Na manhã desta terça-feira (22), o Auditório Sulica, da Secretaria de Cultura do Estado do Piauí, foi cenário do lançamento do documentário “Babaçu Livre: Na Lei ou na Marra”. A produção retrata com sensibilidade e força a luta das quebradeiras de coco babaçu pelo acesso livre aos babaçuais e pela preservação dos seus territórios tradicionais.
O filme é uma realização da Associação das Mulheres Trabalhadoras do Quebradeiras de Coco Babaçu do Piauí (AMTCOB), em parceria com o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), e reafirma o protagonismo das mulheres na defesa dos bens comuns e da justiça ambiental.
O evento reuniu lideranças do MIQCB, como a coordenação regional do Piauí, além de autoridades políticas, como o deputado estadual Limma, a secretária de Relações Sociais Núbia Lopes, o secretário de Cultura Rodrigo Amorim e a ex-governadora Regina Sousa, responsável pela sanção da Lei Babaçu Livre no estado, em 2022.
A diretora e idealizadora do documentário, Élida Cardoso, professora do Instituto Federal do Piauí (IFPI), destacou a dimensão política e afetiva do filme, construído a partir da escuta atenta das protagonistas da luta. “Não é apenas um documentário, é um registro coletivo de memória, resistência e afeto. São as mulheres que conduzem essa história com coragem e dignidade”, afirmou.
Durante o lançamento, também foi apresentada a Cartilha Babaçu Livre, concebida como instrumento pedagógico e político pela professora Carmen Lúcia, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A publicação, também fruto da parceria entre AMTCOB e MIQCB, reúne os principais elementos da legislação estadual e do contexto histórico da luta dos povos e comunidades tradicionais que dependem do babaçu para viver.
Para Marinalda Rodrigues, coordenadora executiva do MIQCB no Piauí, o documentário fortalece a identidade e a resistência das quebradeiras: “Esse documentário é uma forma de dizer: estamos aqui. Quebradeira de coco tem voz, tem força e tem história. É uma luta que não vai parar enquanto houver babaçu cercado”.
Laura Gomes, liderança da AMTCOB, reforçou o papel estratégico da comunicação popular nesse processo:“Esse filme é mais do que um retrato da nossa realidade, ele é denúncia, é memória e é força coletiva. Mostra que seguimos vivas, organizadas e comprometidas com a defesa do território.”
Com trilha sonora do grupo As Encantadeiras e depoimentos potentes de mulheres na linha de frente da resistência, o filme reforça a urgência da implementação da Lei Babaçu Livre como um caminho de justiça climática, reconhecimento dos direitos humanos e garantia da permanência das comunidades em seus territórios.
A luta das quebradeiras de coco babaçu segue viva, firme e inegociável: seja na lei, seja na marra.












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