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MIQCB fortalece incidência política na Zona Azul da COP30 e reafirma defesa da sociobioeconomia e dos territórios tradicionais

Belém (PA), 17 de novembro de 2025 — O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) marcou presença estratégica na Zona Azul da COP30, reforçando sua atuação na defesa da sociobioeconomia, dos territórios tradicionais e da justiça climática. Ao longo do dia, a delegação do MIQCB ampliou diálogos com governos, agências internacionais e parceiros, trazendo a voz e a experiência das mulheres babaçueiras para espaços centrais da conferência.

Sociobioeconomia no centro das decisões globais

Lançamento do Programa COOPERA+ Amazônia

Na Zona Verde, a coordenadora Maria Ednalva Ribeiro representou o MIQCB na cerimônia do lançamento do Programa COOPERA+ Amazônia, ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. O movimento ressaltou que a sociobiodiversidade é pilar do desenvolvimento sustentável da região.

“O babaçu é uma economia viva, que protege a floresta e garante renda para milhares de mulheres. Investir na sociobioeconomia é reconhecer nossa contribuição histórica”, destacou Ednalva.

Floresta em pé e economia sustentável

Painel no Pavilhão do BNDES

No debate “Valor da Floresta em Pé: Sociobioeconomia como Estratégia para Conservação”, realizado no Pavilhão do BNDES, Ednalva dialogou com representantes do Ministério do Meio Ambiente, Rioterra e Cooperacre. O MIQCB reforçou a centralidade das quebradeiras de coco babaçu no modelo de economia que mantém a Amazônia viva.

“Somos guardiãs dos babaçuais e protagonistas de uma economia que não derruba a floresta. Nosso trabalho precisa ser reconhecido e apoiado pelas políticas públicas”, afirmou a coordenadora.

Justiça climática como horizonte comum

Participação no painel da Ford Foundation – Zona Azul

O MIQCB integrou o painel que apresentou os resultados da Cúpula dos Povos e sua agenda política para a justiça climática, ao lado de MST, Global Forest Coalition e FASE. O movimento destacou que os impactos da crise climática recaem de forma desproporcional sobre os povos e comunidades tradicionais.

“Não há transição justa sem ouvir quem vive na floresta e quem cuida dela todos os dias. Nossa agenda precisa ser tratada como prioridade”, enfatizou o Movimento.

Políticas públicas para Povos e Comunidades Tradicionais

Debate sobre o Plano Nacional para PCTs

Em outro momento, o MIQCB reforçou reivindicações históricas pela garantia dos territórios tradicionais, regularização fundiária, proteção dos babaçuais e participação social das mulheres quebradeiras.

Entre as pautas políticas defendidas:

Implementação efetiva do Plano Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais;

Avanço na Lei Babaçu Livre em todos os estados babaçueiros;

Proteção dos territórios e combate às pressões do agronegócio;

Fortalecimento da sociobioeconomia comunitária.

Incidência internacional e diálogos estratégicos

Celebração dos 17 anos do Fundo Amazônia – Zona Azul

O MIQCB participou da celebração dos 17 anos do Fundo Amazônia, espaço em que realizou uma oitiva com o vice-embaixador da Alemanha. O encontro ampliou a defesa das iniciativas comunitárias e da importância dos financiamentos diretos para organizações de base.

Compromisso pela floresta e pelos territórios

A presença do MIQCB na COP30 reafirma a força política das mulheres quebradeiras de coco babaçu e sua contribuição para uma Amazônia viva, com justiça climática e territorialidade garantida.

O Movimento segue firme: com voz, com luta e com o babaçu em pé.

Sociobioeconomia é futuro. Territórios vivos são resistência.

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