
De 23 a 25 de maio, jovens amazônicos se reuniram em Santarém (PA) para a Pré-COP da Juventude das Florestas, denunciando violações de direitos e anunciando o bem viver como alternativa à crise climática.
Durante três dias intensos de diálogo, escuta e mobilização, jovens de diversos territórios da Amazônia se reuniram no Projeto de Assentamento Extrativista Lago Grande, no município de Santarém (PA), para a Pré-COP da Juventude das Florestas. A atividade reuniu representantes de movimentos sociais, universidades, coletivos e organizações, com destaque para a participação ativa da juventude do MIQCB, representando os estados do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí.
A abertura do encontro foi marcada pela terceira Romaria da Juventude das Florestas, um momento simbólico de caminhada e espiritualidade coletiva, reafirmando os laços com os territórios e com a ancestralidade que sustenta a luta dos povos da floresta.
O segundo dia concentrou os debates nas chamadas “tendas”, espaços temáticos organizados por diferentes grupos e instituições. Temas como agroecologia, justiça climática, segurança alimentar, mudanças climáticas e regularização fundiária estiveram no centro das conversas. As tendas funcionaram em formato de carrossel, permitindo que os participantes circulassem entre os temas, denunciando violações de direitos e impactos ambientais, mas também anunciando práticas de resistência e formas de viver em harmonia com a natureza, o chamado bem viver.
A juventude do MIQCB organizou a tenda “Nós Somos as Florestas de Babaçu”, espaço onde jovens promoveram uma roda de conversa para ouvir e dialogar com os participantes sobre suas percepções sobre mudanças climáticas, impactos ambientais e o que significa justiça climática em seus territórios. A dinâmica incentivou o compartilhamento de vivências e histórias ligadas à preservação ambiental, autonomia, segurança alimentar, lazer, cuidado com a terra e fortalecimento das raízes culturais e ancestrais.
“Compreendemos que justiça climática é garantir que essas histórias, memórias e espaços de vida continuem existindo”, afirmou, Valéria Silva, jovem do Pará. O encerramento da atividade contou com a construção coletiva de uma carta da juventude, compilando os principais debates e reivindicações surgidos nas tendas. Esse documento será encaminhado à ONU pela representante da juventude brasileira na próxima Conferência das Partes (COP).
“O evento foi um marco importante para consolidar a presença e a voz da juventude nos debates climáticos globais. A participação da Rede de Juventude do MIQCB reafirmou o compromisso das juventudes tradicionais e extrativistas em denunciar as injustiças e anunciar futuros sustentáveis, enraizados no bem viver e na defesa dos territórios”, disse Carla Pinheiro.
A Pré-COP da Juventude das Florestas reforça a mensagem de que as soluções para a crise climática já estão sendo praticadas nas florestas, nas comunidades e nas lutas cotidianas das juventudes amazônicas.








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