita por essas mulheres e precisa caminhar junto com elas,” afirmou Helena Gomes, presidente da cooperativa e liderança do Regional Piauí.

A CIMQCB, que também integra o MIQCB, está presente em quatro estados e seis filiais, cobrindo uma ampla diversidade de contextos e modos de vida. A escuta permite reconhecer o que une e o que diferencia os territórios, criando um panorama mais sólido e realista para atuação da direção geral.

“Essa visita nos ajuda a identificar o que precisa ser melhorado e o que já está dando certo. As mulheres têm feito muita coisa com pouco recurso, e é nossa responsabilidade fortalecer essas experiências com mais apoio e presença,” destacou Rosa Gregória, vice-presidente da CIMQCB e liderança do Regional Baixada Maranhense.

Diagnósticos e fortalecimento

As filiais Tocantins e Imperatriz realizaram em 2024 um diagnóstico participativo para atualizar informações sobre os grupos produtivos e as condições sociais, econômicas e políticas das mulheres. Os resultados que incluem forças, fraquezas, dificuldades e oportunidades já haviam sido discutidos internamente, e agora ganham novo fôlego com a escuta direta da direção.

“A presença da direção nos territórios nos ajuda a pensar coletivamente como superar o que nos afeta negativamente e como fortalecer o que já fazemos bem. É uma troca verdadeira”, reforça uma das participantes do grupo visitado.

Visitas marcantes

A primeira parada da rota foi na comunidade Centro do Abrão, no município de Cidelândia (MA), onde foi visitada uma unidade de produção de mesocarpo – exemplo da luta cotidiana das mulheres por geração de renda e valorização do babaçu.

Outro momento simbólico foi a visita ao Museu Casa Branca, localizado no PA Vila Conceição I, no município de Imperatriz (MA). O espaço é liderado por Maria Querobina, quebradeira de coco babaçu, fundadora do MIQCB e referência histórica na luta pela reforma agrária e pelos direitos das mulheres da terra.

Uma rota de fortalecimento coletivo

A escuta nas comunidades reafirma o papel da CIMQCB como uma cooperativa construída pelas mulheres e para as mulheres, que articula o trabalho produtivo com a luta por direitos, reconhecimento e justiça nos territórios tradicionais.

“Cada visita é uma confirmação de que estamos no caminho certo. Fortalecer as filiais é fortalecer o movimento inteiro,” conclui Helena Gomes.

Povos e Comunidades Tradicionais entregam cartas à da Presidência da COP30 e ao Governo Lula com reivindicações por justiça climática e territorial

Entre os dias 8 e 10 de julho de 2025, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), junto à Rede de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil (Rede PCTs), participou da Pré-COP dos Povos e Comunidades Tradicionais, realizada em Brasília (DF). Durante o encontro, foram entregues duas importantes cartas políticas: uma endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entregue aos ministros presentes, e outra à Presidência da COP30, recebida pelo representante oficial da conferência.

As cartas reúnem as principais demandas dos povos e comunidades tradicionais do Brasil por justiça climática, reafirmando que não há justiça ambiental sem justiça social e sem a proteção dos territórios tradicionais. Os documentos denunciam a exclusão histórica desses povos nos espaços de decisão e exigem participação efetiva na construção das políticas climáticas, especialmente nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) que o Brasil apresentará na COP30, em Belém do Pará.

Principais reivindicações:

  • Titulação e regularização fundiária dos territórios tradicionais, com metas incluídas nas NDCs;
  • Participação direta nas negociações da COP30, com credenciais asseguradas e escuta qualificada;
  • Financiamento climático direto e desburocratizado, com pelo menos 40% dos recursos destinados a organizações dos próprios povos;
  • Proteção das lideranças e defensoras/es de direitos humanos e ambientais, com enfrentamento do racismo ambiental e das violências estruturais;
  • Reconhecimento da sociobiodiversidade como eixo das políticas públicas, fortalecendo modos de vida tradicionais, juventudes e economias sustentáveis;
  • Transição energética justa, respeitando a governança comunitária e garantindo o direito ao veto a projetos que impactam negativamente os territórios.

A coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaídes, destacou a força coletiva desse processo: “Nossas comunidades são guardiãs da floresta e do clima. Não existe justiça climática sem justiça social e sem o reconhecimento dos nossos territórios. Queremos estar nas mesas de decisão, com voz e poder, porque é nossa vida que está em jogo.”

As Cartas também foram entregues à Comissão da Amazônia, Povos Originários e Tradicionais da Câmara Federal, durante Audiência Pública, que ocorreu no dia 10 de julho, no auditório Nereu Ramos.

A entrega das cartas foi um passo decisivo das articulações dos povos e comunidades tradicionais rumo à COP30, colocando suas vozes, saberes e práticas no centro do debate climático.

Caminho para Belém

O MIQCB segue mobilizado, em diálogo com governos e organizações da sociedade civil, reafirmando o compromisso com um futuro justo, sustentável e enraizado nos territórios. As cartas entregues são expressão viva da resistência, da ancestralidade e da esperança.

Confira AQUI a Carta endereçada ao Presidente Lula.

Confira AQUI a Carta endereçada a Presidência da COP-30

Fundo Babaçu/MIQCB divulga resultado do 10° edital com apoio da Fundação Ford

É com imensa alegria que o Fundo Babaçu, do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), anuncia a lista de organizações habilitadas e projetos aprovados no seu 10° edital de apoio a iniciativas socioambientais.

A seleção, que contou com o apoio da Fundação Ford, contemplou propostas nas categorias “Pindova” e “Capota”, reafirmando o compromisso do MIQCB com a valorização dos territórios tradicionais, a sustentabilidade e o fortalecimento das comunidades lideradas por mulheres quebradeiras de coco babaçu.

As iniciativas aprovadas representam ações concretas de resistência, cuidado com a natureza, geração de renda e promoção de direitos, reforçando a importância do Fundo Babaçu como instrumento de apoio direto às bases comunitárias.

Agradecemos a todas as organizações que submeteram propostas e parabenizamos as aprovadas. Seguimos juntas na luta por justiça socioambiental e pelo fortalecimento das mulheres e dos povos do campo, das florestas e das águas.

Para conferir a lista completa de habilitadas e aprovadas, CLIQUE AQUI!

Reunião da Mesa de Diálogo no Piauí reforça compromissos com as quebradeiras de coco babaçu

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) participou, na manhã da última terça-feira (23), da 3ª Reunião da Mesa de Diálogo Permanente entre o Governo do Estado do Piauí e os movimentos sociais das quebradeiras de coco babaçu, representados pelo MIQCB e pela AMTCOB (Associação das Mulheres Trabalhadoras do Coco Babaçu do Piauí). O encontro foi realizado no auditório do MAPA, em Teresina.

A reunião teve como pauta central o fortalecimento dos territórios tradicionais e trouxe discussões sobre temas estruturantes, como a regularização fundiária, o reconhecimento dos territórios coletivos das quebradeiras de coco, a revogação da Instrução Normativa nº 95 e o enfrentamento à grilagem de terras, especialmente no sul do estado.

Também foi apresentada a proposta da Feira “Sabores e Saberes do Babaçu”, que, neste ano, será realizada em formato descentralizado, com ações nos próprios territórios, valorizando os saberes, os modos de vida e a produção das quebradeiras.

A coordenadora executiva do MIQCB no Piauí, Marinalda Rodrigues, ressaltou a importância da continuidade e do fortalecimento da Mesa:

“Essa mesa é uma conquista política construída com muita luta. Ela precisa ser fortalecida e respeitada como um espaço legítimo de escuta e decisão para garantir os direitos das quebradeiras de coco e a defesa dos nossos territórios.”

Além dos temas fundiários e territoriais, o MIQCB também trouxe à mesa a importância do reconhecimento populacional das quebradeiras de coco babaçu enquanto grupo tradicional e reforçou a necessidade de respostas imediatas às denúncias de desmatamento, envenenamento e queimadas que seguem ameaçando comunidades nos territórios.

O diretor de Relações Sociais e Populares da Secretaria de Relações Sociais do Piauí (SERES/PI), Claudimir Vieira Gularte, afirmou o compromisso do governo com a pauta:

“O Governo do Piauí compreende a Mesa como um instrumento fundamental para consolidar a política pública voltada às quebradeiras de coco babaçu, respeitando suas especificidades, modos de vida e organização. É um espaço que precisa ser contínuo, transparente e com avanços concretos.”

O MIQCB segue mobilizado e vigilante para que os compromissos pactuados avancem com responsabilidade, escuta qualificada e respeito às demandas das mulheres quebradeiras de coco e de suas comunidades.

Quebradeiras de Coco Babaçu participam da 6ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres em Imperatriz

No último sábado (19), o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), por meio da Regional Imperatriz, participou ativamente da 6ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, realizada no Centro de Convenções da cidade. O evento foi promovido pela Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher, e marcou a retomada desse importante espaço democrático de participação popular, que não era realizado há mais de dez anos.

Com o tema “Mais democracia, mais igualdade, mais conquistas para todas”, a conferência reuniu mulheres de diferentes comunidades, setores e organizações para debater propostas voltadas à garantia de direitos, à equidade de gênero, à valorização da diversidade e à ampliação das políticas públicas destinadas às mulheres.

Durante a programação, foram debatidas diretrizes que irão compor o novo Plano Municipal de Políticas para as Mulheres e definidas as propostas que serão levadas à etapa estadual — com vistas à Conferência Nacional. Também foram eleitas as delegadas que representarão Imperatriz nas próximas fases.

Para Maria José da Silva, coordenadora executiva do MIQCB – Regional Imperatriz, o momento foi de reafirmação da luta das mulheres:

“É fundamental estarmos nesses espaços de decisão. As quebradeiras de coco babaçu têm muito a contribuir com as políticas públicas, pois vivem na pele os desafios da desigualdade, da violência e da exclusão. Participar da conferência é também garantir que a voz das mulheres dos territórios esteja presente na construção do novo plano municipal. Saímos fortalecidas e com propostas concretas”, destacou.

Participaram das atividades a coordenadora de base do MIQCB, Judite, a jovem Ana Vitória, e outras lideranças como Zenilde, Iracema, entre outras.

A secretária municipal da Mulher, Liana Melo, celebrou o resultado da conferência e a ampla participação popular:

“A 6ª Conferência foi um sucesso. Foi uma oportunidade para que a sociedade civil e o poder público se reunissem, debatessem e construíssem, juntas, propostas concretas para as diretrizes do nosso Plano Municipal de Políticas para as Mulheres. Além disso, essas mesmas propostas seguirão para a conferência estadual e, posteriormente, para a conferência nacional. Estamos fortalecendo uma rede de escuta e ação real para todas as mulheres.”

O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, também esteve presente na programação da conferência, reforçando o compromisso da gestão municipal com a retomada das políticas voltadas às mulheres. Durante sua participação, o gestor destacou a importância do evento e celebrou a retomada desse espaço de diálogo:

“Há dez anos Imperatriz não realizava uma conferência municipal das mulheres. Agora retomamos esse espaço fundamental de participação. Aqui, mulher tem vez, tem voz — e agora tem a conferência. Viva as mulheres!”

A presença do MIQCB na conferência reforça o papel estratégico das quebradeiras de coco na defesa dos direitos das mulheres e na incidência sobre políticas públicas que promovam autonomia, equidade e justiça social.

O evento foi destaque no Jornal JMTV 1° edição e nossa coordenadora concedeu entrevista: https://g1.globo.com/ma/maranhao/videos-jmtv-1-edicao/video/conferencia-discute-politicas-publicas-para-mulheres-em-imperatriz-13771522.ghtml

“Babaçu Livre” estreia em Teresina e reafirma luta das quebradeiras de coco babaçu no Piauí

Na manhã desta terça-feira (22), o Auditório Sulica, da Secretaria de Cultura do Estado do Piauí, foi cenário do lançamento do documentário “Babaçu Livre: Na Lei ou na Marra”. A produção retrata com sensibilidade e força a luta das quebradeiras de coco babaçu pelo acesso livre aos babaçuais e pela preservação dos seus territórios tradicionais.

O filme é uma realização da Associação das Mulheres Trabalhadoras do Quebradeiras de Coco Babaçu do Piauí (AMTCOB), em parceria com o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), e reafirma o protagonismo das mulheres na defesa dos bens comuns e da justiça ambiental.

O evento reuniu lideranças do MIQCB, como a coordenação regional do Piauí, além de autoridades políticas, como o deputado estadual Limma, a secretária de Relações Sociais Núbia Lopes, o secretário de Cultura Rodrigo Amorim e a ex-governadora Regina Sousa, responsável pela sanção da Lei Babaçu Livre no estado, em 2022.

A diretora e idealizadora do documentário, Élida Cardoso, professora do Instituto Federal do Piauí (IFPI), destacou a dimensão política e afetiva do filme, construído a partir da escuta atenta das protagonistas da luta. “Não é apenas um documentário, é um registro coletivo de memória, resistência e afeto. São as mulheres que conduzem essa história com coragem e dignidade”, afirmou.

Durante o lançamento, também foi apresentada a Cartilha Babaçu Livre, concebida como instrumento pedagógico e político pela professora Carmen Lúcia, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A publicação, também fruto da parceria entre AMTCOB e MIQCB, reúne os principais elementos da legislação estadual e do contexto histórico da luta dos povos e comunidades tradicionais que dependem do babaçu para viver.

Para Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB no Piauí, o documentário fortalece a identidade e a resistência das quebradeiras: “Esse documentário é uma forma de dizer: estamos aqui. Quebradeira de coco tem voz, tem força e tem história. É uma luta que não vai parar enquanto houver babaçu cercado”.

Laura Gomes, liderança da AMTCOB, reforçou o papel estratégico da comunicação popular nesse processo:“Esse filme é mais do que um retrato da nossa realidade, ele é denúncia, é memória e é força coletiva. Mostra que seguimos vivas, organizadas e comprometidas com a defesa do território.”

Com trilha sonora do grupo As Encantadeiras e depoimentos potentes de mulheres na linha de frente da resistência, o filme reforça a urgência da implementação da Lei Babaçu Livre como um caminho de justiça climática, reconhecimento dos direitos humanos e garantia da permanência das comunidades em seus territórios.

A luta das quebradeiras de coco babaçu segue viva, firme e inegociável: seja na lei, seja na marra.

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